"É apenas naqueles raros momentos em que acontece de captarmos de relance uma rima no mundo que a mente consegue saltar para fora de si mesma e servir de ponte para coisas entre o tempo e o espaço, entre a visão e a memória."
Paul Auster - A invenção da solidão (p. 180)
quinta-feira, dezembro 14, 2006
quarta-feira, novembro 22, 2006
Depois da mais forte tormenta...
Eu não vim pra esse mundo pra ser mero espectador
Vim sim pra reger esse grande concerto que é a vida
Vim pra ser maestro, dono do meu próprio destino
Influenciar
Mudar o mundo
Para melhor...
E não vale a pena esquentar a cabeça com nada nessa empreitada
No fim, somos apenas comida de verme
Todos, sem exceção
Da terra viemos
E pra ela, voltamos...
Vim sim pra reger esse grande concerto que é a vida
Vim pra ser maestro, dono do meu próprio destino
Influenciar
Mudar o mundo
Para melhor...
E não vale a pena esquentar a cabeça com nada nessa empreitada
No fim, somos apenas comida de verme
Todos, sem exceção
Da terra viemos
E pra ela, voltamos...
sexta-feira, novembro 17, 2006
Essa é pra você Zóinho...
Your love for me was nothing but a mystery,
Just something only captured in a dream.
Whoa, then suddenly...
It was hitting me,
Right between the eyes
I wasn't looking for a love explosion,
But I must have been a target my oh my.
Cause when I least expected it,
I took a direct hit,
Right between the eyes
You... you shattered my resistance, yes it's true,
you battered my defenses what could I do?
I'm running from the heat between me and you.
[chorus]
You hit me with a million volts,
You nail me with a lightning bolt,
Oh, baby, you knock me cold.
Your love zapped me, right between the eyes.
Now nothing's going to cool down my desire,
Cause I'm jumpin' from the fat into the fire,
Love bug has bitten me,
And you're hitting me,
Right between the eyes
And now... each time I think about you I don't know how,
I ever did without you, spin me 'round,
And I'll never get my feet back on the ground.
[chorus]
You hit me with a million volts,
You nail me with a lightning bolt,
Oh, baby, you knock me cold.
Your love zapped me, right between the eyes.
Oh... the power of your love is much too strong,
You tell me I'm,
[chorus]
You hit me with a million volts,
You nail me with a lightning bolt,
Oh, baby, you knock me cold.
Your love zapped me, right between the eyes.
You hit me with a million volts,
You nail me with a lightning bolt,
Oh, baby, you knock me cold.
Your love zapped me, right between the eyes.
(Right Between The Eyes - Wax)
Just something only captured in a dream.
Whoa, then suddenly...
It was hitting me,
Right between the eyes
I wasn't looking for a love explosion,
But I must have been a target my oh my.
Cause when I least expected it,
I took a direct hit,
Right between the eyes
You... you shattered my resistance, yes it's true,
you battered my defenses what could I do?
I'm running from the heat between me and you.
[chorus]
You hit me with a million volts,
You nail me with a lightning bolt,
Oh, baby, you knock me cold.
Your love zapped me, right between the eyes.
Now nothing's going to cool down my desire,
Cause I'm jumpin' from the fat into the fire,
Love bug has bitten me,
And you're hitting me,
Right between the eyes
And now... each time I think about you I don't know how,
I ever did without you, spin me 'round,
And I'll never get my feet back on the ground.
[chorus]
You hit me with a million volts,
You nail me with a lightning bolt,
Oh, baby, you knock me cold.
Your love zapped me, right between the eyes.
Oh... the power of your love is much too strong,
You tell me I'm,
[chorus]
You hit me with a million volts,
You nail me with a lightning bolt,
Oh, baby, you knock me cold.
Your love zapped me, right between the eyes.
You hit me with a million volts,
You nail me with a lightning bolt,
Oh, baby, you knock me cold.
Your love zapped me, right between the eyes.
(Right Between The Eyes - Wax)
segunda-feira, outubro 30, 2006
Mais quatro anos...
Lula de novo...fueda...Votei nele, mas tava entre o diabo e o capeta...
Escolhi o que tinha chifre menor e que usava a menor cueca, pois assim cabe menos dinheiro sujo...
Escolhi o que tinha chifre menor e que usava a menor cueca, pois assim cabe menos dinheiro sujo...
sábado, outubro 21, 2006
Faz tempo...
Faz tempo que não se derruba mais uma linha aqui
Faz tempo que o Potlatch continua queimando
Faz tempo...
Faz tempo que procuro algo em que me encontrar
Faz tempo que escondo de mim mesmo o que sei de cor
Faz tempo...
Faz tempo que tô de saco cheio de tudo e fico fingindo que procuro sonhos pra passar meu tempo de ócio...
Faz tempo que estou em ócio
Faz tempo...
Faz um tempo danado que busco algo além de linhas toscas e poemas surreais
Faz tempo que quero fincar o pé no chão e ter a ilusão de novo de que tudo é novo
Faz tempo...
Faz tempo que pedi um tempo e agora peço pra voltar naquele estado quando estava tão perdido que não sabia se um dia me acharia...mas agora estou mais perdido que antes e só agora acredito que sempre tive a solução pra todas as minhas incertezas...
Faz tempo que talvez só o ângulo de ver as coisas tivesse que ser mudado
Faz tempo...
E faz tempo que sei o que sou
Faz tempo que sei o quero da vida
E mesmo fingindo que não, faz um tempo danado...
Faz tempo que o Potlatch continua queimando
Faz tempo...
Faz tempo que procuro algo em que me encontrar
Faz tempo que escondo de mim mesmo o que sei de cor
Faz tempo...
Faz tempo que tô de saco cheio de tudo e fico fingindo que procuro sonhos pra passar meu tempo de ócio...
Faz tempo que estou em ócio
Faz tempo...
Faz um tempo danado que busco algo além de linhas toscas e poemas surreais
Faz tempo que quero fincar o pé no chão e ter a ilusão de novo de que tudo é novo
Faz tempo...
Faz tempo que pedi um tempo e agora peço pra voltar naquele estado quando estava tão perdido que não sabia se um dia me acharia...mas agora estou mais perdido que antes e só agora acredito que sempre tive a solução pra todas as minhas incertezas...
Faz tempo que talvez só o ângulo de ver as coisas tivesse que ser mudado
Faz tempo...
E faz tempo que sei o que sou
Faz tempo que sei o quero da vida
E mesmo fingindo que não, faz um tempo danado...
sábado, agosto 26, 2006
Amar, verbo intransitivo?
Só o foi para Jesus, Maomé, Buda
E outros de mesma quantidade de Watts
No caso dos pobres mortais dos mortais
Amar, verbo proibido
Verbo da vergonha
Verbo do boicote
Verbo cínico
Nem é verbo
Deveria ser pronome
Como que reflexivo
Falando sempre de outro e nunca de si mesmo
Ou, no melhor dos casos,
Pessoal do caso oblíquo torto
Tortinho...
MeTeTiComigo
Isso é amor?
Talvez, "amor" mas não "Amor"
E sendo o fogo que arde sem se ver
Dói, mas ao contrário do que se diz
Se sente, e muito...
E outros de mesma quantidade de Watts
No caso dos pobres mortais dos mortais
Amar, verbo proibido
Verbo da vergonha
Verbo do boicote
Verbo cínico
Nem é verbo
Deveria ser pronome
Como que reflexivo
Falando sempre de outro e nunca de si mesmo
Ou, no melhor dos casos,
Pessoal do caso oblíquo torto
Tortinho...
MeTeTiComigo
Isso é amor?
Talvez, "amor" mas não "Amor"
E sendo o fogo que arde sem se ver
Dói, mas ao contrário do que se diz
Se sente, e muito...
quarta-feira, agosto 23, 2006
Minha humilde contribuição para a National Geographic

Numa paisagem onírica, surreal
Sempre-vivas distorcem a realidade
Nos fazem ver por entre as frestas de luzes
Onde as lentes da realidade abrem as portas para outros horizontes
Passos na areia distantes nos levam a caminhos
nunca dantes percorridos por nós mesmos
Dunas douradas em forma de sonhos
Mas também há pegadas de onde viemos
Como que num delírio mágico a vida segue
Continuando sua marcha eterna
Pois de onde ela vem, outros virão
Seguindo meus passos
E deixando os deles fincados na areia
Pegadas em forma de aspirações
Desejos
E sonhos
Como tudo é efêmero
O vento também há de desintegrá-las um dia
E a dunas perfeitas, sem marcas ficarão
Até que outro primeiro por lá deixe suas pegadas...
domingo, agosto 13, 2006
Antídoto para a perda do tesão generalizado
"...Hay que vivir a cada dia y mandar la muerte al carajo..."
Pero a veces la proximidad de la muerte también puede ser una amiga
Puede ser un ejemplo de como hay cosas peores que uno vive
O puede también nos dar la voluntad mayor de vivir
Hace mucho perdida...
Pero a veces la proximidad de la muerte también puede ser una amiga
Puede ser un ejemplo de como hay cosas peores que uno vive
O puede también nos dar la voluntad mayor de vivir
Hace mucho perdida...
sexta-feira, agosto 11, 2006
O combate contra o ego do meu ego
De todas as certezas que ainda sou arrogante em dizer que tenho
A mais forte delas é a que reza contra o combate comigo mesmo
Minha cabeça não dá folga
Quando acho que já tinha enterrado todas nóias idiotas
Elas voltam e me explodem por dentro
Me comem o estômago
Acabam com minha metafórica paz
Não sou mais um
Tampouco dividido em dois
Nem "sou" mais
Fico mais para "passo a ser"
Como que em fragmentos infinitos
Cada um correndo para um lado
Mas todos em divergência um do outro
Egoísmo? Não enxerga um palmo pra fora do mundinho?
Pode ser...mas como constituir na cabeça um paradigma de mundo
Quando você não se reconhece mais
Não sabe o que é certo, o que é errado
Se é que existe certo e errado
As religiões professam que a vida plena e a iluminação
só são atingidas quando se supera a necessidade de classificação
entre certo e errado
Quando de fato não há mais certo e errado
Porque a escolha e o julgamento não mais existem
O Nirvana, estar além da necessidade de fazer julgamentos morais
Mas se na verdade houver uma inversão na relação causa e efeito
Ou seja, que para atingir o Nirvana preciso suplantar a necessidade de fazer tais julgamentos
Acho que nasci para ser eternamente mortal, imperfeito em sua última forma e, como tal, estar condenado a permanecer assim, sofrendo e fazendo todos ao meu redor sofrerem...
Quer saber? Sofro do mal do século e gosto disso: gosto de sofrer...me inspira...Será que sou masoquista? Acho que no fundo é outra classificação barata.
E me dá meu paraquédas: vamos até o limite buscar as respostas. A Brutona chegou perto de me contar o tanto que preciso ouvir, apesar de já saber a verdade, mas o barulho do vento não foi alto suficiente para eu conseguir ouvir os segredos que me esbofeteiam, e que mesmo assim finjo não existirem. 280 km/h em queda livre talvez possuam decibéis suficientes pra se fazerem ouvir. Talvez consiga viver depois disso...preciso ir até o limite...
A mais forte delas é a que reza contra o combate comigo mesmo
Minha cabeça não dá folga
Quando acho que já tinha enterrado todas nóias idiotas
Elas voltam e me explodem por dentro
Me comem o estômago
Acabam com minha metafórica paz
Não sou mais um
Tampouco dividido em dois
Nem "sou" mais
Fico mais para "passo a ser"
Como que em fragmentos infinitos
Cada um correndo para um lado
Mas todos em divergência um do outro
Egoísmo? Não enxerga um palmo pra fora do mundinho?
Pode ser...mas como constituir na cabeça um paradigma de mundo
Quando você não se reconhece mais
Não sabe o que é certo, o que é errado
Se é que existe certo e errado
As religiões professam que a vida plena e a iluminação
só são atingidas quando se supera a necessidade de classificação
entre certo e errado
Quando de fato não há mais certo e errado
Porque a escolha e o julgamento não mais existem
O Nirvana, estar além da necessidade de fazer julgamentos morais
Mas se na verdade houver uma inversão na relação causa e efeito
Ou seja, que para atingir o Nirvana preciso suplantar a necessidade de fazer tais julgamentos
Acho que nasci para ser eternamente mortal, imperfeito em sua última forma e, como tal, estar condenado a permanecer assim, sofrendo e fazendo todos ao meu redor sofrerem...
Quer saber? Sofro do mal do século e gosto disso: gosto de sofrer...me inspira...Será que sou masoquista? Acho que no fundo é outra classificação barata.
E me dá meu paraquédas: vamos até o limite buscar as respostas. A Brutona chegou perto de me contar o tanto que preciso ouvir, apesar de já saber a verdade, mas o barulho do vento não foi alto suficiente para eu conseguir ouvir os segredos que me esbofeteiam, e que mesmo assim finjo não existirem. 280 km/h em queda livre talvez possuam decibéis suficientes pra se fazerem ouvir. Talvez consiga viver depois disso...preciso ir até o limite...
terça-feira, agosto 08, 2006
Back Where You Belong (38 Special)
I heard you're askin' how I'm feeling
I guess I'll play it day by day
I'm still around now, my heart is healing
But some things never gonna change
'Cause now I know love ain't easy to find
I let you go, now I'm changing my mind
Chorus:
I know that love, it don't come easy
It took so long, it's been hard to find
So love, you must believe me
Ain't gonna let it slip away
I know I was wrong
I want you back where you belong
Want you back where you belong
Back where you belong
I played around now, I've done some dealin'
I found that love should be with you
And so you're gone now, my head is reelin'
Don't wanna be with someone new
And so I go, with a feeling inside me
'Cause I know what I'm leaving behind
(Chorus)
I guess in time I stop and think it over
Everything that we've been through
This heart of mine may never find another
Who loves me just the way you do
Hey girl!
I heard you're askin' how I'm feelin'
I guess I'll play it day by day
I'm still around now, my heart is healin'
But some things never gonna change
'Cause now I know love ain't easy to find
I let you go, now I'm changing my mind
(Chorus)
Back where you belong, hey, hey
I know that love, it don't come easy
It took so long, it's been hard to find
And so love, you must believe me
Ain't gonna let it slip away, baby
I guess I'll play it day by day
I'm still around now, my heart is healing
But some things never gonna change
'Cause now I know love ain't easy to find
I let you go, now I'm changing my mind
Chorus:
I know that love, it don't come easy
It took so long, it's been hard to find
So love, you must believe me
Ain't gonna let it slip away
I know I was wrong
I want you back where you belong
Want you back where you belong
Back where you belong
I played around now, I've done some dealin'
I found that love should be with you
And so you're gone now, my head is reelin'
Don't wanna be with someone new
And so I go, with a feeling inside me
'Cause I know what I'm leaving behind
(Chorus)
I guess in time I stop and think it over
Everything that we've been through
This heart of mine may never find another
Who loves me just the way you do
Hey girl!
I heard you're askin' how I'm feelin'
I guess I'll play it day by day
I'm still around now, my heart is healin'
But some things never gonna change
'Cause now I know love ain't easy to find
I let you go, now I'm changing my mind
(Chorus)
Back where you belong, hey, hey
I know that love, it don't come easy
It took so long, it's been hard to find
And so love, you must believe me
Ain't gonna let it slip away, baby
Meio lacônico, no lava-a-jato do Sassá Mutema...
- Nóssassiora seu moço! Que máquina!
- É...essa é a Brutona...
- O sior veio diondi?
- De São Paulo.
- E viaja sozinho?
- Uhum...
- Deus misericordioso nossassiora! E o senhor num tem medo não?
- Não, é tranquilo.
- Ieu que num ia viajá nunca por esse mundão afora di moto e sozinhu. O sior tem é muita corage.
- É de boa...
- É...essa é a Brutona...
- O sior veio diondi?
- De São Paulo.
- E viaja sozinho?
- Uhum...
- Deus misericordioso nossassiora! E o senhor num tem medo não?
- Não, é tranquilo.
- Ieu que num ia viajá nunca por esse mundão afora di moto e sozinhu. O sior tem é muita corage.
- É de boa...
quinta-feira, agosto 03, 2006
Tapa de volta da realidade na cara
Jalapão
O sonho durou o suficiente pra entorpecer
Sem alienar, entretanto
De volta à realidade
Pelo menos a dos meus paradigmas
A cabeça dança ao som de harpas de anjos
Enquanto notícias pesadas são informadas
Por bocas que se importam
Para orelhas que se sensibilizam
Não tô para frases bonitinhas hoje
E nem pra poemas doces
A vida é amarga
E hoje, pelo menos hoje, as palavras devem ter o mesmo tom
Então VTNMDC
Queria saber quem foi o imbecil que achou que poderíamos aprender pelo sofrimento?
Como um julgamento pode ser justo se ninguém lembra o que fez em outras vidas?
Puna-me sim, mas pela justiça dos homens
Essa que não deveria falhar, a faz
E sobra o consolo do consolo celestial oferecido por seitas que pretende explicar o que ninguém sabe, e nem nunca vai saber
Como crer, se não sabemos no que?
Não sei...mas é a resposta que busco...
O sonho durou o suficiente pra entorpecer
Sem alienar, entretanto
De volta à realidade
Pelo menos a dos meus paradigmas
A cabeça dança ao som de harpas de anjos
Enquanto notícias pesadas são informadas
Por bocas que se importam
Para orelhas que se sensibilizam
Não tô para frases bonitinhas hoje
E nem pra poemas doces
A vida é amarga
E hoje, pelo menos hoje, as palavras devem ter o mesmo tom
Então VTNMDC
Queria saber quem foi o imbecil que achou que poderíamos aprender pelo sofrimento?
Como um julgamento pode ser justo se ninguém lembra o que fez em outras vidas?
Puna-me sim, mas pela justiça dos homens
Essa que não deveria falhar, a faz
E sobra o consolo do consolo celestial oferecido por seitas que pretende explicar o que ninguém sabe, e nem nunca vai saber
Como crer, se não sabemos no que?
Não sei...mas é a resposta que busco...
quinta-feira, julho 20, 2006
Se te derrubei, me perdoa...
Te ergui
180 kg num só braço
Tamanha a raiva e o desespero
Culpa minha, mas não fiz por mal
Não desconte em mim nos próximos dias
Não tive culpa
Minha religião tem duas rodas
E os anjos gritam comigo quanto mais rápido estou
Sinto o chão correr rápido ao contrário
Enquanto me delicio com a vida no fio dos pneus finos
Pro meio do nada eu vou
Fazer nada
Pensar nada
No nada encontrar o todo
O tudo
Do nada vim
Do não-manifesto
E pra lá eu vou
Mas cuido de você bem, Brutona
Pra você cuidar bem de mim
Se te machuquei, nunca tive intenção
O céu, o vento, o sol e o cerrado são testemunhas
E o asfalto matreiro vai nos tratar bem
Porque ele é o nosso tapete vermelho
Em terras vermelhas onde o destino nobre se esconde
Atrás da teia negra de piche
Ou do chão de terra batida
E pedriscos
Jalapão...sou apenas mais um doido que vai pra lá...
180 kg num só braço
Tamanha a raiva e o desespero
Culpa minha, mas não fiz por mal
Não desconte em mim nos próximos dias
Não tive culpa
Minha religião tem duas rodas
E os anjos gritam comigo quanto mais rápido estou
Sinto o chão correr rápido ao contrário
Enquanto me delicio com a vida no fio dos pneus finos
Pro meio do nada eu vou
Fazer nada
Pensar nada
No nada encontrar o todo
O tudo
Do nada vim
Do não-manifesto
E pra lá eu vou
Mas cuido de você bem, Brutona
Pra você cuidar bem de mim
Se te machuquei, nunca tive intenção
O céu, o vento, o sol e o cerrado são testemunhas
E o asfalto matreiro vai nos tratar bem
Porque ele é o nosso tapete vermelho
Em terras vermelhas onde o destino nobre se esconde
Atrás da teia negra de piche
Ou do chão de terra batida
E pedriscos
Jalapão...sou apenas mais um doido que vai pra lá...
sábado, julho 15, 2006
Pro Jalapão
Pra lá eu vô
Mas a cabeça já tá lá faz tempo
O deserto é maravilhoso
E assim como esconde suas belezas
É perigoso
E nos deixa várias armadilhas
Tô me preparando como se fosse pra uma expedição
E vou tomar todo cuidado do mundo com a Brutona
Pra ela também me amar como a um filho
Assim como a teoria daquele arqueólogo
Tudo: humanos, plantas, bichos, objetos,
coisas inanimadas, uma pedra, uma moto
Tudo tem vida e faz parte de uma cosmovisão
Cuida de mim Brutona
Que eu vou trazer você sem um arranhão
De volta
E vai ser mais uma aula que a vida vai me dar...
