terça-feira, novembro 29, 2005

No mínimo, polêmico (pra não dizer sacanagem mesmo!)

http://noticias.uol.com.br/ultnot/brasil/2005/11/29/ult2041u143.jhtm

29/11/2005 - 17h49

CPI aprova relatório que classifica ocupação de terras como "ato terrorista"

Da Redação

Em São Paulo

A CPI da Terra aprovou por 12 votos a um o relatório alternativo do deputado Abelardo Lupion (PFL-PR) que classifica a ocupação de terras como "ato terrorista". Antes, por 13 votos a 8, a CPI rejeitou o documento do relator, deputado João Alfredo (PSOL-CE).Lupion afirmou que "o setor produtivo não aguenta mais ser desrespeitado". Para ele, o relatório do deputado João Alfredo ameaçava o direito de propriedade da terra. Alfredo afirmava que a causa dos conflitos no campo é a falta de reforma agrária."Não podíamos fazer acordo ou negociar os nossos princípios", afirma Lupion. Ele classificou como "covardia" a saída do deputado João Alfredo da sessão. Em seu relatório paralelo, que foi aprovado, Lupion sugere a aprovação de um projeto de lei que transforma em crime hediondo o saque ou invasão de propriedade privada.O relatório sugere uma reestruturação para fortalecer o Banco da Terra - que realiza o financiamento para que os trabalhadores rurais comprem a terra. O texto também pede o indiciamento de oito pessoas. Entre elas, os cinco coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stélide, João Paulo Rodrigues, José Rainha, Jaime Amorim e Gilmar Mauro.São pedidos também o indiciamento de dois diretores da Associação Nacional de Coooperativas Agrícolas (Anca) e um diretor da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab).O relatório também pede que o Tribunal de Contas da União (TCU) suspenda o repasse de recursos para Anca, Concrab e Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária (Iterra). As três organizações se apresentam como entidades parceiras do MST. O texto retira o pedido, que havia sido feito pelo relator, de indiciamento do presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio Garcia.Três destaques apresentados pela senadora Heloísa Helena serão avaliados agora. Ela sugere que sejam retiradas do parecer as recomendações relacionadas à suspensão de repasses de recursos federais para atividades desenvolvidas por trabalhadores rurais. Também sugere que sejam retiradas do texto as sugestões dos dois projetos de lei.Os parlamentares que votaram contra o relatório do deputado João Alfredo afirmaram que o texto é contra o direito à propriedade da terra. O relatório pedia o fortalecimento de órgãos como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para permitir a promoção dessa reforma. "A rejeição de nosso relatório é uma prova de que o que há de mais conservador e reacionário no país está muito bem representado no Congresso Nacional", afirmou João Alfredo.

Com informações da Agência Brasil

segunda-feira, novembro 28, 2005

Mais uma cena urbana...insulfilme repetido...

Voltando da USP
Farol baixo
Quebrado
Mas ainda tem espaço e olho para a vista crítica
Para a indignação

Vi mais um menino
daqueles com bolinhas de tênis
fazendo malabares no farol
Nada de especial nele
mas o olhar era igual o de todos os outros
que vejo quase que diariamente
Se esforçando ao máximo
Buscando seu melhor dentro de seus limites
em troca de umas migalhas