Mas a cabeça já tá lá faz tempo
O deserto é maravilhoso
E assim como esconde suas belezas
É perigoso
E nos deixa várias armadilhas
Tô me preparando como se fosse pra uma expedição
E vou tomar todo cuidado do mundo com a Brutona
Pra ela também me amar como a um filho
Assim como a teoria daquele arqueólogo
Tudo: humanos, plantas, bichos, objetos,
coisas inanimadas, uma pedra, uma moto
Tudo tem vida e faz parte de uma cosmovisão
Cuida de mim Brutona
Que eu vou trazer você sem um arranhão
De volta
E vai ser mais uma aula que a vida vai me dar...
terça-feira, julho 04, 2006
Pisando na própria cabeça
Mundo...mundinho
Cabeça de ar
Cabeça no ar
Cabeças ao ar
Acabo de tropeçar em minha própria cabeça
O ócio destrutivo é tudo que vem me restando
Preciso sair dele
Rápido
Nem que seja bem longe
Para bem longe...
Pqp!
Cabeça de ar
Cabeça no ar
Cabeças ao ar
Acabo de tropeçar em minha própria cabeça
O ócio destrutivo é tudo que vem me restando
Preciso sair dele
Rápido
Nem que seja bem longe
Para bem longe...
Pqp!
terça-feira, junho 27, 2006
Pisando em nuvens
Quando vi
Meu corpo pingava num chão branco
Macio
Tombo indolor
Prazeiroso
Tinha tropeçado no pé de um anjo
Cai com o nariz enfiado numa nuvem
Tal qual uma criança lambuzada num algodão doce
Andaria eu num imenso algodão doce?
Ou seriam pedaços de céu em forma de vapor d'água
Aquilo que ambulantes com buzinas venderiam à criançada?
Quero experimentar novamente as gotas de chuva
Até pra ver se elas são pedaços líquidos de açúcar
em forma de sonhos...
Meu corpo pingava num chão branco
Macio
Tombo indolor
Prazeiroso
Tinha tropeçado no pé de um anjo
Cai com o nariz enfiado numa nuvem
Tal qual uma criança lambuzada num algodão doce
Andaria eu num imenso algodão doce?
Ou seriam pedaços de céu em forma de vapor d'água
Aquilo que ambulantes com buzinas venderiam à criançada?
Quero experimentar novamente as gotas de chuva
Até pra ver se elas são pedaços líquidos de açúcar
em forma de sonhos...
quinta-feira, junho 15, 2006
Does anyone know?
Should you consider yourself out of mind
Clapping hands to a bunch of hard idiots
Bending over for some God-know-it-alls black ties
Fuck it!
The world has become such a hard place to breath in...
A silent war has started
Money-talks-for-itself players on one side
Environment Messias on other
And we, astonishingly waiting for our deaths
in the middle of this crossfire
Asking ourselves who we are...
I used to support the said-so-profitable side
Wearing my suits and carrying my cases
home-non-sense job - home
everyday
Now I look for my place amongst
Our own saviors
Do not know if I am skilled enough though
to perform such role
But...
...Does anyone know?
Clapping hands to a bunch of hard idiots
Bending over for some God-know-it-alls black ties
Fuck it!
The world has become such a hard place to breath in...
A silent war has started
Money-talks-for-itself players on one side
Environment Messias on other
And we, astonishingly waiting for our deaths
in the middle of this crossfire
Asking ourselves who we are...
I used to support the said-so-profitable side
Wearing my suits and carrying my cases
home-non-sense job - home
everyday
Now I look for my place amongst
Our own saviors
Do not know if I am skilled enough though
to perform such role
But...
...Does anyone know?
sexta-feira, junho 09, 2006
Pensativo...
Cansado da punhetação mental de quem pode, em seu mísero mundinho, resolver todas injustiças com uma simples canetada e um sorriso cínico no canto dos lábios, hoje acordei assim: puto não sei com o que, de saco cheio com o ócio, que aliás ultimamente anda mais destrutivo do que criativo, tendo perdido todas minhas últimas certezas...
Todas, sem exceção...
Acho que me foi dado muito tempo pra pensar...e não sei se é isso que quero...
Sinto que não sei nada...
E não vai ter Copa, psicólogo, estrada ou o que quer que seja que vai resolver isso...
Mas a resposta está sempre diante de mim...e eu a conheço de cor,
só não faço porque não quero.
Então, por que não???
Todas, sem exceção...
Acho que me foi dado muito tempo pra pensar...e não sei se é isso que quero...
Sinto que não sei nada...
E não vai ter Copa, psicólogo, estrada ou o que quer que seja que vai resolver isso...
Mas a resposta está sempre diante de mim...e eu a conheço de cor,
só não faço porque não quero.
Então, por que não???
quarta-feira, junho 07, 2006
Visita de Saturno
Cada dia mais perto...
...da derradeira tomada de decisão...
...do confronto comigo mesmo...
Os anjos vêm testando meus limites
Meus preconceitos
Minha paciência
Meu humor...
Cadê minhas certezas?
Onde estão meus sentimentos?
Momentos difíceis em dias fáceis...
Será que vale a pena?
Onde quero chegar com isso?
Só queria uma certeza
Apenas um alento pra alguns conceitos que me roem a alma
Mas tudo que tenho são as dúvidas
essas minhas companheiras inseparáveis...
e saudades...
mas...do quê?
...da derradeira tomada de decisão...
...do confronto comigo mesmo...
Os anjos vêm testando meus limites
Meus preconceitos
Minha paciência
Meu humor...
Cadê minhas certezas?
Onde estão meus sentimentos?
Momentos difíceis em dias fáceis...
Será que vale a pena?
Onde quero chegar com isso?
Só queria uma certeza
Apenas um alento pra alguns conceitos que me roem a alma
Mas tudo que tenho são as dúvidas
essas minhas companheiras inseparáveis...
e saudades...
mas...do quê?
sábado, junho 03, 2006
Com você, eu vou...
"QUANDO EU...
(ALBERTO CAEIRO)
Quando eu não te tinha
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo.
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima ...
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor —
Tu não me tiraste a Natureza ...
Tu mudaste a Natureza ...
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as cousas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou."
(ALBERTO CAEIRO)
Quando eu não te tinha
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo.
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima ...
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor —
Tu não me tiraste a Natureza ...
Tu mudaste a Natureza ...
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as cousas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou."
Vem comigo?
"Hoje de manhã (Alberto Caeiro)
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia por caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
assim quero que possa ser sempre —
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar. "
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia por caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
assim quero que possa ser sempre —
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar. "
quarta-feira, maio 31, 2006
terça-feira, maio 30, 2006
Brasil: verde-amarelo (e preto - ou cinza mórbido)
Brasil 8 x Lucerna Zero
Verde-amarelo de grandes contrastes
Verde farol verde
Verde jóia
Legal
Tudo bem
Amarelo feliz alegre...
E preto...
Preto porque a política pão e circo continua
Preto pelo dia-a-dia obscuro
tal qual o futuro de quem precisa de comida
de um lar
de uma cura
de esperança
Mas a esperança não é verde-e-amarela?!
Viva a Seleção!
Oito a zero
E o resto do país grita feliz
Verde e amarelo
E a nuvem negra por trás com pingos dolorosamente vermelhos chia
reclama seu direito de se fazer ouvir
se esvai nas sombras de mais um morto que também torcia
pela Seleção
Pelo Brasil!
Viva Brasil!
"...dos filhos deste solo és mãe gentil..."
Até porque muitos de seus filhos já estão morbidamente mortos...
Verde-amarelo de grandes contrastes
Verde farol verde
Verde jóia
Legal
Tudo bem
Amarelo feliz alegre...
E preto...
Preto porque a política pão e circo continua
Preto pelo dia-a-dia obscuro
tal qual o futuro de quem precisa de comida
de um lar
de uma cura
de esperança
Mas a esperança não é verde-e-amarela?!
Viva a Seleção!
Oito a zero
E o resto do país grita feliz
Verde e amarelo
E a nuvem negra por trás com pingos dolorosamente vermelhos chia
reclama seu direito de se fazer ouvir
se esvai nas sombras de mais um morto que também torcia
pela Seleção
Pelo Brasil!
Viva Brasil!
"...dos filhos deste solo és mãe gentil..."
Até porque muitos de seus filhos já estão morbidamente mortos...
quarta-feira, maio 24, 2006
Iluminação
Uma paz profunda invadiu
E a sensação totalizante:
por um momento tudo se iluminou de uma luz azul
Estava em transe
mesmo após ter aberto os olhos
As mãos não mais tremiam
pela primeira vez na vida
estava estável
A sensação de que o tempo parou continuava
mesmo depois de ter saído da casa espírita
Sentia como se estivesse possuído por um espírito elevado
Uma alma mais calma
Alguém que enxerga além
Que esse estado de ser seja permanente...
E a sensação totalizante:
por um momento tudo se iluminou de uma luz azul
Estava em transe
mesmo após ter aberto os olhos
As mãos não mais tremiam
pela primeira vez na vida
estava estável
A sensação de que o tempo parou continuava
mesmo depois de ter saído da casa espírita
Sentia como se estivesse possuído por um espírito elevado
Uma alma mais calma
Alguém que enxerga além
Que esse estado de ser seja permanente...
segunda-feira, maio 22, 2006
Crônica do eterno acreditar...
Lá estava ele
Cinza numa mancha cinza
Num dia de céu cinza
E nessa pintura triste
Monocromática
Acinzentada
A camiseta branca
única coisa que destoava daquele tom mortalmente monótono
com aquela frase
Mais parecia uma ironia da vida
ou um tipo de brincadeira de mau gosto
sem graça
daquelas que só servem para causar embaraço em alguém
E de fato incomodou...
"ACREDITAR SEMPRE..."
como que um outdoor em alguém que não veio ao mundo daquele jeito
tão maltrapilho
sujo
tão carente
tão sem amor próprio...
Mais um murro na cara das pessoas que sentem que algo está errado...
Cinza numa mancha cinza
Num dia de céu cinza
E nessa pintura triste
Monocromática
Acinzentada
A camiseta branca
única coisa que destoava daquele tom mortalmente monótono
com aquela frase
Mais parecia uma ironia da vida
ou um tipo de brincadeira de mau gosto
sem graça
daquelas que só servem para causar embaraço em alguém
E de fato incomodou...
"ACREDITAR SEMPRE..."
como que um outdoor em alguém que não veio ao mundo daquele jeito
tão maltrapilho
sujo
tão carente
tão sem amor próprio...
Mais um murro na cara das pessoas que sentem que algo está errado...
A matança dos suspeitos (publicado na Agência Carta Maior)
Já que não temos justiça, por que não nos contentar com a vingança? Os
meninos pardos e pobres da periferia estão aí pra isso mesmo. Para morrer na
lista dos suspeitos anônimos. Para serem executados pela polícia ou pelos
traficantes.
Vamos falar sério: alguém acredita que a rebelião do PCC foi controlada pela
polícia de São Paulo? Vejamos: as autoridades apresentaram aos cidadãos
evidências de que pelo menos uma parte da poderosa quadrilha do crime
organizado foi desbaratada? O sigilo dos celulares que organizaram, de
dentro das prisões, a onda de atos terroristas no estado de São Paulo,
Paraná, Mato Grosso, etc, foi quebrado para revelar os nomes de quem
trabalhou para Marcos Camacho, o Marcola, fora da cadeia? Qual foi o plano
de inteligência posto em ação para debelar a investida do terror iniciada no
último final de semana?
Alguém acredita que "voltamos à normalidade?" Ou se voltamos – pois a vida
está mais ou menos com a mesma cara de antes, só um pouco mais envergonhada:
de que normalidade se trata?
Uma normalidade vexada: uma vez constatada a rapidez com que os capitalistas
selvagens do tráfico de drogas desestabilizaram o cotidiano do estado mais
rico do Brasil, não dá mais para esconder o fato de que nossa precária
tranqüilidade depende integralmente da tranqüilidade deles. Se os defensores
da lei e da ordem não mexerem com seus negócios, eles não mexem conosco.
Caso contrário, se seus interesses forem afetados, eles põem para funcionar
imediatamente a rede de miseráveis a serviço do tráfico, conectada através
de celulares autorizados pelo sistema carcerário (que outra explicação para
a falta de bloqueadores e de detectores de metal nos presídios?) e toleradas
pelo governador de plantão. No caso, o mesmo governador que, na hora do
aperto, rejeitou trabalhar em colaboração com a Polícia Federal e, horas
depois, negou ter feito acordos com os líderes do PCC. Segunda feira, nos
telejornais, o governador Lembo nos fez recordar a retórica autoritária dos
militares: nada a declarar além de "tudo tranqüilo, tudo sob controle". E
quanto aos oitenta mortos (hoje são 115), governador? Ah, aquilo. Bem,
aquilo foi um drama, é claro. Lamento muito. Mas pertence ao passado.
A falta de transparência na conduta das autoridades e a desinformação
proposital, que ajuda a semear o pânico na população, fazem parte das
táticas autoritárias do atual governador de São Paulo. Quanto menos a
sociedade souber a respeito da crise que nos afeta diretamente, melhor.
Melhor para quem?
Na noite de segunda feira, quando os paulistanos em pânico tentavam voltar
mais cedo para casa, vi-me parada ao lado de uma viatura policial, em um dos
muitos congestionamentos que bloquearam a cidade. Olhei o homem à minha
esquerda e, pela primeira vez na vida, solidarizei-me com um policial. Vi um
homem humilde, desprotegido, assustado. Cumprimentou-me com um aceno
conformado, como quem diz: fazer o que, não é? Pensei: ele sabe que está
participando de uma farsa. Uma farsa que pode lhe custar a vida.
De repente entendi uma parte, pelo menos uma parte, da já habitual
truculência da polícia brasileira: eles sabem que arriscam a vida em uma
farsa. Não me refiro aos salários de fome que facilitam a corrupção entre
bandidos e PMs. Refiro-me ao combate ao crime, à proteção da população, que
são a própria razão de ser do trabalho dos policiais. Se até eu, que sou
boba, percebi a farsa montada para que a polícia fingisse controlar o terror
que se espalhava pela cidade enquanto as autoridades negociavam
respeitosamente com Marcolas e Macarrões, imagino a situação do meu
companheiro de engarrafamento. Imagino a falta total de sentido do exercício
arriscado de sua profissão. Imagino o sentimento de falta de dignidade
destes que têm licença para matar os pobres, mas sabem que não podem mexer
com os interesses dos ricos, nem mesmo dos que estão trancados em presídios
de segurança máxima e restrições mínimas.
Mas é preciso trabalhar, tocar a vida, exercer o trabalho sujo no qual não
botam fé nenhuma. É preciso encontrar suspeitos, enfrentá-los a tiros,
mostrar alguns cadáveres à sociedade. Satisfazer nossa necessidade de
justiça com um teatro de vingança. A esquizofrenia da condição dos policiais
militares foi revelada por algumas notícias de jornal: encapuzados como
bandidos, executam inocentes sem razão alguma para a seguir, exibindo a
farda, fingirem ter chegado a tempo de levar a vítima para o hospital.
Isso é o que alguns PMs fazem na periferia, nos bairros pobres onde também
eles moram, onde o desamparo em relação à lei é mais antigo e mais radical
do que nas regiões mais centrais da cidade. Nas ruas escuras das periferias
os PMs cumprem seu dever de vingança e atiram no entregador de pizza. Atiram
no menino que esperava a noiva no ponto de ônibus, ou nos anônimos que
conversam desprevenidos, numa esquina qualquer. No motoboy que fugiu
assustado – quem mandou fugir? Alguma ele fez... Não percebem – ou percebem?
– que o arbítrio e a truculência com que tratam a população pobre contribui
para o prestígio dos chefes do crime, que às vezes se oferecem às
comunidades como única alternativa de proteção.
Assim a polícia vem "tranqüilizando" a cidade, ao apresentar um número de
cadáveres "suspeitos" superior ao número de seus companheiros mortos pelo
terrorismo do tráfico. Suspeitos que não terão nem ao menos a sorte do
brasileiro Jean Charles, cuja morte será cobrada da polícia inglesa porque
dela se espera que não execute sumariamente os cidadãos que aborda, por mais
suspeitos que possam parecer. Não é o caso dos meninos daqui; no Brasil
ninguém, a não ser os familiares das vítimas, reprova a polícia pelas
execuções sumárias de centenas de "suspeitos". Mas até mesmo os familiares
têm medo de denunciar o arbítrio, temendo retaliações.
Aqui, achamos melhor fingir que os suspeitos eram perigosos, e seus
assassinatos são condição na nossa segurança. Deixemos o Marcola em paz; ele
só está cuidando de seus negócios. Negócios que, se legalizados, deixariam o
campo de forças muito mais claro e menos violento (morre muito mais gente
inocente na guerra do tráfico do que morreriam de overdose, se as drogas
fossem liberadas – disso estou certa). Mas são negócios que, se legalizados,
dariam muito menos lucro. O crime é que compensa.
Então ficamos assim: o estado negocia seus interesses com os do Marcola, um
homem poderoso, fino, que lê Dante Alighieri e tem muito dinheiro. Deixa em
paz os superiores do Marcola que vivem soltos por aí, no Congresso talvez,
ou abrigados em algumas secretarias de governo. Deles, pelo menos, a
população sabe o que pode e o que não pode esperar. E já que é preciso dar
alguma satisfação à sociedade assustada, deixemos a polícia à vontade para
matar suspeitos na calada da noite. Os policiais se arriscam tanto,
coitados. Ganham tão pouco para servir à sociedade, e podem tão pouco contra
os criminosos de verdade. Eles precisam acreditar em alguma coisa; precisam
de alguma compensação. Já que não temos justiça, por que não nos contentar
com a vingança? Os meninos pardos e pobres da periferia estão aí pra isso
mesmo. Para morrer na lista dos suspeitos anônimos. Para serem executados
pela polícia ou pelos traficantes. Para se viciarem em crack e se alistar
nas fileiras dos soldadinhos do tráfico. Para sustentar nossa ilusão de que
os bandidos estão nas favelas e de que do lado de cá, tudo está sob
controle.
MARIA RITA KEHL
psicanalista, ensaísta e poeta, é autora do livro "A mínima diferença - o
masculino e o feminino na cultura".
meninos pardos e pobres da periferia estão aí pra isso mesmo. Para morrer na
lista dos suspeitos anônimos. Para serem executados pela polícia ou pelos
traficantes.
Vamos falar sério: alguém acredita que a rebelião do PCC foi controlada pela
polícia de São Paulo? Vejamos: as autoridades apresentaram aos cidadãos
evidências de que pelo menos uma parte da poderosa quadrilha do crime
organizado foi desbaratada? O sigilo dos celulares que organizaram, de
dentro das prisões, a onda de atos terroristas no estado de São Paulo,
Paraná, Mato Grosso, etc, foi quebrado para revelar os nomes de quem
trabalhou para Marcos Camacho, o Marcola, fora da cadeia? Qual foi o plano
de inteligência posto em ação para debelar a investida do terror iniciada no
último final de semana?
Alguém acredita que "voltamos à normalidade?" Ou se voltamos – pois a vida
está mais ou menos com a mesma cara de antes, só um pouco mais envergonhada:
de que normalidade se trata?
Uma normalidade vexada: uma vez constatada a rapidez com que os capitalistas
selvagens do tráfico de drogas desestabilizaram o cotidiano do estado mais
rico do Brasil, não dá mais para esconder o fato de que nossa precária
tranqüilidade depende integralmente da tranqüilidade deles. Se os defensores
da lei e da ordem não mexerem com seus negócios, eles não mexem conosco.
Caso contrário, se seus interesses forem afetados, eles põem para funcionar
imediatamente a rede de miseráveis a serviço do tráfico, conectada através
de celulares autorizados pelo sistema carcerário (que outra explicação para
a falta de bloqueadores e de detectores de metal nos presídios?) e toleradas
pelo governador de plantão. No caso, o mesmo governador que, na hora do
aperto, rejeitou trabalhar em colaboração com a Polícia Federal e, horas
depois, negou ter feito acordos com os líderes do PCC. Segunda feira, nos
telejornais, o governador Lembo nos fez recordar a retórica autoritária dos
militares: nada a declarar além de "tudo tranqüilo, tudo sob controle". E
quanto aos oitenta mortos (hoje são 115), governador? Ah, aquilo. Bem,
aquilo foi um drama, é claro. Lamento muito. Mas pertence ao passado.
A falta de transparência na conduta das autoridades e a desinformação
proposital, que ajuda a semear o pânico na população, fazem parte das
táticas autoritárias do atual governador de São Paulo. Quanto menos a
sociedade souber a respeito da crise que nos afeta diretamente, melhor.
Melhor para quem?
Na noite de segunda feira, quando os paulistanos em pânico tentavam voltar
mais cedo para casa, vi-me parada ao lado de uma viatura policial, em um dos
muitos congestionamentos que bloquearam a cidade. Olhei o homem à minha
esquerda e, pela primeira vez na vida, solidarizei-me com um policial. Vi um
homem humilde, desprotegido, assustado. Cumprimentou-me com um aceno
conformado, como quem diz: fazer o que, não é? Pensei: ele sabe que está
participando de uma farsa. Uma farsa que pode lhe custar a vida.
De repente entendi uma parte, pelo menos uma parte, da já habitual
truculência da polícia brasileira: eles sabem que arriscam a vida em uma
farsa. Não me refiro aos salários de fome que facilitam a corrupção entre
bandidos e PMs. Refiro-me ao combate ao crime, à proteção da população, que
são a própria razão de ser do trabalho dos policiais. Se até eu, que sou
boba, percebi a farsa montada para que a polícia fingisse controlar o terror
que se espalhava pela cidade enquanto as autoridades negociavam
respeitosamente com Marcolas e Macarrões, imagino a situação do meu
companheiro de engarrafamento. Imagino a falta total de sentido do exercício
arriscado de sua profissão. Imagino o sentimento de falta de dignidade
destes que têm licença para matar os pobres, mas sabem que não podem mexer
com os interesses dos ricos, nem mesmo dos que estão trancados em presídios
de segurança máxima e restrições mínimas.
Mas é preciso trabalhar, tocar a vida, exercer o trabalho sujo no qual não
botam fé nenhuma. É preciso encontrar suspeitos, enfrentá-los a tiros,
mostrar alguns cadáveres à sociedade. Satisfazer nossa necessidade de
justiça com um teatro de vingança. A esquizofrenia da condição dos policiais
militares foi revelada por algumas notícias de jornal: encapuzados como
bandidos, executam inocentes sem razão alguma para a seguir, exibindo a
farda, fingirem ter chegado a tempo de levar a vítima para o hospital.
Isso é o que alguns PMs fazem na periferia, nos bairros pobres onde também
eles moram, onde o desamparo em relação à lei é mais antigo e mais radical
do que nas regiões mais centrais da cidade. Nas ruas escuras das periferias
os PMs cumprem seu dever de vingança e atiram no entregador de pizza. Atiram
no menino que esperava a noiva no ponto de ônibus, ou nos anônimos que
conversam desprevenidos, numa esquina qualquer. No motoboy que fugiu
assustado – quem mandou fugir? Alguma ele fez... Não percebem – ou percebem?
– que o arbítrio e a truculência com que tratam a população pobre contribui
para o prestígio dos chefes do crime, que às vezes se oferecem às
comunidades como única alternativa de proteção.
Assim a polícia vem "tranqüilizando" a cidade, ao apresentar um número de
cadáveres "suspeitos" superior ao número de seus companheiros mortos pelo
terrorismo do tráfico. Suspeitos que não terão nem ao menos a sorte do
brasileiro Jean Charles, cuja morte será cobrada da polícia inglesa porque
dela se espera que não execute sumariamente os cidadãos que aborda, por mais
suspeitos que possam parecer. Não é o caso dos meninos daqui; no Brasil
ninguém, a não ser os familiares das vítimas, reprova a polícia pelas
execuções sumárias de centenas de "suspeitos". Mas até mesmo os familiares
têm medo de denunciar o arbítrio, temendo retaliações.
Aqui, achamos melhor fingir que os suspeitos eram perigosos, e seus
assassinatos são condição na nossa segurança. Deixemos o Marcola em paz; ele
só está cuidando de seus negócios. Negócios que, se legalizados, deixariam o
campo de forças muito mais claro e menos violento (morre muito mais gente
inocente na guerra do tráfico do que morreriam de overdose, se as drogas
fossem liberadas – disso estou certa). Mas são negócios que, se legalizados,
dariam muito menos lucro. O crime é que compensa.
Então ficamos assim: o estado negocia seus interesses com os do Marcola, um
homem poderoso, fino, que lê Dante Alighieri e tem muito dinheiro. Deixa em
paz os superiores do Marcola que vivem soltos por aí, no Congresso talvez,
ou abrigados em algumas secretarias de governo. Deles, pelo menos, a
população sabe o que pode e o que não pode esperar. E já que é preciso dar
alguma satisfação à sociedade assustada, deixemos a polícia à vontade para
matar suspeitos na calada da noite. Os policiais se arriscam tanto,
coitados. Ganham tão pouco para servir à sociedade, e podem tão pouco contra
os criminosos de verdade. Eles precisam acreditar em alguma coisa; precisam
de alguma compensação. Já que não temos justiça, por que não nos contentar
com a vingança? Os meninos pardos e pobres da periferia estão aí pra isso
mesmo. Para morrer na lista dos suspeitos anônimos. Para serem executados
pela polícia ou pelos traficantes. Para se viciarem em crack e se alistar
nas fileiras dos soldadinhos do tráfico. Para sustentar nossa ilusão de que
os bandidos estão nas favelas e de que do lado de cá, tudo está sob
controle.
MARIA RITA KEHL
psicanalista, ensaísta e poeta, é autora do livro "A mínima diferença - o
masculino e o feminino na cultura".
quinta-feira, maio 18, 2006
É camará...

Pega esse nêgo
Derruba no chão
Esse nêgo é danado
Esse nêgo é o cão...
Cumprimenta berimbau
Sai jogando na roda da vida
Aú Aú
Queda de rim
Prepara a chapa do chão
Mandingueiro, desvira meia-lua de compasso
Quebra queixo do caboclo
Sangue no chão...
Pé na oreia
Esquenta banho
E o pau comendo
berimbau gritando
Atabaque aplaudindo
Cumprimento
A volta que o mundo deu
A volta que o mundo dá...
Que falta tá fazendo isso camará...
quarta-feira, maio 17, 2006
Boa noite Vietnã
Foi como um raio de luz por entre frestas de um trapiche banhado pela escuridão
O beijo veio
Assim, doce
Sem esforço
Sem contestação
Um choque de emoções e bel prazer
Deleite total
Bom pra quebrar uma sequência de dias onde cada um deles durou mil anos
Com abutres bicando o estômago, roendo pouco a pouco vísceras
Se transfigurando em dor
Agora nem ela pode impedir o colorido
O céu, o sol, as estrelas e a lua...
...todos sorriem novamente...
O beijo veio
Assim, doce
Sem esforço
Sem contestação
Um choque de emoções e bel prazer
Deleite total
Bom pra quebrar uma sequência de dias onde cada um deles durou mil anos
Com abutres bicando o estômago, roendo pouco a pouco vísceras
Se transfigurando em dor
Agora nem ela pode impedir o colorido
O céu, o sol, as estrelas e a lua...
...todos sorriem novamente...
sábado, maio 13, 2006
Pensamentos soltos ao vento sobre a guerra dos sexos (ou de como opera o clube das Luluzinhas contra o dos Bolinhas)
Quer melhorar a humanidade?
Quer acabar com guerras e brigas?
Quer um mundo mais calmo e melhor pra todo mundo?
Solução radical, mas extremamente eficaz:
Costura a boca de todo mundo...
Ou traga a pena de morte pra quem errar no "Vaca Amarela"
Palavras, a língua em si, é deveras ambígua e causa toda sorte de desentendimentos
Acho que ultimamente isso é muito mais negativo que positivo
Mas como beijar assim?!
Pensando bem, não costura a boca de todo mundo não
Sem beijo não dá pra ficar...
Arranca as cordas vocais de todos e coloca elas pra esquentar no sol
Até pra evitar que palavras geladas saiam delas pela guela afora
E pra acabar com uma das maiores maldades da humanidade, que segundo Luis Fernando Veríssimo é a força mais destrutiva de todas: a fofoca...
Dessa forma, Luluzinhas e Bolinhas apenas fariam sexo uns com os outros e o mundo seria muito, mas muito mais feliz...
Quer acabar com guerras e brigas?
Quer um mundo mais calmo e melhor pra todo mundo?
Solução radical, mas extremamente eficaz:
Costura a boca de todo mundo...
Ou traga a pena de morte pra quem errar no "Vaca Amarela"
Palavras, a língua em si, é deveras ambígua e causa toda sorte de desentendimentos
Acho que ultimamente isso é muito mais negativo que positivo
Mas como beijar assim?!
Pensando bem, não costura a boca de todo mundo não
Sem beijo não dá pra ficar...
Arranca as cordas vocais de todos e coloca elas pra esquentar no sol
Até pra evitar que palavras geladas saiam delas pela guela afora
E pra acabar com uma das maiores maldades da humanidade, que segundo Luis Fernando Veríssimo é a força mais destrutiva de todas: a fofoca...
Dessa forma, Luluzinhas e Bolinhas apenas fariam sexo uns com os outros e o mundo seria muito, mas muito mais feliz...
quinta-feira, maio 11, 2006
Flores...em você..(Ira!)
De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois
Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer
Que vejo flores em você
De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois
Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer
Que vejo flores em você
Que vejo flores em você
Que vejo flores em você
Que vejo flores em você
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois
Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer
Que vejo flores em você
De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois
Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer
Que vejo flores em você
Que vejo flores em você
Que vejo flores em você
Que vejo flores em você
Sem falsas modéstias e megalomanias (um mundo melhor...)
A vista do horizonte não diz
Mas a voz que daqui dessa garganta sai clama
ao avistar as luzes do centro da cidade à noite
de que sou o dono de tudo
desse mar de concreto e indiferença e luzes
até onde a vista alcança
mas não fui sempre o responsável por tudo
e por isso esse mundo injusto de merda está do jeito que está
Bão, já que ganhei esse presente
posso afirmar que não me sinto dono de tudo
eu SOU o dono de tudo
e não digo isso por simples mesquinhez de dizer que a posse é minha
tampouco se trata de megalomania
Sou o dono de tudo, porque nessa cidade fria
banhada à força pela luz da lua cheia
nessa noite de céu claro
eu sei que posso fazer o que quiser
posso tudo
tenho carta branca dos deuses
sou invencível em minha couraça que palpita ao ritmo da emoção
E as coisas vão mudar daqui pra frente
o horizonte vai ficar mais amplo
mais colorido
para todos
O mundo de fato não é só preto e branco
Trata-se de infinitos tons de cinza
Uns mais claros
Outros nem tanto...
Sai debaixo quem joga no time dos bandidos
Porque esse mocinho aqui veio pra ficar
Aqui se joga pesado
E as coisas vão mudar pra melhor
nem que seja à força
pra todo mundo...
O mais onipotente e modesto de todos os mortais voltou...
Mas a voz que daqui dessa garganta sai clama
ao avistar as luzes do centro da cidade à noite
de que sou o dono de tudo
desse mar de concreto e indiferença e luzes
até onde a vista alcança
mas não fui sempre o responsável por tudo
e por isso esse mundo injusto de merda está do jeito que está
Bão, já que ganhei esse presente
posso afirmar que não me sinto dono de tudo
eu SOU o dono de tudo
e não digo isso por simples mesquinhez de dizer que a posse é minha
tampouco se trata de megalomania
Sou o dono de tudo, porque nessa cidade fria
banhada à força pela luz da lua cheia
nessa noite de céu claro
eu sei que posso fazer o que quiser
posso tudo
tenho carta branca dos deuses
sou invencível em minha couraça que palpita ao ritmo da emoção
E as coisas vão mudar daqui pra frente
o horizonte vai ficar mais amplo
mais colorido
para todos
O mundo de fato não é só preto e branco
Trata-se de infinitos tons de cinza
Uns mais claros
Outros nem tanto...
Sai debaixo quem joga no time dos bandidos
Porque esse mocinho aqui veio pra ficar
Aqui se joga pesado
E as coisas vão mudar pra melhor
nem que seja à força
pra todo mundo...
O mais onipotente e modesto de todos os mortais voltou...
segunda-feira, maio 08, 2006
A maior de todas as conspirações
E nesses pensamentos soltos de uma segunda-feira ociosa à tarde, com um filme porcaria na Sessão da Tarde e vislumbrando pela primeira vez o horizonte de recebimento da primeira parcela do meu Seguro Desemprego, tive um dos maiores insights da minha vida: descobri por mim mesmo a maior de todas as conspirações!
Se tem a ver com Estados Unidos e a Área 51?
Não, passou longe...
Governo Lula?
Tem muita coisa aí, mas não é isso. Corrupção existe no mundo inteiro.
Se o Dan Brown é um descendente de Cristo e esse é o grande enigma do "Código da Vinci"?
Também não...
O grande enigma, a maior de todas as conspirações, é o reconhecimento da maior organização mafiosa existente nesse mundo, que tem sede e opera em quase todos os países, e cujo objetivo é conquistar o mundo e fazer com que todo ser humano desse planeta fale com o erre dobrado do interior: as Pamonhas de Piracicaba! Conheço gente que jura de pé junto que viu uma Variant amarela operando a venda de pamonhas em Tóquio por meio de um megafone branco preso no teto, há relatos em que Saddam Hussein teria se alimentado das mesmas enquanto estava foragido e PC Farias não fugiu do interrogatório relativo ao esquema no governo Collor: na verdade ele viajou na surdina levando a fórmula secreta para uma multinacional que planejava concorrer com a organização criminosa em questão...
Se tem a ver com Estados Unidos e a Área 51?
Não, passou longe...
Governo Lula?
Tem muita coisa aí, mas não é isso. Corrupção existe no mundo inteiro.
Se o Dan Brown é um descendente de Cristo e esse é o grande enigma do "Código da Vinci"?
Também não...
O grande enigma, a maior de todas as conspirações, é o reconhecimento da maior organização mafiosa existente nesse mundo, que tem sede e opera em quase todos os países, e cujo objetivo é conquistar o mundo e fazer com que todo ser humano desse planeta fale com o erre dobrado do interior: as Pamonhas de Piracicaba! Conheço gente que jura de pé junto que viu uma Variant amarela operando a venda de pamonhas em Tóquio por meio de um megafone branco preso no teto, há relatos em que Saddam Hussein teria se alimentado das mesmas enquanto estava foragido e PC Farias não fugiu do interrogatório relativo ao esquema no governo Collor: na verdade ele viajou na surdina levando a fórmula secreta para uma multinacional que planejava concorrer com a organização criminosa em questão...
sábado, maio 06, 2006
Pequeno manual-prisma para uma vivência bem-sucedida (ou de como sentir o todo sem esse título de auto-ajuda barata!)
Olhe pela fresta entreaberta do buraco da fechadura
Veja o que os olhos se negam a ver, onde a vista indubitavelmente alcança...não precisa mirar longe
Enxergue algo pelo qual pessoas morreriam lutando ou simplesmente negariam sua sobrevivência apenas para vislumbrar um desfecho para suas próprias dúvidas desalentadoras
Ouça tudo que está à sua volta, até aquele chiado inexistente causado pelo existente alienador das grandes cidades
Escute o que outrem diz sobre o assunto alheio, mas principalmente o que o alheio pensa sobre ele mesmo
Respire só pelo prazer de estar vivo e para dar um grito ao mundo que te ignora, mostrando o seu transbordante fel de sentimentos
Sinta que você está aqui, ainda que não saiba pra que nem porquê...todos são assim, só não percebem que precisam perceber...
Antes de tudo, duvide
E antes mesmo de duvidar, acorde!
Veja o que os olhos se negam a ver, onde a vista indubitavelmente alcança...não precisa mirar longe
Enxergue algo pelo qual pessoas morreriam lutando ou simplesmente negariam sua sobrevivência apenas para vislumbrar um desfecho para suas próprias dúvidas desalentadoras
Ouça tudo que está à sua volta, até aquele chiado inexistente causado pelo existente alienador das grandes cidades
Escute o que outrem diz sobre o assunto alheio, mas principalmente o que o alheio pensa sobre ele mesmo
Respire só pelo prazer de estar vivo e para dar um grito ao mundo que te ignora, mostrando o seu transbordante fel de sentimentos
Sinta que você está aqui, ainda que não saiba pra que nem porquê...todos são assim, só não percebem que precisam perceber...
Antes de tudo, duvide
E antes mesmo de duvidar, acorde!
terça-feira, maio 02, 2006
Enjoy the Silence (Depeche Mode)
Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can´t you understand
Oh my little girl
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable
All i ever wanted
All i ever needed
Is here in my arms...
As palavras são como a violência
Quebram o silêncio
Chegam arrebentando
Em meu pequeno mundo
Dolorosas pra mim
Me atravessam
Você não entende
Minha pequena garota
Tudo que eu sempre quis
Tudo que eu sempre precisei
Está aqui em meus braços
Palavras são muito desnecessárias
Tudo que elas fazem é machucar
Votos são feitos
Para serem quebrados
Os sentimentos são intensos
Palavras são triviais
Os prazeres permanecem
E a dor também
As palavras não têm significado
E são esquecíveis
Tudo que eu sempre quis
Tudo que eu sempre precisei
Está aqui em meus braços
Palavras são muito desnecessárias
Tudo que elas fazem é machucar
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can´t you understand
Oh my little girl
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable
All i ever wanted
All i ever needed
Is here in my arms...
As palavras são como a violência
Quebram o silêncio
Chegam arrebentando
Em meu pequeno mundo
Dolorosas pra mim
Me atravessam
Você não entende
Minha pequena garota
Tudo que eu sempre quis
Tudo que eu sempre precisei
Está aqui em meus braços
Palavras são muito desnecessárias
Tudo que elas fazem é machucar
Votos são feitos
Para serem quebrados
Os sentimentos são intensos
Palavras são triviais
Os prazeres permanecem
E a dor também
As palavras não têm significado
E são esquecíveis
Tudo que eu sempre quis
Tudo que eu sempre precisei
Está aqui em meus braços
Palavras são muito desnecessárias
Tudo que elas fazem é machucar
sexta-feira, abril 28, 2006
Questionamentos sobre a situação atual (abrangência pede generalidade na abordagem, mas não por isso insignificância ou superficialidade)
Ontem
Horas a fio
Conversa fora
Risadas
A cura pra todos é a mesma coisa
A catarse é coletiva
E é disso que a humanidade precisa
Recordo-me sempre da pirâmide das necessidades de Maslow
Encontro-me entre o quarto e quinto degraus
Mas nem por isso tenho necessidades que devem ser menosprezadas
em relação a quem está nos primeiros patamares
Enquanto nesse últimos o que dói é o estômago e o frio machuca sem piedade
Em mim e meus amigos a alma sofre com o peso de mil encostos
E o mundo dentro de nós se corrói, parece eternamente corrompido
Retrato passivo do mundo diante de nossos olhos...
Por isso, a luta é diária
Pela vida
Quer por comida e abrigo
Quer por um propósito que parece inexistente
Um clamor por um sentido em tudo
E é dura a batalha
Dia após dia
Caminhando pelos centros das grandes cidades
É possível vislumbrá-la
Quer no gesto moribundo de um mendigo pedinte
em suas vestes maltrapilhas
em sua sentença de inferioridade auto-decretada
Quer no olhar desesperançoso de um executivo de terno
que nem mesmo a arrogância inerente de um dos donos do mundo
e a prepotência conseguem esconder
E o mundo não está assim, uma maravilhosa escultura cadavérica onde cada um de nós é um osso podre que se desfarela com o passar do tempo?
Cadê a carne e o sangue? Cadê o pulsar, o vigor? Cadê a vida?
Há muito foram levados não se sabe por que ou quem
e está muito difícil recuperá-los
Cada um é imortal a sua maneira
Uns na sua infinita sabedoria
Outros em sua mais medíocre e inexpressiva existência
Resta a nós fazer algo realmente importante durante a nossa evanescente imortalidade
E é essa a busca, fonte inesgotável de dúvidas e questionamentos...
Como fazer pra gerar um sorriso descompromissado
o mais doce indicador de um mundo melhor?
Quer para a nossa glória, quer para a do mundo...
...o egoísmo mais altruísta que pode existir...
Horas a fio
Conversa fora
Risadas
A cura pra todos é a mesma coisa
A catarse é coletiva
E é disso que a humanidade precisa
Recordo-me sempre da pirâmide das necessidades de Maslow
Encontro-me entre o quarto e quinto degraus
Mas nem por isso tenho necessidades que devem ser menosprezadas
em relação a quem está nos primeiros patamares
Enquanto nesse últimos o que dói é o estômago e o frio machuca sem piedade
Em mim e meus amigos a alma sofre com o peso de mil encostos
E o mundo dentro de nós se corrói, parece eternamente corrompido
Retrato passivo do mundo diante de nossos olhos...
Por isso, a luta é diária
Pela vida
Quer por comida e abrigo
Quer por um propósito que parece inexistente
Um clamor por um sentido em tudo
E é dura a batalha
Dia após dia
Caminhando pelos centros das grandes cidades
É possível vislumbrá-la
Quer no gesto moribundo de um mendigo pedinte
em suas vestes maltrapilhas
em sua sentença de inferioridade auto-decretada
Quer no olhar desesperançoso de um executivo de terno
que nem mesmo a arrogância inerente de um dos donos do mundo
e a prepotência conseguem esconder
E o mundo não está assim, uma maravilhosa escultura cadavérica onde cada um de nós é um osso podre que se desfarela com o passar do tempo?
Cadê a carne e o sangue? Cadê o pulsar, o vigor? Cadê a vida?
Há muito foram levados não se sabe por que ou quem
e está muito difícil recuperá-los
Cada um é imortal a sua maneira
Uns na sua infinita sabedoria
Outros em sua mais medíocre e inexpressiva existência
Resta a nós fazer algo realmente importante durante a nossa evanescente imortalidade
E é essa a busca, fonte inesgotável de dúvidas e questionamentos...
Como fazer pra gerar um sorriso descompromissado
o mais doce indicador de um mundo melhor?
Quer para a nossa glória, quer para a do mundo...
...o egoísmo mais altruísta que pode existir...
domingo, abril 23, 2006
Do meu Presente, da Estrada - essa minha amante promíscua sado-maso - e da minha Concubina Brutona (sempre amiga...e aqui oculta)
Desde ontem a estrada está longe
E o destino minimamente mais certo
Porque aqui é a terra onde o sol se nasce e vai dormir
Nos impõe sua presença agradável durante todo o decorrer das horas do dia
Poderia dizer por um momento que aqui é o lugar onde quero ficar até morrer
Mas sei que meu espírito é irriquieto e a estrada, essa minha parceira na canalhice, sempre me chama de volta
Para enfrentar o vento
Para encarar o desconhecido...
Pode até ser, mas por enquanto estou de férias no lar...
E ao contrário do que parece, nessa minha relação promíscua sado-maso com a estrada
Eu sou e vou sempre ser o dominante
Ela a passiva
Porque é ela quem serve o meu prazer
E não eu que vim ao mundo para diverti-la como mais um fantoche perdido em suas infinitas curvas numa de suas incontáveis milhas
Esse sou eu
Sempre original e por vontade própria
E nunca, mas nunca por falta de opção...
E o destino minimamente mais certo
Porque aqui é a terra onde o sol se nasce e vai dormir
Nos impõe sua presença agradável durante todo o decorrer das horas do dia
Poderia dizer por um momento que aqui é o lugar onde quero ficar até morrer
Mas sei que meu espírito é irriquieto e a estrada, essa minha parceira na canalhice, sempre me chama de volta
Para enfrentar o vento
Para encarar o desconhecido...
Pode até ser, mas por enquanto estou de férias no lar...
E ao contrário do que parece, nessa minha relação promíscua sado-maso com a estrada
Eu sou e vou sempre ser o dominante
Ela a passiva
Porque é ela quem serve o meu prazer
E não eu que vim ao mundo para diverti-la como mais um fantoche perdido em suas infinitas curvas numa de suas incontáveis milhas
Esse sou eu
Sempre original e por vontade própria
E nunca, mas nunca por falta de opção...
sexta-feira, abril 21, 2006
Poética reversa...
O sono macilento de duas horas deixa o corpo cansado, parece pedir mais. A cabeça se debate, gira se contorce. Não era pra ser assim. O frio da alma suplanta o do corpo. A noite vira dia, perde a graça, numa fuligem de pensamentos toscos.
Os vínculos foram rompidos. Todos. Sem exceção. Nunca houvera tanta liberdade nem tanto clamor por uma prisão que desse às vistas e aos sentidos quatro paredes bem sólidas. Referenciais.
O dom com as palavras se foi. Elas parecem não querer voltar. Deram um abraço em certos sentimentos e de mãos dadas se foram em direção ao horizonte. Talvez fugiram planejando nunca mais serem vistos.
- Inocência, você não pensa em voltar?
- Não seu otário, sai desse barco furado pra não afundar com ele. Só você tá aí insistindo. Você acha que vai conseguir mudar tudo e todos? Acha que tem ética? Acredita que nós, os sentimentos nobres, ainda não nos vendemos?
- ...
- Acredita em sonhos? Acredita nas pessoas? Acredita que um dia alguém possa mostrar alguma dose, por menor que seja, de sinceridade? Não. Você vai afundar com suas crenças, seus valores e seu amor próprio. Todos os sentimentos já partiram e só você não percebeu.
- ...
Os vínculos foram rompidos. Todos. Sem exceção. Nunca houvera tanta liberdade nem tanto clamor por uma prisão que desse às vistas e aos sentidos quatro paredes bem sólidas. Referenciais.
O dom com as palavras se foi. Elas parecem não querer voltar. Deram um abraço em certos sentimentos e de mãos dadas se foram em direção ao horizonte. Talvez fugiram planejando nunca mais serem vistos.
- Inocência, você não pensa em voltar?
- Não seu otário, sai desse barco furado pra não afundar com ele. Só você tá aí insistindo. Você acha que vai conseguir mudar tudo e todos? Acha que tem ética? Acredita que nós, os sentimentos nobres, ainda não nos vendemos?
- ...
- Acredita em sonhos? Acredita nas pessoas? Acredita que um dia alguém possa mostrar alguma dose, por menor que seja, de sinceridade? Não. Você vai afundar com suas crenças, seus valores e seu amor próprio. Todos os sentimentos já partiram e só você não percebeu.
- ...
Prece do perdido...diálogo surreal...
Rezar...o dia em que preferir beijar o asfalto contra beijar a boca
não deve chegar
Assim como nem o momento de conversar com estranhos numa pocilga poeirenta de beira-de-estrada ao invés de ouvir conversas agradáveis e palavras de carinho, ainda que se desfaçam ao vento
Não é uma meta nem um plano perfeito
É só um sentimento
Passageiro, mas real
Retoma vai vem e fica por um tempo
E assim toca-se o dia-a-dia
Brother, quando aterrisares me liga
E vamos ver qual será o nosso destino
Você também se pergunta se deve beijar asfalto ou lábios
E eu te digo de antemão
Nem um nem outro
E em outros dias
Em outros lugares
Beijar outras bocas talvez seja a solução...
não deve chegar
Assim como nem o momento de conversar com estranhos numa pocilga poeirenta de beira-de-estrada ao invés de ouvir conversas agradáveis e palavras de carinho, ainda que se desfaçam ao vento
Não é uma meta nem um plano perfeito
É só um sentimento
Passageiro, mas real
Retoma vai vem e fica por um tempo
E assim toca-se o dia-a-dia
Brother, quando aterrisares me liga
E vamos ver qual será o nosso destino
Você também se pergunta se deve beijar asfalto ou lábios
E eu te digo de antemão
Nem um nem outro
E em outros dias
Em outros lugares
Beijar outras bocas talvez seja a solução...
Pomba gira
Gira a cabeça gira de uma pomba gira no gira gira o pendor para a negatividade vai gira volta gira e retorna do ponto de onde veio ao ponto em que não é fácil retornar e o giro gira continuamente a mente não mente gira gira vai voa e pousa gira voa e volta onde quer que girem idéias giram de um lado giram voltam pisam voam saem gira girando o que foi não volta mais gira gira o sono perdido de uma noite que virou dia por girar girando gira e o sangue não esfria porque tudo gira quente com o movimento da vida do girar girar pomba gira pomba gira pomba gira...
quinta-feira, abril 20, 2006
Infinita Highway (Engenheiros) - cada vez mais isso...
Você me faz correr demais os riscos dessa Highway
Você me faz correr atrás do horizonte dessa Highway
Ninguém por perto, silêncio no deserto,
Deserta Highway
Estamos sós e nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar
Mas não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir.
Não queremos ter o que não temos... Nós só queremos viver
Sem motivos, nem objetivos, estamos vivos e isso é tudo.
É, sobretudo a lei da Infinita Highway.
Quando eu vivia e morria na cidade, eu não tinha nada.
Nada a temer
Mas eu tinha medo, medo dessa estrada.
Olhe só, veja você.
Quando eu vivia e morria na cidade
Eu tinha de tudo, tudo ao meu redor.
Mas tudo que eu sentia era que algo me faltava
E à noite eu acordava banhado em suor
Não queremos lembrar o que esquecemos
Nós só queremos viver
Não queremos aprender o que sabemos
Não queremos nem saber
Sem motivos, nem objetivos.
Estamos vivos e é só
Só obedecemos à lei da Infinita Highway
Escute, garota, o vento canta uma canção.
Dessas que a gente nunca canta sem razão
Me diga, garota, será a estrada uma prisão?
Eu acho que sim, você finge que não.
Mas nem por isso ficaremos parados
Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão
Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre.
Se tanta gente vive sem ter como viver
Estamos sós e nenhum de nós sabe onde quer chegar
Estamos vivos, sem motivos.
Que motivos temos pra estar?
Atrás de palavras escondidas nas entrelinhas do horizonte dessa Highway
Silenciosa Highway
Eu vejo o horizonte trêmulo, eu tenho os olhos úmidos.
Eu posso estar completamente enganado
Eu posso estar correndo pro lado errado
Mas "a dúvida é o preço da pureza"
E é inútil ter certeza
Eu vejo as placas dizendo não corra, não morra, não fume.
Eu vejo as placas cortando o horizonte
Elas parecem facas de dois gumes
A minha vida é tão confusa quanto a América Central
Por isso não me acuse de ser irracional
Escute, garota, façamos um trato.
Você desliga o telefone se eu ficar muito abstrato
Eu posso ser um Beatle, um beatnik ou um bitolado.
Mas eu não sou ator, eu não to à toa do teu lado.
Por isso garota, façamos um pacto de não usar a Highway pra causar impacto.
110, 120, 160, só pra ver até quando o motor agüenta.
Na boca em vez de um beijo um chicle de menta
E a sombra do sorriso que eu deixei
Numa das curvas da Highway
Você me faz correr atrás do horizonte dessa Highway
Ninguém por perto, silêncio no deserto,
Deserta Highway
Estamos sós e nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar
Mas não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir.
Não queremos ter o que não temos... Nós só queremos viver
Sem motivos, nem objetivos, estamos vivos e isso é tudo.
É, sobretudo a lei da Infinita Highway.
Quando eu vivia e morria na cidade, eu não tinha nada.
Nada a temer
Mas eu tinha medo, medo dessa estrada.
Olhe só, veja você.
Quando eu vivia e morria na cidade
Eu tinha de tudo, tudo ao meu redor.
Mas tudo que eu sentia era que algo me faltava
E à noite eu acordava banhado em suor
Não queremos lembrar o que esquecemos
Nós só queremos viver
Não queremos aprender o que sabemos
Não queremos nem saber
Sem motivos, nem objetivos.
Estamos vivos e é só
Só obedecemos à lei da Infinita Highway
Escute, garota, o vento canta uma canção.
Dessas que a gente nunca canta sem razão
Me diga, garota, será a estrada uma prisão?
Eu acho que sim, você finge que não.
Mas nem por isso ficaremos parados
Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão
Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre.
Se tanta gente vive sem ter como viver
Estamos sós e nenhum de nós sabe onde quer chegar
Estamos vivos, sem motivos.
Que motivos temos pra estar?
Atrás de palavras escondidas nas entrelinhas do horizonte dessa Highway
Silenciosa Highway
Eu vejo o horizonte trêmulo, eu tenho os olhos úmidos.
Eu posso estar completamente enganado
Eu posso estar correndo pro lado errado
Mas "a dúvida é o preço da pureza"
E é inútil ter certeza
Eu vejo as placas dizendo não corra, não morra, não fume.
Eu vejo as placas cortando o horizonte
Elas parecem facas de dois gumes
A minha vida é tão confusa quanto a América Central
Por isso não me acuse de ser irracional
Escute, garota, façamos um trato.
Você desliga o telefone se eu ficar muito abstrato
Eu posso ser um Beatle, um beatnik ou um bitolado.
Mas eu não sou ator, eu não to à toa do teu lado.
Por isso garota, façamos um pacto de não usar a Highway pra causar impacto.
110, 120, 160, só pra ver até quando o motor agüenta.
Na boca em vez de um beijo um chicle de menta
E a sombra do sorriso que eu deixei
Numa das curvas da Highway
terça-feira, abril 18, 2006
Sobre o pobrema do excesso de gentilezas...
E a vida, essa matreira, vive nos pregando peças...
- Por que você não veio?
- Achei que ia te incomodar...
- Quando eu falar pra vir, é porque quero que você venha.
- Tá bom, aprendi...
E assim terminou um diálogo sem rumo...e assim começou o entendimento...
...e tudo ia bem até que...
...tentativa de sufocamento não sufocante...silêncio no carro, mas não do doloroso...chave saindo da bolsa e cinto de segurança se soltando com o carro em movimento...
- Não fica bravo...
- Não tô...
- Mas você não puxou o freio de mão nem desligou o carro...
- E você pegou a chave e tirou o cinto antes da gente chegar...
-
- Não estou revidando: isso é pra você ver como a gente é minhoquento...
- Tá bom...experimenta as balinhas de leite e depois me fala se você gostou.
-Beijo...
...
...
...
- Por que você não veio?
- Achei que ia te incomodar...
- Quando eu falar pra vir, é porque quero que você venha.
- Tá bom, aprendi...
E assim terminou um diálogo sem rumo...e assim começou o entendimento...
...e tudo ia bem até que...
...tentativa de sufocamento não sufocante...silêncio no carro, mas não do doloroso...chave saindo da bolsa e cinto de segurança se soltando com o carro em movimento...
- Não fica bravo...
- Não tô...
- Mas você não puxou o freio de mão nem desligou o carro...
- E você pegou a chave e tirou o cinto antes da gente chegar...
-
- Não estou revidando: isso é pra você ver como a gente é minhoquento...
- Tá bom...experimenta as balinhas de leite e depois me fala se você gostou.
-Beijo...
...
...
...
Coçando...
O dia tá só começando...
Tenho tanta coisa pra fazer que não sei como começar, mas diante da sociedade sou um vagabundo: e simplesmente porquê? Porque não cumpro nenhum papel social, por mais estúpido que seja.
Segura moçada: tô de cú pra lua sim, mas são só umas férias...
Dessa vez a virada é pra valer...
Tenho tanta coisa pra fazer que não sei como começar, mas diante da sociedade sou um vagabundo: e simplesmente porquê? Porque não cumpro nenhum papel social, por mais estúpido que seja.
Segura moçada: tô de cú pra lua sim, mas são só umas férias...
Dessa vez a virada é pra valer...
segunda-feira, abril 17, 2006
Mudanças mudanças mudanças...
Os olhos abrem...
Sem casa própria. Outra cidade. Sem faculdade. Sem emprego. Sem Cachaça. Sem tarjas pretas. Sem namorada...Opa! Sem namorada?!?!
E assim acordei hoje: sem rumo. Sem sentido. Sem ninguém...
O que foi aquele turbilhão de sentimentos? Mal tive tempo de tirar as remelas dos olhos e já tomava o maior de todos os tapas na cara: estava sortero de novo, e dessa vez não entendi o porquê. Acho que era isso mais do que qualquer outra coisa que me causava a sensação de vazio e a ânsia de vômito...
Pensei em tomar meus tarja-pretas de novo, mas me senti forte e jurei pra mim mesmo que não ia fazer isso. E não fiz...
Pensei na estrada...Não me sentiria confortável nem com ela...
Me debatia na cama, lutando contra mim mesmo pra dormir e esquecer tudo. Esquecer que um dia a conhecera. Que um dia me apaixonei por ela. Esquecer o que sentia. Quem eu era...
Queria dormir pra não sentir a dor que me roía a alma, que tanto me torturava...
Queria acordar bem e sem lembranças...
Queria nascer de novo...
Ah! A mente serena dos recém-nascidos...
E o pesadelo continuou...
E foi assim que tudo terminou...
...A porta do quarto abriu. Meus olhos acompanhavam o seu movimento...
Uma flor. Minha flor. Com outra flor na mão. Desculpas. Lágrimas.
E isso foi tudo que guardei daquele sonho ruim.
Não quero ter pesadelos jamais...
Sem casa própria. Outra cidade. Sem faculdade. Sem emprego. Sem Cachaça. Sem tarjas pretas. Sem namorada...Opa! Sem namorada?!?!
E assim acordei hoje: sem rumo. Sem sentido. Sem ninguém...
O que foi aquele turbilhão de sentimentos? Mal tive tempo de tirar as remelas dos olhos e já tomava o maior de todos os tapas na cara: estava sortero de novo, e dessa vez não entendi o porquê. Acho que era isso mais do que qualquer outra coisa que me causava a sensação de vazio e a ânsia de vômito...
Pensei em tomar meus tarja-pretas de novo, mas me senti forte e jurei pra mim mesmo que não ia fazer isso. E não fiz...
Pensei na estrada...Não me sentiria confortável nem com ela...
Me debatia na cama, lutando contra mim mesmo pra dormir e esquecer tudo. Esquecer que um dia a conhecera. Que um dia me apaixonei por ela. Esquecer o que sentia. Quem eu era...
Queria dormir pra não sentir a dor que me roía a alma, que tanto me torturava...
Queria acordar bem e sem lembranças...
Queria nascer de novo...
Ah! A mente serena dos recém-nascidos...
E o pesadelo continuou...
E foi assim que tudo terminou...
...A porta do quarto abriu. Meus olhos acompanhavam o seu movimento...
Uma flor. Minha flor. Com outra flor na mão. Desculpas. Lágrimas.
E isso foi tudo que guardei daquele sonho ruim.
Não quero ter pesadelos jamais...
sábado, abril 15, 2006
Diário de Páscoa
"Viver...
...eu tô voltando pra casa outra vez..."
E depois de 11 anos fora, vortei
praquela cidade que não sei se amo ou se odeio
praquele dia a dia imprevisível
e pra sarna que coça e me impele em achar algo útil pra fazer
praquele estilo de vida tipo limbo de cursinho
quando já se concluiu o colégio e não se entrou na faculdade
férias por pelo menos seis meses
cabelos grisalhos caem e novos não vêm
a pele repuxa e rejuvenesce
e a cabeça então...pedindo estrada fio
estrada...
Agora não...tenho coisas a fazer aqui
e mesmo que não tivesse, estou muito bem
A estrada é só um desejo longínquo
de quem não tem ninguém com quem se importar
E eu me importo...porque sinto...
...eu tô voltando pra casa outra vez..."
E depois de 11 anos fora, vortei
praquela cidade que não sei se amo ou se odeio
praquele dia a dia imprevisível
e pra sarna que coça e me impele em achar algo útil pra fazer
praquele estilo de vida tipo limbo de cursinho
quando já se concluiu o colégio e não se entrou na faculdade
férias por pelo menos seis meses
cabelos grisalhos caem e novos não vêm
a pele repuxa e rejuvenesce
e a cabeça então...pedindo estrada fio
estrada...
Agora não...tenho coisas a fazer aqui
e mesmo que não tivesse, estou muito bem
A estrada é só um desejo longínquo
de quem não tem ninguém com quem se importar
E eu me importo...porque sinto...
terça-feira, abril 11, 2006
POEMA BOMBA
Segue o último filho pródigo do meu draft, cuja publicação ainda estava pendente...
ÁPICE PROFISSIONAL DE CINCO ANOS
DERRADEIRO DESFECHO DE UM PERÍODO INFERNAL
MUITOS ANOS PASSADOS NESSA PRISÃO REMUNERADA
COMO UMA PUTA (SEM DUPLOS SENTIDOS)
ME VENDI
NÃO NEGO
PELO MENOS ELAS GOZAM DE QUANDO EM QUANDO
E EU?!
SÓ MARTÍRIO...
BÃO...AGORA VOU COLHER OS FRUTOS...
ASSIM COMO JK
FORAM CINQUENTA ANOS EM CINCO
MAS NO MEU CASO NÃO FOI O PLANO DE METAS
NEM CASO DE AMOR
FOI ENVELHECIMENTO PRECOCE MESMO...
ACHO QUE SOU O ÚNICO
NESSA EMPRESA DE HIPÓCRITAS
QUE VAI TOMAR UM PÉ NA BUNDA
MAS SAIR DE CABEÇA E PEITO ERGUIDOS
E UM SORRISO NOS LÁBIOS
DISCRETO, COMO MANDA A OCASIÃO,
MAS QUE TEIMA EM PERMANECER
E QUE NÃO QUER SE APAGAR...
E O MUNDO ME RECEBE DE BRAÇOS ABERTOS
COM TODA AS POSSIBILIDADES E INCERTEZAS
QUE TANTO ME FAZEM FELIZ...
PQP! QUASE NÃO ACREDITO...
UHUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Escrito em 18/10/2005, às 15:50, no dia em que completei cinco anos de cárcere pago...
ÁPICE PROFISSIONAL DE CINCO ANOS
DERRADEIRO DESFECHO DE UM PERÍODO INFERNAL
MUITOS ANOS PASSADOS NESSA PRISÃO REMUNERADA
COMO UMA PUTA (SEM DUPLOS SENTIDOS)
ME VENDI
NÃO NEGO
PELO MENOS ELAS GOZAM DE QUANDO EM QUANDO
E EU?!
SÓ MARTÍRIO...
BÃO...AGORA VOU COLHER OS FRUTOS...
ASSIM COMO JK
FORAM CINQUENTA ANOS EM CINCO
MAS NO MEU CASO NÃO FOI O PLANO DE METAS
NEM CASO DE AMOR
FOI ENVELHECIMENTO PRECOCE MESMO...
ACHO QUE SOU O ÚNICO
NESSA EMPRESA DE HIPÓCRITAS
QUE VAI TOMAR UM PÉ NA BUNDA
MAS SAIR DE CABEÇA E PEITO ERGUIDOS
E UM SORRISO NOS LÁBIOS
DISCRETO, COMO MANDA A OCASIÃO,
MAS QUE TEIMA EM PERMANECER
E QUE NÃO QUER SE APAGAR...
E O MUNDO ME RECEBE DE BRAÇOS ABERTOS
COM TODA AS POSSIBILIDADES E INCERTEZAS
QUE TANTO ME FAZEM FELIZ...
PQP! QUASE NÃO ACREDITO...
UHUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Escrito em 18/10/2005, às 15:50, no dia em que completei cinco anos de cárcere pago...
quinta-feira, abril 06, 2006
You could be mine - Guns'n'Roses
Hoje tá sessão nostalgia mesmo...então dá-lhe Axl Rose...
I'm a cold heartbreaker, fit ta burn and I'll rip your heart in two.
And I'll leave you lyin' on the bed.
I'll be out the door before ya wake,
it's nuthin' new to you.
'Cause I think we've seen that movie too.
'Cause you could be mine.
But you're way out of line.
With your bitch slap rappin' and your cocaine tongue you getnothin' done.
I said you could be mine.
Now holidays come, and then they go.
It's nothin' new today.
Collect another memory.
When I come home late at night don't ask me where I've been.
Just count your stars I'm home again.
'Cause you could be mine.
But you're way out of line.
With your bitch slap rappin and your cocaine tongue you getnothin' done.
I said you could be mine.
You could be mine.
You could be mine.
You could be mine.
You could be mine.
You could be mine.
You've gone sketchin' too many times.
Why don't ya give it a rest.
Why must you find another reason to cry.
While you're breakin' down my back n' I been racin' out my brain.
It don't matter how we make it
'cause it always ends the same.
You can push it for more mileage but your flaps r' wearin'thin.
And I could sleep on it' til morning but this nightmare neverends.
Don't forget to call my lawyers with ridiculous demands.
An you can take the pity so far but it's more than I can stand.
'Cause this couchtrip's gettin' older tell me how long has itbeen.
'Cause 5 years is forever and you haven't grown up yet.
You could be mine.
But you're way out of line.
With your bitch slap rappin' and your cocaine tongue you getnothin' done.
I said you could be, you should be, you could be mine.
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
Yeah!
VOCÊ PODERIA SER MINHA
Eu sou um frio despedaçador de corações
Ajustado para queimar e vou partir seu coração ao meio
E vou te deixar deitada na cama
Estarei fora antes de você acordar
Não é novidade para você
Pois acho que já vimos este filme também
Porque você poderia ser minha
Mas você está um tanto fora da linha
Com sua conversa fiada de cadela
E sua língua de cocaína
Você não termina nada
Eu disse que você poderia ser minha
Agora os feriados vem e depois vão
Não há nada novo hoje
Colecione outras memórias
Quando eu venho para casa tarde da noite
Não me pergunte onde eu estive
Apenas conte suas estrelas, estou em casa novamente
Porque você poderia ser minha
Mas você está um tanto fora da linha
Com sua conversa fiada de cadela
E sua língua de cocaína
Você não termina nada
Eu disse que você poderia ser minha
Você poderia ser minha
Você poderia ser minha
Você poderia ser minha
Você poderia ser minha
Você poderia ser minha
Você esteve planejando vezes demais
Porque você não descansa um pouco?
Porque você precisa encontrar
Uma outra razão para chorar
Enquanto se despadaça atrás de mim
E eu arranco meu cérebro
Não importa como fazemos
Porque sempre termina do mesmo jeito
Você pode empurrar mais algumas milhas
Mas seus flaps estão ficando gastos
E eu posso dormir até de manhã
Mas este pesadelo nunca termina
Não esqueça de chamar meus advogados
Com exigências ridículas
E você pode levar a pena tão longe
Mas é mais do que eu posso suportar
Esta coisa está ficando ultrapassada
Me diga a quanto tempo
Porque 5 anos é uma eternidade
E você ainda não cresceu
Você poderia ser minha
Mas você está um tanto fora da linha
Com sua conversa fiada de cadela
E sua língua de cocaína
Você não termina nada
Eu disse que você poderia, você deveria, você poderia ser minha.
I'm a cold heartbreaker, fit ta burn and I'll rip your heart in two.
And I'll leave you lyin' on the bed.
I'll be out the door before ya wake,
it's nuthin' new to you.
'Cause I think we've seen that movie too.
'Cause you could be mine.
But you're way out of line.
With your bitch slap rappin' and your cocaine tongue you getnothin' done.
I said you could be mine.
Now holidays come, and then they go.
It's nothin' new today.
Collect another memory.
When I come home late at night don't ask me where I've been.
Just count your stars I'm home again.
'Cause you could be mine.
But you're way out of line.
With your bitch slap rappin and your cocaine tongue you getnothin' done.
I said you could be mine.
You could be mine.
You could be mine.
You could be mine.
You could be mine.
You could be mine.
You've gone sketchin' too many times.
Why don't ya give it a rest.
Why must you find another reason to cry.
While you're breakin' down my back n' I been racin' out my brain.
It don't matter how we make it
'cause it always ends the same.
You can push it for more mileage but your flaps r' wearin'thin.
And I could sleep on it' til morning but this nightmare neverends.
Don't forget to call my lawyers with ridiculous demands.
An you can take the pity so far but it's more than I can stand.
'Cause this couchtrip's gettin' older tell me how long has itbeen.
'Cause 5 years is forever and you haven't grown up yet.
You could be mine.
But you're way out of line.
With your bitch slap rappin' and your cocaine tongue you getnothin' done.
I said you could be, you should be, you could be mine.
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
You could be mine. (You could be mine)
Yeah!
VOCÊ PODERIA SER MINHA
Eu sou um frio despedaçador de corações
Ajustado para queimar e vou partir seu coração ao meio
E vou te deixar deitada na cama
Estarei fora antes de você acordar
Não é novidade para você
Pois acho que já vimos este filme também
Porque você poderia ser minha
Mas você está um tanto fora da linha
Com sua conversa fiada de cadela
E sua língua de cocaína
Você não termina nada
Eu disse que você poderia ser minha
Agora os feriados vem e depois vão
Não há nada novo hoje
Colecione outras memórias
Quando eu venho para casa tarde da noite
Não me pergunte onde eu estive
Apenas conte suas estrelas, estou em casa novamente
Porque você poderia ser minha
Mas você está um tanto fora da linha
Com sua conversa fiada de cadela
E sua língua de cocaína
Você não termina nada
Eu disse que você poderia ser minha
Você poderia ser minha
Você poderia ser minha
Você poderia ser minha
Você poderia ser minha
Você poderia ser minha
Você esteve planejando vezes demais
Porque você não descansa um pouco?
Porque você precisa encontrar
Uma outra razão para chorar
Enquanto se despadaça atrás de mim
E eu arranco meu cérebro
Não importa como fazemos
Porque sempre termina do mesmo jeito
Você pode empurrar mais algumas milhas
Mas seus flaps estão ficando gastos
E eu posso dormir até de manhã
Mas este pesadelo nunca termina
Não esqueça de chamar meus advogados
Com exigências ridículas
E você pode levar a pena tão longe
Mas é mais do que eu posso suportar
Esta coisa está ficando ultrapassada
Me diga a quanto tempo
Porque 5 anos é uma eternidade
E você ainda não cresceu
Você poderia ser minha
Mas você está um tanto fora da linha
Com sua conversa fiada de cadela
E sua língua de cocaína
Você não termina nada
Eu disse que você poderia, você deveria, você poderia ser minha.
Dead Flowers (Guns'n'Roses - cover dos Rolling Stones)
Well when you're sitting there in your silk upholstered chair
Talkin' to some rich folk that you know
Well I hope you won't see me in my ragged company
Well, you know I could never be alone
Take me down little Susie, take me down
I know you think you're the queen of the underground
And you can send me dead flowers every morning
Send me dead flowers by the mail
Send me dead flowers to my wedding
And I won't forget to put roses on your grave
Well when you're sitting back in your rose pink Cadillac
Making bets on Kentucky Derby Day
Ah, I'll be in my basement room with a needle and a spoon
And another girl can take my pain away
Take me down little Susie, take me down
I know you think you're the queen of the underground
And you can send me dead flowers every morning
Send me dead flowers by the mail
Send me dead flowers to my wedding
And I won't forget to put roses on your grave - yeah!
Take me down little Susie, take me down
I know you think you're the queen of the underground
And you can send me dead flowers every morning
Send me dead flowers by the U.S. Mail
Say it with dead flowers in my wedding
And I won't forget to put roses on your grave
No, I won't forget to put roses on your grave
OU A TRADUÇÃO...
FLORES MORTAS
Quando você está sentada aí
Em sua cadeira estofada
Conversando com algum
Sujeito rico que você conhece
Espero que você não me veja
Com minha companhia esfarrapada
Você sabe que
Eu nunca conseguia ficar só
Me derruba pequena Susie
Me derruba
Eu sei que você pensa
Que tu és a rainha do submundo
E você pode
Me mandar
Flores mortas toda manhã
Me mandar
Flores mortas pelo correio
Me mandar flores mortas
Para o meu casamento
E eu não esquecerei de colocar rosas
Sobre seu túmulo
Bem quando você está repousando
Em seu Cadillac cor-de-rosa
Fazendo apostas
No dia do derbie de Kentucky
Ah, eu estarei no porão
Com uma agulha e uma colher
E outra menina para aliviar minha dor
Me derruba pequena Susie
Me derruba
Eu sei que você pensa
Que tu és a rainha do submundo
E você pode
Me mandar
Flores mortas toda manhã
Me mandar
Flores mortas pelo correio
Me mandar flores mortas
Para o meu casamento
E eu não esquecerei de colocar rosas sobre seu túmulo
Me derruba pequena Susie, me derruba
Eu sei que você pensa
Que tu és a rainha do submundo
E você pode
Me mandar flores mortas toda manhã
Me mandar flores mortas pelo correio americano
Fale com flores mortas para no meu casamento
E eu não esquecerei de colocar rosas sobre seu túmulo
Não
Eu não esquecerei de colocar rosas sobre seu túmulo
Talkin' to some rich folk that you know
Well I hope you won't see me in my ragged company
Well, you know I could never be alone
Take me down little Susie, take me down
I know you think you're the queen of the underground
And you can send me dead flowers every morning
Send me dead flowers by the mail
Send me dead flowers to my wedding
And I won't forget to put roses on your grave
Well when you're sitting back in your rose pink Cadillac
Making bets on Kentucky Derby Day
Ah, I'll be in my basement room with a needle and a spoon
And another girl can take my pain away
Take me down little Susie, take me down
I know you think you're the queen of the underground
And you can send me dead flowers every morning
Send me dead flowers by the mail
Send me dead flowers to my wedding
And I won't forget to put roses on your grave - yeah!
Take me down little Susie, take me down
I know you think you're the queen of the underground
And you can send me dead flowers every morning
Send me dead flowers by the U.S. Mail
Say it with dead flowers in my wedding
And I won't forget to put roses on your grave
No, I won't forget to put roses on your grave
OU A TRADUÇÃO...
FLORES MORTAS
Quando você está sentada aí
Em sua cadeira estofada
Conversando com algum
Sujeito rico que você conhece
Espero que você não me veja
Com minha companhia esfarrapada
Você sabe que
Eu nunca conseguia ficar só
Me derruba pequena Susie
Me derruba
Eu sei que você pensa
Que tu és a rainha do submundo
E você pode
Me mandar
Flores mortas toda manhã
Me mandar
Flores mortas pelo correio
Me mandar flores mortas
Para o meu casamento
E eu não esquecerei de colocar rosas
Sobre seu túmulo
Bem quando você está repousando
Em seu Cadillac cor-de-rosa
Fazendo apostas
No dia do derbie de Kentucky
Ah, eu estarei no porão
Com uma agulha e uma colher
E outra menina para aliviar minha dor
Me derruba pequena Susie
Me derruba
Eu sei que você pensa
Que tu és a rainha do submundo
E você pode
Me mandar
Flores mortas toda manhã
Me mandar
Flores mortas pelo correio
Me mandar flores mortas
Para o meu casamento
E eu não esquecerei de colocar rosas sobre seu túmulo
Me derruba pequena Susie, me derruba
Eu sei que você pensa
Que tu és a rainha do submundo
E você pode
Me mandar flores mortas toda manhã
Me mandar flores mortas pelo correio americano
Fale com flores mortas para no meu casamento
E eu não esquecerei de colocar rosas sobre seu túmulo
Não
Eu não esquecerei de colocar rosas sobre seu túmulo
Reflexões reflexivas sobre o caminho que não existe
Estou assim, vulnerável (gay não?!)
Os astros brincam comigo...
Num segundo sou o sobrinho de Deus
No outro me sinto o próprio filho bastardo do demônio
Sendo levado pela vida
Sendo jogado de um lado pro outro, sem destino
Não encontro as respostas que tanto procuro
Talvez por não saber perguntar
Talvez por não saber o que perguntar
Talvez ainda por não haver, de fato, perguntas e respostas
Será que dúvidas são coisas da minha cabeça?
Vejo legiões pelas ruas com o mesmo olhar pensativo que o meu
O que fazer com esse tempo que nos é dado na Terra?
O que é certo?
O que é errado?
Será que existe certo ou errado?
Pra onde ir?
Acho que é por isso que gosto de motos:
não interessa pra onde você vai
mesmo sem destino, o passeio é o que vale
e o sorriso antes, durante e depois é inevitável...
A vida não deveria ser assim, como um passeio de moto?
Creio que sim, mas ultimamente ela está me cheirando a um belo terno
embolorado usado num velório, durante um dia nublado...
E aos vinte e nove anos, ele perdeu o rumo de casa e nunca mais voltou...
...mas também nunca mais perdeu o sorriso nos lábios
depois que a tempestade passou...
Don't worry, be happy no som...
Hehe...ou é a providência divina ou a vida é extremamente irônica...
Os astros brincam comigo...
Num segundo sou o sobrinho de Deus
No outro me sinto o próprio filho bastardo do demônio
Sendo levado pela vida
Sendo jogado de um lado pro outro, sem destino
Não encontro as respostas que tanto procuro
Talvez por não saber perguntar
Talvez por não saber o que perguntar
Talvez ainda por não haver, de fato, perguntas e respostas
Será que dúvidas são coisas da minha cabeça?
Vejo legiões pelas ruas com o mesmo olhar pensativo que o meu
O que fazer com esse tempo que nos é dado na Terra?
O que é certo?
O que é errado?
Será que existe certo ou errado?
Pra onde ir?
Acho que é por isso que gosto de motos:
não interessa pra onde você vai
mesmo sem destino, o passeio é o que vale
e o sorriso antes, durante e depois é inevitável...
A vida não deveria ser assim, como um passeio de moto?
Creio que sim, mas ultimamente ela está me cheirando a um belo terno
embolorado usado num velório, durante um dia nublado...
E aos vinte e nove anos, ele perdeu o rumo de casa e nunca mais voltou...
...mas também nunca mais perdeu o sorriso nos lábios
depois que a tempestade passou...
Don't worry, be happy no som...
Hehe...ou é a providência divina ou a vida é extremamente irônica...
Iluminação
O que fazer?
O que pensar?
O que sentir?
Por onde ir?
O mundo tá aí
As respostas não
Dúvidas...perguntas...perguntas...
Refletindo sobre as relações humanas
O porquê das coisas não tem nexo
Assim como o vento
Vão daqui pra lá
Pensamentos, sem uma ordem lógica
Mas que levam, direcionam
Só não sabem pra onde
Por quê?
Sei lá...ninguém sabe...
Ninguém nunca vai saber...
Sou aquele que está sempre buscando a resposta...
For your babies...
Um dia alguém vai saber...alguém saberá
Iluminação...
I don't believe in many things
Nor even in you...
O que pensar?
O que sentir?
Por onde ir?
O mundo tá aí
As respostas não
Dúvidas...perguntas...perguntas...
Refletindo sobre as relações humanas
O porquê das coisas não tem nexo
Assim como o vento
Vão daqui pra lá
Pensamentos, sem uma ordem lógica
Mas que levam, direcionam
Só não sabem pra onde
Por quê?
Sei lá...ninguém sabe...
Ninguém nunca vai saber...
Sou aquele que está sempre buscando a resposta...
For your babies...
Um dia alguém vai saber...alguém saberá
Iluminação...
I don't believe in many things
Nor even in you...
quarta-feira, abril 05, 2006
Morte e vida em minutos...a dama-da-noite...
Cansado, mas não fisicamente. Entediado pela viagem diária, costumeira. Pela janela do busão parado em frente ao Cemitério Municipal eu via os túmulos dos que um dia sonharam, agonizaram, respiraram como eu. Pensei comigo como meus problemas são pequenos perto de tanta coisa errada. De tanta gente em situação mais difícil. Senti a felicidade me abraçar nesse momento. Pensei então como a vida é curta. E tive uma sensação de alívio. Meus problemas e nóias sem nexo haviam me deixado.
Carreguei essa sensação comigo por um tempo curto, mas suficiente para mudar a impressão das coisas. Ouvi a voz do Jairão e percebi que vou sentir falta de uma galera quando as coisas mudarem. Mas assim é a vida: sempre deixar algumas coisas pra trás enquanto outras novas chegam. É um porto onde constantemente chegam e saem barcos, dos mais diferentes confins, para as mais diversas partes do mundo.
Desci do busão. Caminhei poucos passos. O cheiro da dama-da-noite me invadiu os sentidos. Poderia dizer que quase era possível enxergar o aroma, de tão envolvente. E a noite assim me saudou, coroando mais um dia vivido...
Carreguei essa sensação comigo por um tempo curto, mas suficiente para mudar a impressão das coisas. Ouvi a voz do Jairão e percebi que vou sentir falta de uma galera quando as coisas mudarem. Mas assim é a vida: sempre deixar algumas coisas pra trás enquanto outras novas chegam. É um porto onde constantemente chegam e saem barcos, dos mais diferentes confins, para as mais diversas partes do mundo.
Desci do busão. Caminhei poucos passos. O cheiro da dama-da-noite me invadiu os sentidos. Poderia dizer que quase era possível enxergar o aroma, de tão envolvente. E a noite assim me saudou, coroando mais um dia vivido...
terça-feira, abril 04, 2006
O sol - Jota Quest
Ei dor...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei medo...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
Ei dor...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei medo...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá vou
É pra lá que eu vou
Você não me leva a nada
Ei medo...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
Ei dor...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei medo...eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá vou
É pra lá que eu vou
quinta-feira, março 30, 2006
Sempre sobre o próprio umbigo
O vento
Velho amigo sempre presente
Esse sim saúda
Dá boa noite
E avisa que a noite é uma criança
Mimada, mas um criança
Devemos ceder aos caprichos dela?
Talvez...
Há muito tempo não confio em mais nada
Nem no vento
Não confio nem em mim mesmo
O remédio me mantém em casa
Remédio pra umas coisas
Placebo pra outras
E a bunda coçando pra ouvir o bom e velho rock'n'roll
Fingindo para si que o seu próprio mundinho é o mundo todo
Doce ilusão
Doce ilusão...
Quem pode controlar algo além de seus limites?
Quem acredita que Deus esteja aqui olhando por todos?
Ele tem mais o que fazer...
Talvez por isso nós devemos olhar uns pelos outros
Tenho sete long necks me chamando pelo vidro transparente do frigobar
E não posso ceder aos caprichos delas...
Queria ser frio como uma garrafa de breja trincando
Pra não me importar com pensamentos toscos
E ocupar a cabeça com algo que seja
Além do próprio umbigo
Com certeza cabe coisa bem mais importante nela...
E o turbilhão continua...
Adoro ver que não tem nenhuma mão pra me tirar nele
Ando praticando remo pra sair dele sozinho...
And may you grow to be proud, dignified and true...
Segura que esse ano vai ser o ano mais curto da minha vida
Em um dia, apenas um dia
Casa, trampo, USP, Cachaça etc...
Corta tudo
Muda tudo
Faz acontecer
E mesmo assim vai faltar tempo pra reorganizar a vida
Chega de falar de mim...
Vamos pegar o livro de Durkheim
"Regras do Método Sociológico"
Até pra tentar tirar o paradigma de que tudo que existe
se encontra dentro de mim
O Social contra o Individual
Velho embate que dentro de mim se encontra desequilibrado
Mas que vai encontrar o caminho da balança horizontal
de novo
em breve...
Velho amigo sempre presente
Esse sim saúda
Dá boa noite
E avisa que a noite é uma criança
Mimada, mas um criança
Devemos ceder aos caprichos dela?
Talvez...
Há muito tempo não confio em mais nada
Nem no vento
Não confio nem em mim mesmo
O remédio me mantém em casa
Remédio pra umas coisas
Placebo pra outras
E a bunda coçando pra ouvir o bom e velho rock'n'roll
Fingindo para si que o seu próprio mundinho é o mundo todo
Doce ilusão
Doce ilusão...
Quem pode controlar algo além de seus limites?
Quem acredita que Deus esteja aqui olhando por todos?
Ele tem mais o que fazer...
Talvez por isso nós devemos olhar uns pelos outros
Tenho sete long necks me chamando pelo vidro transparente do frigobar
E não posso ceder aos caprichos delas...
Queria ser frio como uma garrafa de breja trincando
Pra não me importar com pensamentos toscos
E ocupar a cabeça com algo que seja
Além do próprio umbigo
Com certeza cabe coisa bem mais importante nela...
E o turbilhão continua...
Adoro ver que não tem nenhuma mão pra me tirar nele
Ando praticando remo pra sair dele sozinho...
And may you grow to be proud, dignified and true...
Segura que esse ano vai ser o ano mais curto da minha vida
Em um dia, apenas um dia
Casa, trampo, USP, Cachaça etc...
Corta tudo
Muda tudo
Faz acontecer
E mesmo assim vai faltar tempo pra reorganizar a vida
Chega de falar de mim...
Vamos pegar o livro de Durkheim
"Regras do Método Sociológico"
Até pra tentar tirar o paradigma de que tudo que existe
se encontra dentro de mim
O Social contra o Individual
Velho embate que dentro de mim se encontra desequilibrado
Mas que vai encontrar o caminho da balança horizontal
de novo
em breve...
quarta-feira, março 29, 2006
Forever Young - Rod Stewart
Uma das letras de música mais bonitas que já vi...
May the good Lord be with you down every road you roam,
And may sunshine and happiness surround you when you're far from home.
May you grow to be proud, dignified, and true,
And do unto others as you'd have done to you.
Be courageous and be brave,
And in my heart you'll always stay
Forever young (Forever young)
Forever young (Forever young)
May good fortune be with you and may your guiding light be strong,
Build a stairway to heaven with a prince or a vagabond
And may you never love in vain,
And in my heart you will remain
Forever young (Forever young)
Forever young (Forever young)
When you finally fly away I'll be hoping that I served you well,
For all the wisdom of a lifetime no one can ever tell,
But whatever road you choose,
I'm right behind you win or lose.
Forever young (Forever young)
Forever young (Forever young)
Concorda?
May the good Lord be with you down every road you roam,
And may sunshine and happiness surround you when you're far from home.
May you grow to be proud, dignified, and true,
And do unto others as you'd have done to you.
Be courageous and be brave,
And in my heart you'll always stay
Forever young (Forever young)
Forever young (Forever young)
May good fortune be with you and may your guiding light be strong,
Build a stairway to heaven with a prince or a vagabond
And may you never love in vain,
And in my heart you will remain
Forever young (Forever young)
Forever young (Forever young)
When you finally fly away I'll be hoping that I served you well,
For all the wisdom of a lifetime no one can ever tell,
But whatever road you choose,
I'm right behind you win or lose.
Forever young (Forever young)
Forever young (Forever young)
Concorda?
Father and Son - Cat Stevens
FATHER:
It's not time to make a change,
Just relax, take it easy.
You're still young, that's your fault,
There's so much you have to know.
Find a girl, settle down,
If you want you can marry.
Look at me, I am old, but I'm happy.
I was once like you are now, and I know that it's not easy,
To be calm when you've found something going on.
But take your time, think a lot,
Why, think of everything you've got.
For you will still be here tomorrow, but your dreams may not.
SON:
How can I try to explain, when I do he turns away again.
It's always been the same, same old story.
From the moment I could talk I was ordered to listen.
Now there's a way and I know that I have to go away.
I know I have to go.
FATHER:
It's not time to make a change,
Just sit down, take it slowly.
You're still young, that's your fault,
There's so much you have to go through.
Find a girl, settle down,
if you want you can marry.
Look at me, I am old, but I'm happy.
(SON: Away Away Away, I know I have to
Make this decision alone - no)
SON:
All the times that I cried, keeping all the things I knew inside,
It's hard, but it's harder to ignore it.
If they were right, I'd agree, but it's them They know not me.
Now there's a way and I know that I have to go away.
I know I have to go.
(FATHER: Stay Stay Stay, Why must you go and
make this decision alone?)
It's not time to make a change,
Just relax, take it easy.
You're still young, that's your fault,
There's so much you have to know.
Find a girl, settle down,
If you want you can marry.
Look at me, I am old, but I'm happy.
I was once like you are now, and I know that it's not easy,
To be calm when you've found something going on.
But take your time, think a lot,
Why, think of everything you've got.
For you will still be here tomorrow, but your dreams may not.
SON:
How can I try to explain, when I do he turns away again.
It's always been the same, same old story.
From the moment I could talk I was ordered to listen.
Now there's a way and I know that I have to go away.
I know I have to go.
FATHER:
It's not time to make a change,
Just sit down, take it slowly.
You're still young, that's your fault,
There's so much you have to go through.
Find a girl, settle down,
if you want you can marry.
Look at me, I am old, but I'm happy.
(SON: Away Away Away, I know I have to
Make this decision alone - no)
SON:
All the times that I cried, keeping all the things I knew inside,
It's hard, but it's harder to ignore it.
If they were right, I'd agree, but it's them They know not me.
Now there's a way and I know that I have to go away.
I know I have to go.
(FATHER: Stay Stay Stay, Why must you go and
make this decision alone?)
O retorno de Saturno
"Saturno veio colher as romãs
brasas no pomar
Vivo nua pela casa
leio cartas, fecho as portas
Saturno me espia pelas frestas
me sussurra nomes feios
vivo cheia de varais
lampiões e pássaros acesos
Parece que estou esticada entre dois abismos
entre dois homens
entre dois vendavais
Abro a janela
encaro o deus
me vejo nos seus olhos
me vejo dentro dele
Quando é que esses olhos irão me acordar?
Quando é que irão me levar?
Quieto no seu canto
Saturno me estende a mão e um cálice
e é como se a vida chegasse
silenciosa e indolor
como os milagres"
Iracema Macedo - Livro Lance de Dardos
brasas no pomar
Vivo nua pela casa
leio cartas, fecho as portas
Saturno me espia pelas frestas
me sussurra nomes feios
vivo cheia de varais
lampiões e pássaros acesos
Parece que estou esticada entre dois abismos
entre dois homens
entre dois vendavais
Abro a janela
encaro o deus
me vejo nos seus olhos
me vejo dentro dele
Quando é que esses olhos irão me acordar?
Quando é que irão me levar?
Quieto no seu canto
Saturno me estende a mão e um cálice
e é como se a vida chegasse
silenciosa e indolor
como os milagres"
Iracema Macedo - Livro Lance de Dardos
terça-feira, março 28, 2006
De mais um dia difícil durante o retorno de Saturno
Achava que era de rocha
Coração de pedra
Alma de aço
Hoje...a rocha sentiu na pele
Os olhos úmidos não permitem que eu me engane quanto a mim mesmo
Sou humano
E nada mais
O retorno de Saturno veio forte pra mim
Tá difícil, mas não reclamo
Vou superar
E o que não me mata, me faz mais forte
Por isso toco em frente
E que essa crise seja tão poderosa para me ajudar a mudar as coisas
quanto tenho certeza que é passageira
O tempo passa e as coisas se ajeitam por si só
Esse é o fenômeno, a beleza da vida...
Coração de pedra
Alma de aço
Hoje...a rocha sentiu na pele
Os olhos úmidos não permitem que eu me engane quanto a mim mesmo
Sou humano
E nada mais
O retorno de Saturno veio forte pra mim
Tá difícil, mas não reclamo
Vou superar
E o que não me mata, me faz mais forte
Por isso toco em frente
E que essa crise seja tão poderosa para me ajudar a mudar as coisas
quanto tenho certeza que é passageira
O tempo passa e as coisas se ajeitam por si só
Esse é o fenômeno, a beleza da vida...
quarta-feira, março 22, 2006
Sobre o dia em que o corpo estagnou estarrecido para assistir o desespero da mente
Carreguei por sobre os ombros o peso de mil Arcas de Noé
Hoje...um dos dias mais difíceis da minha vida
No clarão da raiar do dia...dose dupla de tarjas pretas
O prenúncio de um dia que demorou 1000 anos para passar
Palavras de rotina me soaram como xingamentos
A vida sem sentido
E a bola de saliva endurecida e desilusão
sufocando o grito entalado na garganta...
Desespero...
Depoimento no Orkut me chamando à razão da noite anterior
Fim do sonho
Tal qual o início de um pesadelo real sem fim
Chuva, tal como no começo
Mas não a que me chamava de volta à vida
E sim a que me esfriou e me endureceu coração e alma
Sombra do humano que fora
Só a soca
Só o pó...
E, ali parado
a esperança de que o frio das gotas
me trouxesse também um pouco de alento
lágrimas e chuva se misturando
se confundindo
Um poema declamado em voz alta
de improviso, com o desespero dos amaldiçoados
tal eu fui
Perplexo e atônito, tanta dor
Chuva e lágrimas, da boca saindo trovões
de auto-misericórdia e auto-flagelação
Assim passou
a chuva abandonou
a lágrima ficou...
Sessão de terapia holística
Aconselhamento
Olhos abertos para o mundo
para as coisas
mas principalmente para os sentimentos...
E assim foi um telefonema
Seguido de um poema mais impactante dificultando as coisas
E de uma conversa
aquele negócio feito de palavras
que pode trazer a paz
tanto quanto causa estragos
Hoje ganhei delas, as palavras,
porque consegui dizer tudo que sentia
e porque encontrei o caminho e o jeito
de tirá-las direto do coração para a boca
sem passar sequer perto da boca amarga do estômago...
Amanhã é outro dia
E o sol há de voltar
O fato é que quero viver na luz
com ela...
Hoje...um dos dias mais difíceis da minha vida
No clarão da raiar do dia...dose dupla de tarjas pretas
O prenúncio de um dia que demorou 1000 anos para passar
Palavras de rotina me soaram como xingamentos
A vida sem sentido
E a bola de saliva endurecida e desilusão
sufocando o grito entalado na garganta...
Desespero...
Depoimento no Orkut me chamando à razão da noite anterior
Fim do sonho
Tal qual o início de um pesadelo real sem fim
Chuva, tal como no começo
Mas não a que me chamava de volta à vida
E sim a que me esfriou e me endureceu coração e alma
Sombra do humano que fora
Só a soca
Só o pó...
E, ali parado
a esperança de que o frio das gotas
me trouxesse também um pouco de alento
lágrimas e chuva se misturando
se confundindo
Um poema declamado em voz alta
de improviso, com o desespero dos amaldiçoados
tal eu fui
Perplexo e atônito, tanta dor
Chuva e lágrimas, da boca saindo trovões
de auto-misericórdia e auto-flagelação
Assim passou
a chuva abandonou
a lágrima ficou...
Sessão de terapia holística
Aconselhamento
Olhos abertos para o mundo
para as coisas
mas principalmente para os sentimentos...
E assim foi um telefonema
Seguido de um poema mais impactante dificultando as coisas
E de uma conversa
aquele negócio feito de palavras
que pode trazer a paz
tanto quanto causa estragos
Hoje ganhei delas, as palavras,
porque consegui dizer tudo que sentia
e porque encontrei o caminho e o jeito
de tirá-las direto do coração para a boca
sem passar sequer perto da boca amarga do estômago...
Amanhã é outro dia
E o sol há de voltar
O fato é que quero viver na luz
com ela...
segunda-feira, março 20, 2006
Tainted love (agora na prática...)
As vezes sinto que tenho que
Fugir tenho que
Me afastar
Da dor que você insere no meu coração
O amor que compartilhamos
Parece não levar a lugar algum
E perdi minha luz
Pois me debato e me reviro, não consigo dormir à noite
Uma vez corri pra você
Agora correrei de você
Este amor pervertido que você me deu
Te dou tudo que um garoto poderia te dar
Seguro minhas lágrimas e isto não é viver, oh
Amor pervertido
Amor pervertido
Agora sei que tenho que
Fugir, tenho que
Me afastar
Você realmente não quer mais nada de mim
Para colocar as coisas em seu devido lugar
Você precisa de alguém pra te abraçar apertado
E você pensa que o amor é para rezar
Mas, sinto muito, não rezo desse jeito
Amor pervertido
Não me toque por favor
Não consigo resistir ao modo que provoca
Eu te amo, apesar de você me machucar tanto
Agora, vou fazer minha mala e ir embora
Amor pervertido, amor pervertido
Toque-me garota, amor pervertido
Amor pervertido...
(Tainted Love - Softcell)
Ou em versão de humor um tanto quanto adequada, cantada pelo Marilyn Manson...
Sometimes I feel I've got to
Run away I've got to
Get away
From the pain that you drive into the heart of me
The love we share
Seems to go nowhere
I've lost my lights
I toss and turn I can't sleep at night
Once I ran to you (I ran)
Now I'll run from you
This tainted love you've given
I give you all a boy could give you
Take my tears and that's not nearly all
Tainted love
Tainted love
Now I know I've got to
Run away I've got to
Get away
You don't really want any more from me
To make things right
You need someone to hold you tight
You think love is to pray
I'm sorry I don't pray that way
Once I ran to you (I ran)
Now I'll run from you
This tainted love you've given
I give you all a boy could give you
Take my tears and that's not nearly all
Tainted love
Tainted love
Don't touch me please
I cannot stand the way you tease
I love you though you hurt me so
Now I'm going to pack my things and go
Touch me baby, tainted love
Touch me baby, tainted love
Touch me baby, tainted love
Once I ran to you (I ran)
Now I'll run from you
This tainted love you've given
I give you all a boy could give you
Take my tears and that's not nearly all
Tainted love
Tainted love
Tainted love
Fugir tenho que
Me afastar
Da dor que você insere no meu coração
O amor que compartilhamos
Parece não levar a lugar algum
E perdi minha luz
Pois me debato e me reviro, não consigo dormir à noite
Uma vez corri pra você
Agora correrei de você
Este amor pervertido que você me deu
Te dou tudo que um garoto poderia te dar
Seguro minhas lágrimas e isto não é viver, oh
Amor pervertido
Amor pervertido
Agora sei que tenho que
Fugir, tenho que
Me afastar
Você realmente não quer mais nada de mim
Para colocar as coisas em seu devido lugar
Você precisa de alguém pra te abraçar apertado
E você pensa que o amor é para rezar
Mas, sinto muito, não rezo desse jeito
Amor pervertido
Não me toque por favor
Não consigo resistir ao modo que provoca
Eu te amo, apesar de você me machucar tanto
Agora, vou fazer minha mala e ir embora
Amor pervertido, amor pervertido
Toque-me garota, amor pervertido
Amor pervertido...
(Tainted Love - Softcell)
Ou em versão de humor um tanto quanto adequada, cantada pelo Marilyn Manson...
Sometimes I feel I've got to
Run away I've got to
Get away
From the pain that you drive into the heart of me
The love we share
Seems to go nowhere
I've lost my lights
I toss and turn I can't sleep at night
Once I ran to you (I ran)
Now I'll run from you
This tainted love you've given
I give you all a boy could give you
Take my tears and that's not nearly all
Tainted love
Tainted love
Now I know I've got to
Run away I've got to
Get away
You don't really want any more from me
To make things right
You need someone to hold you tight
You think love is to pray
I'm sorry I don't pray that way
Once I ran to you (I ran)
Now I'll run from you
This tainted love you've given
I give you all a boy could give you
Take my tears and that's not nearly all
Tainted love
Tainted love
Don't touch me please
I cannot stand the way you tease
I love you though you hurt me so
Now I'm going to pack my things and go
Touch me baby, tainted love
Touch me baby, tainted love
Touch me baby, tainted love
Once I ran to you (I ran)
Now I'll run from you
This tainted love you've given
I give you all a boy could give you
Take my tears and that's not nearly all
Tainted love
Tainted love
Tainted love
Tocando em Frente
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs,
É preciso o amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha, e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada,
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
Estrada eu sou
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,
De ser feliz
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
(Renato Teixeira/Almir Sater)
E levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs,
É preciso o amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha, e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada,
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
Estrada eu sou
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,
De ser feliz
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
(Renato Teixeira/Almir Sater)
A estrada que leva e depois se afasta da dolorosa encruzilhada em meu peito
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Na estrada eu fujo de mim
Me distancio dos outros
Na estrada fujo de todos
Como o diabo da água benta
Como o hipocondríaco do indicativo de epidemia
Como o preconceituoso da verdade
Como o estuprador condenado da cela coletiva
Fujo de tudo e de todos
Os pensamentos correm atrás de mim
Me julgam
Não deixam saída
Me forçam uma decisão
Não quero tomá-la
Tenho medo confesso
Confesso
Não do presente
Tenho medo do que está por vir
Medo de viver no fio da navalha
Às vezes acho que tenho medo de sorrir
Por achar de não merecer
Certo ou errado...
Não sei...
Confuso sim
Não sei o que fazer...
...mas sei de uma coisa: chega de ter medo...
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Na estrada eu fujo de mim
Me distancio dos outros
Na estrada fujo de todos
Como o diabo da água benta
Como o hipocondríaco do indicativo de epidemia
Como o preconceituoso da verdade
Como o estuprador condenado da cela coletiva
Fujo de tudo e de todos
Os pensamentos correm atrás de mim
Me julgam
Não deixam saída
Me forçam uma decisão
Não quero tomá-la
Tenho medo confesso
Confesso
Não do presente
Tenho medo do que está por vir
Medo de viver no fio da navalha
Às vezes acho que tenho medo de sorrir
Por achar de não merecer
Certo ou errado...
Não sei...
Confuso sim
Não sei o que fazer...
...mas sei de uma coisa: chega de ter medo...
sábado, março 18, 2006
Até quando?
Até quando vender a felicidade em troca de um padrão de vida?
Até quando trocar grande parte do próprio tempo em troca de momentos curtos e intensos?
Até quando acreditar que certas coisas nasceram pra durar?
Até quando acreditar em palavras que se desfazem ao vento e gestos hesitantes?
Até quando aceitar certas situações que me incomodam?
Aceite enquanto acredite...
Até quando trocar grande parte do próprio tempo em troca de momentos curtos e intensos?
Até quando acreditar que certas coisas nasceram pra durar?
Até quando acreditar em palavras que se desfazem ao vento e gestos hesitantes?
Até quando aceitar certas situações que me incomodam?
Aceite enquanto acredite...
quinta-feira, março 16, 2006
...
As vezes sinto que tenho que
Fugir tenho que
Me afastar
Da dor que você insere no meu coração
O amor que compartilhamos
Parece não levar a lugar algum
E perdi minha luz
Pois me debato e me reviro, não consigo dormir à noite
Uma vez corri pra você
Agora correrei de você
Este amor pervertido que você me deu
Te dou tudo que um garoto poderia te dar
Seguro minhas lágrimas e isto não é viver, oh
Amor pervertido
Amor pervertido
Agora sei que tenho que
Fugir, tenho que
Me afastar
Você realmente não quer mais nada de mim
Para colocar as coisas em seu devido lugar
Você precisa de alguém pra te abraçar apertado
E você pensa que o amor é para rezar
Mas, sinto muito, não rezo desse jeito
Amor pervertido
Não me toque por favor
Não consigo resistir ao modo que provoca
Eu te amo, apesar de você me machucar tanto
Agora, vou fazer minha mala e ir embora
Amor pervertido, amor pervertido
Toque-me garota, amor pervertido
Amor pervertido...
(Tainted Love - Softcell)
Fugir tenho que
Me afastar
Da dor que você insere no meu coração
O amor que compartilhamos
Parece não levar a lugar algum
E perdi minha luz
Pois me debato e me reviro, não consigo dormir à noite
Uma vez corri pra você
Agora correrei de você
Este amor pervertido que você me deu
Te dou tudo que um garoto poderia te dar
Seguro minhas lágrimas e isto não é viver, oh
Amor pervertido
Amor pervertido
Agora sei que tenho que
Fugir, tenho que
Me afastar
Você realmente não quer mais nada de mim
Para colocar as coisas em seu devido lugar
Você precisa de alguém pra te abraçar apertado
E você pensa que o amor é para rezar
Mas, sinto muito, não rezo desse jeito
Amor pervertido
Não me toque por favor
Não consigo resistir ao modo que provoca
Eu te amo, apesar de você me machucar tanto
Agora, vou fazer minha mala e ir embora
Amor pervertido, amor pervertido
Toque-me garota, amor pervertido
Amor pervertido...
(Tainted Love - Softcell)
terça-feira, março 14, 2006
OS POEMAS (no dia da poesia!)
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
(Mario Quintana - Esconderijos do Tempo)
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
(Mario Quintana - Esconderijos do Tempo)
Dias de (dí)vida
(ou o porquê de só haver um par de pegadas na areia nos dias mais difíceis da sua vida, enquanto que nos mais fáceis havia dois pares...Não será pelo fato de ter te carregado no colo?)
Tem dias que a chuva abençoa
Em outros, esfria a alma
Há momentos em que o sol aquece, conforta
Mas há também aqueles em que ele queima sem misericórdia
Uma lágrima pode advir de um instante de felicidade pura, perfeita
Assim como também marca os dias mais tristes de nossas vidas...
Não é uma questão de escolha
Tampouco falta de opção:
É isso que dá cor à vida
Que a torna deliciosa de ser vivida
Que dá razão para algo que cremos não ter propósito...
E pra quem enfrenta esse desafio
Só parece haver uma recomendação:
Quem vai por essa viagem de mão única
não precisa passar por nada só
E apenas estará só se for essa a própria vontade
Não por não ser forte o bastante para enfrentar por conta própria
Muito pelo contrário:
porque tem coragem suficiente em preferir receber ajuda...
Nessa vida, devemos saber dividir a chuva, o sol
As lágrimas...
Tristes ou felizes...
Não importa...
O que importa é que estamos aqui
E nunca sós...
Tem dias que a chuva abençoa
Em outros, esfria a alma
Há momentos em que o sol aquece, conforta
Mas há também aqueles em que ele queima sem misericórdia
Uma lágrima pode advir de um instante de felicidade pura, perfeita
Assim como também marca os dias mais tristes de nossas vidas...
Não é uma questão de escolha
Tampouco falta de opção:
É isso que dá cor à vida
Que a torna deliciosa de ser vivida
Que dá razão para algo que cremos não ter propósito...
E pra quem enfrenta esse desafio
Só parece haver uma recomendação:
Quem vai por essa viagem de mão única
não precisa passar por nada só
E apenas estará só se for essa a própria vontade
Não por não ser forte o bastante para enfrentar por conta própria
Muito pelo contrário:
porque tem coragem suficiente em preferir receber ajuda...
Nessa vida, devemos saber dividir a chuva, o sol
As lágrimas...
Tristes ou felizes...
Não importa...
O que importa é que estamos aqui
E nunca sós...
sábado, março 11, 2006
Nunca só...
Nunca vou estar sozinho
pois por mais solitário que esteja
no confim mais isolado do mundo
a chuva ainda me beija
o vento me acaricia
e o sol anima
me esquenta
me faz sentir vivo
E só então percebo:
tudo está interligado
numa só alma
Holística...
essa é a verdade...
isso é tudo...
Em cima de uma potranca de duas rodas
a relação é mais tempestuosa
mais intensa...
Aí a chuva morde
o vento me surra a cara
e o sol, esse é o próprio beijo quente do inferno
e de todas as tentações advindas dele...
Nunca se sente tão vivo
como quando enfrentamos o risco da morte...
pois por mais solitário que esteja
no confim mais isolado do mundo
a chuva ainda me beija
o vento me acaricia
e o sol anima
me esquenta
me faz sentir vivo
E só então percebo:
tudo está interligado
numa só alma
Holística...
essa é a verdade...
isso é tudo...
Em cima de uma potranca de duas rodas
a relação é mais tempestuosa
mais intensa...
Aí a chuva morde
o vento me surra a cara
e o sol, esse é o próprio beijo quente do inferno
e de todas as tentações advindas dele...
Nunca se sente tão vivo
como quando enfrentamos o risco da morte...
sexta-feira, março 10, 2006
Conhecendo o mundo cachimbando
Cereja
Fumo bão
Produzido sei lá se no Ceilão
Ou no Azerbaijão
Bangladesh já estive
Sempre fumando
E em todos os outros poucos cantos do mundo
Onde a fumaça do cachimbo me leva a imaginação
Pra bem longin...
Fumaça polui o ar
E faz mal pro físico
Mas faz um bem pra alma...
:D=~~~~~~~~
Fumo bão
Produzido sei lá se no Ceilão
Ou no Azerbaijão
Bangladesh já estive
Sempre fumando
E em todos os outros poucos cantos do mundo
Onde a fumaça do cachimbo me leva a imaginação
Pra bem longin...
Fumaça polui o ar
E faz mal pro físico
Mas faz um bem pra alma...
:D=~~~~~~~~
Incenso da Eterna Idade
Aroma
Fumaça
Ponta acesa
Queima e leva embora a uruca
Porque esse que fica não se vai
Pelo menos não a essência
O corpo sim
Mas só ele
Clonazepan...vc tá com os dias contados...
Fumaça
Ponta acesa
Queima e leva embora a uruca
Porque esse que fica não se vai
Pelo menos não a essência
O corpo sim
Mas só ele
Clonazepan...vc tá com os dias contados...
segunda-feira, março 06, 2006
Vontade de viver...

Sobre essa vontade de viver
que me invade os sentidos
que me tira o chão
e me dá todo um céu de liberdade
só posso dizer uma coisa:
voltei à velha forma
Aquele empreendedor em todos os campos
o que faz a diferença
e que estava adormecido desde o ano passado
Esse voltou
Sinto que posso tudo
e pela primeira vez em 2006 posso gritar que estou de volta
desperto e pronto pra tudo
Se quiser tentar me segurar
Fique à vontade
Mas devo dizer
que vou passar por cima de tudo e de todos
com a sutileza de um trator desgovernado
e que minhas vontades e meus sonhos vão ser lei
O humanista-empreendedor-engenheiro voltou
e com mais força do que nunca
Vou ser um brilhante cientista social-antropólogo
Vou tocar a Cachaça Brasilis como há três anos não o faço
e acho que como nunca fiz
Vou fazer trabalho voluntário
Vou ajudar a mudar o mundo
fazer esporte e pagar minhas contas
e farei isso sem stressar
sem tarjas pretas
Mas principalmente
farei tudo isso vivendo plenamente
vivendo na totalidade um segundo por vez
gozando cada pequena fração do presente
sempre presente
(ainda que seja provável que com a companhia de mais alguns cabelos brancos)
Prometo a mim mesmo que vou fazer
Do meu jeito
A meu modo
Pode sentar e assistir galera
Porque o senhor do tempo voltou
Dessa vez sem agenda e melhor do que nunca
E dessa vez pra ficar...
O mundo anda sem mim, mas com certeza comigo ele é melhor pois eu faço a diferença.
E você?
quinta-feira, março 02, 2006
Dúvidas
Será?
A cabeça tenta me enganar
Me tapear para estragar um dia perfeito que não foi pensado
Ou não?
Não quero pensar
Pensar estraga
Quero viver e deixar correr
E seja o que tiver que ser...
Me limito a perguntar: pra onde amanhã?
O resto o tempo dirá...
A cabeça tenta me enganar
Me tapear para estragar um dia perfeito que não foi pensado
Ou não?
Não quero pensar
Pensar estraga
Quero viver e deixar correr
E seja o que tiver que ser...
Me limito a perguntar: pra onde amanhã?
O resto o tempo dirá...
Tudo assim...
Tudo que tenho
Por um beijo molhado na chuva
Tudo que prezo
Por um pouco de certeza numa vida desnorteada
Tudo que quero
Por algo que não tenho certeza se terei um dia
Tudo que poderia
Por nada do que não faria
Tudo assim, do meu jeito
Por um simples momento sem dúvidas
Tudo que venero
Por algo a mais, coisa que nunca senti
Se a vida lhe der as costas, passe a mão na bunda dela...
Por um beijo molhado na chuva
Tudo que prezo
Por um pouco de certeza numa vida desnorteada
Tudo que quero
Por algo que não tenho certeza se terei um dia
Tudo que poderia
Por nada do que não faria
Tudo assim, do meu jeito
Por um simples momento sem dúvidas
Tudo que venero
Por algo a mais, coisa que nunca senti
Se a vida lhe der as costas, passe a mão na bunda dela...
terça-feira, fevereiro 28, 2006
Homenagem aos amores voláteis
Antes de mais nada
Devemos agradecer
Aos milhares de amores voláteis que passam em nossas vidas
Aos olhares de amantes trocados, e desses
Principalmente aos platônicos
Pois esses, ainda que a volúpia não tenha se satisfeito na prática ,
Guardam o sabor de sonho
De algo perfeito que poderia ter sido
E que não foi por mera ocasião do destino
Por um lapso de tempo
Por um instante hesitante
Ou por qualquer outra razão ínfima
Que não consegue apagar a doçura do momento
(Lembro-me até hoje de uma em especial
Não sei porque me veio na cabeça agora
Mas deve ter sido há coisa de 12 anos atrás
Me lembro dos cabelos curtos
Do narizinho fino
Do biquini com ar de menininha sapeca
E dos brincos
Princesa, com os braços apoiados na borda da piscina
O olhar fixo em mim
E a foto gravada em minha mente
A presença é tão real
Tão viva
Que seria capaz de reconhecê-la hoje na rua se a visse...)
E aos não platônicos
Esses que vêm e ficam por um tempo
Que deixam para sempre o gosto na boca
Uns doces
Outros nem tanto
Mas que mudam a gente
E dos quais não se consegue esquecer
Quer para o bem
Quer para o mal
Inúmeras mulheres perfeitas
Todas únicas
Todas especiais à sua maneira
E com cada uma um novo jeito de amar
De descobrir as mais variantes cores e silhuetas da vida
Cada uma foi tudo por um tempo
E que assim seja
Até o fim dos dias...
Devemos agradecer
Aos milhares de amores voláteis que passam em nossas vidas
Aos olhares de amantes trocados, e desses
Principalmente aos platônicos
Pois esses, ainda que a volúpia não tenha se satisfeito na prática ,
Guardam o sabor de sonho
De algo perfeito que poderia ter sido
E que não foi por mera ocasião do destino
Por um lapso de tempo
Por um instante hesitante
Ou por qualquer outra razão ínfima
Que não consegue apagar a doçura do momento
(Lembro-me até hoje de uma em especial
Não sei porque me veio na cabeça agora
Mas deve ter sido há coisa de 12 anos atrás
Me lembro dos cabelos curtos
Do narizinho fino
Do biquini com ar de menininha sapeca
E dos brincos
Princesa, com os braços apoiados na borda da piscina
O olhar fixo em mim
E a foto gravada em minha mente
A presença é tão real
Tão viva
Que seria capaz de reconhecê-la hoje na rua se a visse...)
E aos não platônicos
Esses que vêm e ficam por um tempo
Que deixam para sempre o gosto na boca
Uns doces
Outros nem tanto
Mas que mudam a gente
E dos quais não se consegue esquecer
Quer para o bem
Quer para o mal
Inúmeras mulheres perfeitas
Todas únicas
Todas especiais à sua maneira
E com cada uma um novo jeito de amar
De descobrir as mais variantes cores e silhuetas da vida
Cada uma foi tudo por um tempo
E que assim seja
Até o fim dos dias...
...
Now, I wish it would rain down...down on me...
Who is gonna pick you up...when you fall?
...
Who is gonna drive you home...tonight...
...
Who is gonna pick you up...when you fall?
...
Who is gonna drive you home...tonight...
...
Pensamentos divagantes e auto-análise esotérica
Now and forever
Once and for all
Now and forever
Once and for all...
(Ritchie Valens)
Nem sei porque lembrei dessa música
mas acho ela bonita...
Hora de produzir mais um excerto...
Frio. Vazio. Parado no tempo. O todo não é nada sem as partes, mas a união das partes não o contempla. Assim me sinto. Fragmentado. Longe sequer da sombra do que fui outrora.
Saturno anda me pregando peças com essa crise de 29 anos.
Vamos ver meu horóscopo hoje:
"Mesmo sendo um tipo super terrestre, você tem o direito de praticar seus loops e borboleteios, fazendo de conta que não é assim tão prático e fixo ao chão. Tentar se perceber de maneira diferente é sempre produtivo, a experiência é quase como visitar um país estrangeiro onde nunca se pôs os cascos. Pode dar samba, cabritinho."
É...bem gay...mas não de todo fora...
Vamos ver de outra fonte:
"Suas esperanças aumentam hoje e não será por delírio carnavalesco! Exemplos: um contato importante salva a situação que envolve uma viagem, ou a comunicação que você precisa fazer é facilitada por alguém, e há otimismo, como pano de fundo. Intuirá a pessoa certa a quem indagar. Amor em alta."
Sei lá...acho que nada a ver...
Mais um:
"É bem provável que você termine o mês fazendo um balanço apenas das questões materiais. Por que não ir um pouco além e passar a limpo questões afetivas? É possível contar com a terça-feira em tempo integral para melhorar a qualidade delas. Jogue fora qualquer coisa parecida com orgulho para começar..."
É...médio...
Um tudo a ver, um nada a ver e um médio. Na média, cinco. Passaria na USP, reprovaria na Federal. E aí?
Esquece. Voltando ao texto...
Entediado. Sempre assim. E o porquê disso, descobri outro dia nas minhas andanças astrológicas internéticas. É culpa do meu anjo: Damabiah...
"O Anjo:
Este anjo favorece contra os sortilégios ou presságios negativos, ajuda na obtenção do triunfo e faz com que os empreendimentos tenham resultados úteis. Favorece as pessoas que trabalham em cidades litorâneas e as expedições marítimas para pesquisas. Influencia os marinheiros, os pilotos e todo o tipo de comércio que tem como fonte o mar.
Influência:
Quem nasce sob esta influência terá uma fortuna considerável e se destacará no meio em que vive pelas descobertas úteis. Pensa que somente poderá aprimorar-se na vida, experimentando a totalidade. Poderá ser chamado de aventureiro por viver a vida de forma profunda. Desta forma, do seu jeito, obterá a graça do seu anjo guardião. Generoso, nobre, possuidor de um espírito elevadíssimo, terá enorme possibilidade de sucesso. Adora assuntos místicos e esotéricos; com seu pensamento positivo, será capaz de quebrar qualquer tipo de feitiço, "olho gordo" ou inveja. Terá ajuda financeira para suas pesquisas, que se tornarão históricas, ou para a realização de grandes eventos. Estará mudando sempre de cidade, sem mesmo programar com antecedência, deixando que as coisas aconteçam meio de surpresa. Será uma pessoa do mundo, que entenderá a forma correta de não despender energia, mostrando que através da eterna busca do conhecimento superamos os infortúnios. Sempre respeitado, possui uma legião de fãs, aos quais influencia positivamente com sua experiência, narrando sua trajetória de vida, que geralmente é bem sucedida. Estará sempre embaraçado com casos sentimentais. Adora liberdade e não suporta os relacionamentos do tipo "prisão". Fiel aos seus ideais, jamais fará alguém sofrer por egoísmo ou tentará tirar vantagem de uma pessoa indefesa. É um "chela" (servidor) de Deus!
Profissionalmente:
Terá possibilidade de trabalhar vinculado à política ou à justiça, quando poderá exercitar seu poder de liderança. Onde existe um serviço, para cuja realização seja necessário alguém especial, será sempre lembrado e lá estará para abrir nova frente de trabalho. Aprenderá facilmente qualquer idioma e terá oportunidade de conhecer vários países.
Anjo Contrário: Domina o sadismo, a perversão, a ingratidão, o egoísmo, a grosseria, a pobreza de espírito e o descontrole emocional. A pessoa sob a influência deste anjo contrário não faz qualquer doação mesmo que tenha de sobra e quando vê alguém em apuros, mesmo tendo a ajuda a seu alcance, não socorre ninguém. Poderá ser escritor de histórias cruéis ou fazer tentativa de suicídio usando automóveis."
Alguma semelhança? Diria que 99% fiel, mas ainda não localizei onde está o 1% que não bate comigo.
I have a girl
Donna was her name
Since she left me
I've never been the same
'Cos I know
My love
Donna
Where can you be?
Where can you be?
OOOOOOh Dooona
OOOOOOh Dooona
(Ritchie Valens)
Hoje tô lançando moda, novas tendências, poderia dizer que com todo esse repertório musical estou inaugurando o Movimento Neo-Breguista ou o próprio Neo-Breguismo...
Sério...foram quase 1000 km de estrada em duas rodas em 72 horas, alguns apuros, muitas libélulas mortas na viseira do capacete, queimaduras de primeiro grau nas costas das mãos por não ter usado luvas no primeiro dia e quase um bem-te-vi no meio do peito a 150 km por hora (acho que era um sabiá, mas sei lá, só vi que a parte que quase carimbou minha jaqueta era amarela).
E apesar desse monte de abobrinhas e drafts, a cabeça voltou mais serena do que nunca. Os pensamentos cortantes acalmaram. Se não fosse sacrilégio, fundaria uma religião de motoqueiros...Como esse negócio faz bem...
A fauna e a flora foram raras nesses dias, mas quando apareciam faziam surgir nos lábios um sorriso inevitável mesmo. E assim vivi por três dias...sem rumo...sem planos...quase sem falar...aquietando a mente e a alma. Se nós conseguissemos fazer isso uma vez por semana, ainda que por poucos minutos, talvez o mundo fosse um pouco menos barulhento e injusto...
Once and for all
Now and forever
Once and for all...
(Ritchie Valens)
Nem sei porque lembrei dessa música
mas acho ela bonita...
Hora de produzir mais um excerto...
Frio. Vazio. Parado no tempo. O todo não é nada sem as partes, mas a união das partes não o contempla. Assim me sinto. Fragmentado. Longe sequer da sombra do que fui outrora.
Saturno anda me pregando peças com essa crise de 29 anos.
Vamos ver meu horóscopo hoje:
"Mesmo sendo um tipo super terrestre, você tem o direito de praticar seus loops e borboleteios, fazendo de conta que não é assim tão prático e fixo ao chão. Tentar se perceber de maneira diferente é sempre produtivo, a experiência é quase como visitar um país estrangeiro onde nunca se pôs os cascos. Pode dar samba, cabritinho."
É...bem gay...mas não de todo fora...
Vamos ver de outra fonte:
"Suas esperanças aumentam hoje e não será por delírio carnavalesco! Exemplos: um contato importante salva a situação que envolve uma viagem, ou a comunicação que você precisa fazer é facilitada por alguém, e há otimismo, como pano de fundo. Intuirá a pessoa certa a quem indagar. Amor em alta."
Sei lá...acho que nada a ver...
Mais um:
"É bem provável que você termine o mês fazendo um balanço apenas das questões materiais. Por que não ir um pouco além e passar a limpo questões afetivas? É possível contar com a terça-feira em tempo integral para melhorar a qualidade delas. Jogue fora qualquer coisa parecida com orgulho para começar..."
É...médio...
Um tudo a ver, um nada a ver e um médio. Na média, cinco. Passaria na USP, reprovaria na Federal. E aí?
Esquece. Voltando ao texto...
Entediado. Sempre assim. E o porquê disso, descobri outro dia nas minhas andanças astrológicas internéticas. É culpa do meu anjo: Damabiah...
"O Anjo:
Este anjo favorece contra os sortilégios ou presságios negativos, ajuda na obtenção do triunfo e faz com que os empreendimentos tenham resultados úteis. Favorece as pessoas que trabalham em cidades litorâneas e as expedições marítimas para pesquisas. Influencia os marinheiros, os pilotos e todo o tipo de comércio que tem como fonte o mar.
Influência:
Quem nasce sob esta influência terá uma fortuna considerável e se destacará no meio em que vive pelas descobertas úteis. Pensa que somente poderá aprimorar-se na vida, experimentando a totalidade. Poderá ser chamado de aventureiro por viver a vida de forma profunda. Desta forma, do seu jeito, obterá a graça do seu anjo guardião. Generoso, nobre, possuidor de um espírito elevadíssimo, terá enorme possibilidade de sucesso. Adora assuntos místicos e esotéricos; com seu pensamento positivo, será capaz de quebrar qualquer tipo de feitiço, "olho gordo" ou inveja. Terá ajuda financeira para suas pesquisas, que se tornarão históricas, ou para a realização de grandes eventos. Estará mudando sempre de cidade, sem mesmo programar com antecedência, deixando que as coisas aconteçam meio de surpresa. Será uma pessoa do mundo, que entenderá a forma correta de não despender energia, mostrando que através da eterna busca do conhecimento superamos os infortúnios. Sempre respeitado, possui uma legião de fãs, aos quais influencia positivamente com sua experiência, narrando sua trajetória de vida, que geralmente é bem sucedida. Estará sempre embaraçado com casos sentimentais. Adora liberdade e não suporta os relacionamentos do tipo "prisão". Fiel aos seus ideais, jamais fará alguém sofrer por egoísmo ou tentará tirar vantagem de uma pessoa indefesa. É um "chela" (servidor) de Deus!
Profissionalmente:
Terá possibilidade de trabalhar vinculado à política ou à justiça, quando poderá exercitar seu poder de liderança. Onde existe um serviço, para cuja realização seja necessário alguém especial, será sempre lembrado e lá estará para abrir nova frente de trabalho. Aprenderá facilmente qualquer idioma e terá oportunidade de conhecer vários países.
Anjo Contrário: Domina o sadismo, a perversão, a ingratidão, o egoísmo, a grosseria, a pobreza de espírito e o descontrole emocional. A pessoa sob a influência deste anjo contrário não faz qualquer doação mesmo que tenha de sobra e quando vê alguém em apuros, mesmo tendo a ajuda a seu alcance, não socorre ninguém. Poderá ser escritor de histórias cruéis ou fazer tentativa de suicídio usando automóveis."
Alguma semelhança? Diria que 99% fiel, mas ainda não localizei onde está o 1% que não bate comigo.
I have a girl
Donna was her name
Since she left me
I've never been the same
'Cos I know
My love
Donna
Where can you be?
Where can you be?
OOOOOOh Dooona
OOOOOOh Dooona
(Ritchie Valens)
Hoje tô lançando moda, novas tendências, poderia dizer que com todo esse repertório musical estou inaugurando o Movimento Neo-Breguista ou o próprio Neo-Breguismo...
Sério...foram quase 1000 km de estrada em duas rodas em 72 horas, alguns apuros, muitas libélulas mortas na viseira do capacete, queimaduras de primeiro grau nas costas das mãos por não ter usado luvas no primeiro dia e quase um bem-te-vi no meio do peito a 150 km por hora (acho que era um sabiá, mas sei lá, só vi que a parte que quase carimbou minha jaqueta era amarela).
E apesar desse monte de abobrinhas e drafts, a cabeça voltou mais serena do que nunca. Os pensamentos cortantes acalmaram. Se não fosse sacrilégio, fundaria uma religião de motoqueiros...Como esse negócio faz bem...
A fauna e a flora foram raras nesses dias, mas quando apareciam faziam surgir nos lábios um sorriso inevitável mesmo. E assim vivi por três dias...sem rumo...sem planos...quase sem falar...aquietando a mente e a alma. Se nós conseguissemos fazer isso uma vez por semana, ainda que por poucos minutos, talvez o mundo fosse um pouco menos barulhento e injusto...
Dívida para com o Rush (o que me passa na cabeça)
BRAVADO (RUSH)
If we burn our wings
Flying too close to the sun
If the moment of glory
Is over before it's begun
If the dream is won
Though everything is lost
We will pay the price,
But we will not count the cost
When the dust has cleared
And victory denied
A summit too lofty
A river a little too wide
If we keep our pride
Though paradise is lost
We will pay the price,
But we will not count the cost
And if the music stops
There's only the sound of the rain
All the hope and glory
All the sacrifice in vain
If love remains
Though everything is lost
We will pay the price,
But we will not count the cost
If we burn our wings
Flying too close to the sun
If the moment of glory
Is over before it's begun
If the dream is won
Though everything is lost
We will pay the price,
But we will not count the cost
When the dust has cleared
And victory denied
A summit too lofty
A river a little too wide
If we keep our pride
Though paradise is lost
We will pay the price,
But we will not count the cost
And if the music stops
There's only the sound of the rain
All the hope and glory
All the sacrifice in vain
If love remains
Though everything is lost
We will pay the price,
But we will not count the cost
Quero um pescoço bão de serviço!
Em qualquer rua de qualquer cidade
Em qualquer praça de qualquer país
Levo meu canto puro e verdadeiro
Eu quero que o mundo inteiro se sinta feliz...
A cabeça foi pra lá e voltou
E o corpo ainda continuou aqui
Até ontem foi ao contrário:
o corpo foi
E a cabeça, essa coitada ficou...
Mas deu uma saidinha de vez em quando
Preciso de um pescoço bão
Que consiga manter a cabeça e o corpo juntos, num só lugar
Talvez por isso não venha sentindo medo de perder a cabeça
Mesmo porque até o corpo não sei por onde anda
E nem por onde vai andar...
You were the chosen one!
You were supposed to bring balance to the force, not leave it in darkness!
Em qualquer praça de qualquer país
Levo meu canto puro e verdadeiro
Eu quero que o mundo inteiro se sinta feliz...
A cabeça foi pra lá e voltou
E o corpo ainda continuou aqui
Até ontem foi ao contrário:
o corpo foi
E a cabeça, essa coitada ficou...
Mas deu uma saidinha de vez em quando
Preciso de um pescoço bão
Que consiga manter a cabeça e o corpo juntos, num só lugar
Talvez por isso não venha sentindo medo de perder a cabeça
Mesmo porque até o corpo não sei por onde anda
E nem por onde vai andar...
You were the chosen one!
You were supposed to bring balance to the force, not leave it in darkness!
Defumando ou fumando?
Acho que fumei muito incenso
O mouse se mexe sozinho
Já o teclado, não
Esse demanda...
Livre leve e solto
Segura os feriados
Segura as férias
Segura o Brasil
Vai ser pouco
Amanhã, vou tratar bem aquela que me mantém vivo
Que dá ritmo à minha vida
A Brutona precisa de um banho
Vamos dar uma olhada geral...
Superficial?!
Não quero mais do que isso pro meu feriado de Carnaval
Marchinhas de terceira idade
Dois dedos pra cima
E sonhar com uma loira, daquelas bem geladas mesmo
Que te travam os sentidos
Quer na cama...quer não...
O mouse se mexe sozinho
Já o teclado, não
Esse demanda...
Livre leve e solto
Segura os feriados
Segura as férias
Segura o Brasil
Vai ser pouco
Amanhã, vou tratar bem aquela que me mantém vivo
Que dá ritmo à minha vida
A Brutona precisa de um banho
Vamos dar uma olhada geral...
Superficial?!
Não quero mais do que isso pro meu feriado de Carnaval
Marchinhas de terceira idade
Dois dedos pra cima
E sonhar com uma loira, daquelas bem geladas mesmo
Que te travam os sentidos
Quer na cama...quer não...
O rolo rolante
Enrolando enrolo o rolo
De rolar rolando o ralo
As idéias se esvaindo pelas bordas
E o desenrolar quem vai contar?
De rolo em rolo
vou enrolando a vida
E de enrolado já chega eu
Se rolar fosse algo que rolasse
Por que enrolaríamos para desenrolar?
De rolar rolando o ralo
As idéias se esvaindo pelas bordas
E o desenrolar quem vai contar?
De rolo em rolo
vou enrolando a vida
E de enrolado já chega eu
Se rolar fosse algo que rolasse
Por que enrolaríamos para desenrolar?
Chá comigo!
Não quero acordar
Me deixa dormir
Não quero acordar
Quero sonhar
Até pra não perceber
Que a realidade em volta
Não é surreal
Um gnomo me coça o pé enquanto escrevo
Um leprechaum me oferece um trago de algo que já fumei mas não me lembro o que é...
E a nuvem de fumaça se desfaz e deixa transparecer os cogumelos boiando na panela ao fogo
Vai um chazito aí?
Me deixa dormir
Não quero acordar
Quero sonhar
Até pra não perceber
Que a realidade em volta
Não é surreal
Um gnomo me coça o pé enquanto escrevo
Um leprechaum me oferece um trago de algo que já fumei mas não me lembro o que é...
E a nuvem de fumaça se desfaz e deixa transparecer os cogumelos boiando na panela ao fogo
Vai um chazito aí?
Asfalto e a terra dos sonhos
Não precisa de dinheiro pra se ouvir meu canto
Eu sou Canário do Reino e canto em qualquer lugar...
Passei por terras de OVNIs
Depois por outras de Gnomos e Duendes
Segui viagem e acabei em territórios onde a sociedade
se resume a manos e terceira idade
Continuei por terrenos férteis
por onde vivi dois anos
A casa em que morei continua lá, mas quase não lembra mais a minha
A minha rua também não parecia mais a mesma
Talvez porque nunca foram minhas
Talvez porque só existiram em minha imaginação
Vi meu ex-colégio: terceira e quarta-séries
As freiras gritando que o recreio tinha acabado
E eu não querendo parar de jogar bola
Nem eu, nem o Leonardo e nem o Paulinho-Boca-de-Leão
A casa do Pajé do lado do Fórum
E o campo de futebol do lado do Aeroclube
Mas que Aeroclube?
Que campo?
Ah! O doce veneno do saudosismo...
Eu sou Canário do Reino e canto em qualquer lugar...
Passei por terras de OVNIs
Depois por outras de Gnomos e Duendes
Segui viagem e acabei em territórios onde a sociedade
se resume a manos e terceira idade
Continuei por terrenos férteis
por onde vivi dois anos
A casa em que morei continua lá, mas quase não lembra mais a minha
A minha rua também não parecia mais a mesma
Talvez porque nunca foram minhas
Talvez porque só existiram em minha imaginação
Vi meu ex-colégio: terceira e quarta-séries
As freiras gritando que o recreio tinha acabado
E eu não querendo parar de jogar bola
Nem eu, nem o Leonardo e nem o Paulinho-Boca-de-Leão
A casa do Pajé do lado do Fórum
E o campo de futebol do lado do Aeroclube
Mas que Aeroclube?
Que campo?
Ah! O doce veneno do saudosismo...
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Yin e Yang (ou Vader e Obi-Wan) ou o velho embate interno do bem contra o mal
Precisei me perder para me encontrar
Sempre que vou pra esse tipo de viagem, não volto
Pelo menos não o mesmo
Era tudo que precisava
Tempo pra pôr a cabeça no lugar
Pensar sobre algumas coisas
A casa em ordem
Descobri que o Lado Negro reside em mim
Assim como em todas as pessoas
Ninguém é 100% positivo ou negativo o tempo todo
E também descobri que ele nunca vai me dominar
Porque sou filho da Luz
E como tal, sou dono do meu destino
Apesar de ele ser parte de mim
Esse sou eu
Quem eu nunca devia ter deixado de ser
Nasci para correr o mundo
Nasci sem o estereótipo de bom moço
Nasci com espírito tribalista
E sempre tive a liberdade como aquela irmã que se rejeita
Mas que não se consegue viver sem...
Fui
Outro voltou
Chega de devaneios
A vida não é para isso
Pés no chão
2006 tá só começando
Tenho o mundo pra conquistar
Tenho o planeta pra percorrer
Sentir todas as sensações existentes
Estar em todos os lugares
Ser todos
Ser tudo
Chega de pensar
É hora de sentir, de ser
De fazer a diferença
Se quiseres me acompanhar, vou adorar
Se não, vou do mesmo jeito...
Sempre que vou pra esse tipo de viagem, não volto
Pelo menos não o mesmo
Era tudo que precisava
Tempo pra pôr a cabeça no lugar
Pensar sobre algumas coisas
A casa em ordem
Descobri que o Lado Negro reside em mim
Assim como em todas as pessoas
Ninguém é 100% positivo ou negativo o tempo todo
E também descobri que ele nunca vai me dominar
Porque sou filho da Luz
E como tal, sou dono do meu destino
Apesar de ele ser parte de mim
Esse sou eu
Quem eu nunca devia ter deixado de ser
Nasci para correr o mundo
Nasci sem o estereótipo de bom moço
Nasci com espírito tribalista
E sempre tive a liberdade como aquela irmã que se rejeita
Mas que não se consegue viver sem...
Fui
Outro voltou
Chega de devaneios
A vida não é para isso
Pés no chão
2006 tá só começando
Tenho o mundo pra conquistar
Tenho o planeta pra percorrer
Sentir todas as sensações existentes
Estar em todos os lugares
Ser todos
Ser tudo
Chega de pensar
É hora de sentir, de ser
De fazer a diferença
Se quiseres me acompanhar, vou adorar
Se não, vou do mesmo jeito...
sábado, fevereiro 25, 2006
Comentário delicado...

Vestido de preto
Hoje quero que toda a humanidade vá para o inferno
Que porra de mundo é esse, onde tem gente passando fome, dormindo na rua, passando todo tipo de necessidade, e onde tudo que nós fazemos, mesquinhos de uma classe média inexpressiva em seu máximo grau de egoísmo, é sentarmos em nossas poltronas, do alto de nossos castelos de insegurança em formatos de lares hipócritas e falsos, para contemplar e lamentar uma situação sobre a qual nada podemos fazer!?
Pra puta que pariu com tudo! Sinto-me frustrado! Sou um inútil dentro da grande massa legião de inúteis! Ninguém merece respirar por mais tempo do que uma criança que morre de fome na miséria de um mundo corrupto e indiferente!
Beleza! É um sentimento negativo puxando outro! Adoro quando isso acontece! Me tira a obrigação de fazer o papel de bom-samaritano. O mocinho foi hibernar e sinceramente, torço pra que não volte mais! O bandido voltou pra ficar...Bandido sim, mas antes de tudo militante contra palhaçadas de todas as espécies.
E viva o Carnaval! Mesmo porque tudo é morte no outros 360 dias do ano...
Atordoado
Um sonho?
Conseguir esvaziar a mente
De 1001 idéias cortantes que invadem a cabeça
E que lá ficam hospedadas
Atordoando
Machucando
Cansaço
Atordoamento
Perdido
Nove dias pela frente e não sei o que fazer com eles
Só não quero ficar prisioneiro da própria mente
Sinceramente, não sei o que fazer
Perdido
Atordoado
O Guia Brasil não apresentou um único refúgio
Cansado
Incapacidade de escrever algo que presta
PQP! Agora me passou pela cabeça até ir pra prisão remunerada!!!!
NEM FUDENDO!!!!!
Não sei o quero da vida, mas com certeza sei o que não quero!
Bom, comecemos pelo começo:
Hoje São Paulo, pra trocar quatro rodas por duas
Amanhã vou deixar o vento me levar...
E sinceramente...não quero voltar...
Pelo menos não pra esse redemoinho de emoções negativas
do caralho
Essa viagem pode me salvar a vida
Assim como tirá-la de mim
E nesse caso, o risco é vida
E ficar parado é admitir que já se está morto
Antes de parar de respirar
Draft, prepara as orelhas:
tenho mais algumas coisas pra dizer...
Conseguir esvaziar a mente
De 1001 idéias cortantes que invadem a cabeça
E que lá ficam hospedadas
Atordoando
Machucando
Cansaço
Atordoamento
Perdido
Nove dias pela frente e não sei o que fazer com eles
Só não quero ficar prisioneiro da própria mente
Sinceramente, não sei o que fazer
Perdido
Atordoado
O Guia Brasil não apresentou um único refúgio
Cansado
Incapacidade de escrever algo que presta
PQP! Agora me passou pela cabeça até ir pra prisão remunerada!!!!
NEM FUDENDO!!!!!
Não sei o quero da vida, mas com certeza sei o que não quero!
Bom, comecemos pelo começo:
Hoje São Paulo, pra trocar quatro rodas por duas
Amanhã vou deixar o vento me levar...
E sinceramente...não quero voltar...
Pelo menos não pra esse redemoinho de emoções negativas
do caralho
Essa viagem pode me salvar a vida
Assim como tirá-la de mim
E nesse caso, o risco é vida
E ficar parado é admitir que já se está morto
Antes de parar de respirar
Draft, prepara as orelhas:
tenho mais algumas coisas pra dizer...
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
U2
Aquilo não foi um show
Não foi um evento de marketing
Não eram quatro caras tocando instrumentos
Não eram notas e melodias soltas ao vento
Foi algo surreal
Um todo harmônico, perfeito
Uma celebração à vida
Explosão de emoções em formas de vozes, notas musicais e luzes
Foi calor humano
Emoção
Vida...
Foi um coro de mais de 70 mil pessoas em estado de êxtase
Foi algo muito raro de acontecer
E por isso foi tão especial
Momento único na vida
A trilha sonora real da vida de cada um que estava no Estádio do Morumbi
E a comemoração de tudo ao mesmo tempo
Quem achou que foi o mesmo que no video devia ter ficado em casa
Pois o morto-vivo não percebeu que a vida lhe passou diante dos olhos
U2 U2 U2 U2!!!!!!!! Uhu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não foi um evento de marketing
Não eram quatro caras tocando instrumentos
Não eram notas e melodias soltas ao vento
Foi algo surreal
Um todo harmônico, perfeito
Uma celebração à vida
Explosão de emoções em formas de vozes, notas musicais e luzes
Foi calor humano
Emoção
Vida...
Foi um coro de mais de 70 mil pessoas em estado de êxtase
Foi algo muito raro de acontecer
E por isso foi tão especial
Momento único na vida
A trilha sonora real da vida de cada um que estava no Estádio do Morumbi
E a comemoração de tudo ao mesmo tempo
Quem achou que foi o mesmo que no video devia ter ficado em casa
Pois o morto-vivo não percebeu que a vida lhe passou diante dos olhos
U2 U2 U2 U2!!!!!!!! Uhu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
Back in the High Life Again (Steve Winwood)
It used to seem to me
That my life ran on too fast
And I had to take it slowly
Just to make the good parts last
But when you're born to run
It's so hard to just slow down
So don't be surprised to see me
Back in that bright part of town
I'll be back in the high life again
All the doors I closed one time will open up again
I'll be back in the high life again
All the eyes that watched me once will smile and take me in
And I'll drink and dance with one hand free
Let the world back into me
And on I'll be a sight to see
Back in the high life again
You used to be the best
To make life be life to me
And I hope that you're still out there
And you're like you used to be
We'll have ourselves a time
And we'll dance 'til the morning sun
And we'll let the good times come in
And we won't stop 'til we're done
We'll be back in the high life again
All the doors I closed one time will open up again
We'll be back in the high life again
All the eyes that watched us once will smile and take us in
And we'll drink and dance with one hand free
And have the world so easily
And oh we'll be a sight to see
Back in the high life again
We'll be back in the high life again
All the doors I closed one time will open up again
We'll be back in the high life again
All the eyes that watched us once will smile and take us in
And we'll drink and dance with one hand free
And have the world so easily
And oh we'll be a sight to see
Back in the high life again
That my life ran on too fast
And I had to take it slowly
Just to make the good parts last
But when you're born to run
It's so hard to just slow down
So don't be surprised to see me
Back in that bright part of town
I'll be back in the high life again
All the doors I closed one time will open up again
I'll be back in the high life again
All the eyes that watched me once will smile and take me in
And I'll drink and dance with one hand free
Let the world back into me
And on I'll be a sight to see
Back in the high life again
You used to be the best
To make life be life to me
And I hope that you're still out there
And you're like you used to be
We'll have ourselves a time
And we'll dance 'til the morning sun
And we'll let the good times come in
And we won't stop 'til we're done
We'll be back in the high life again
All the doors I closed one time will open up again
We'll be back in the high life again
All the eyes that watched us once will smile and take us in
And we'll drink and dance with one hand free
And have the world so easily
And oh we'll be a sight to see
Back in the high life again
We'll be back in the high life again
All the doors I closed one time will open up again
We'll be back in the high life again
All the eyes that watched us once will smile and take us in
And we'll drink and dance with one hand free
And have the world so easily
And oh we'll be a sight to see
Back in the high life again
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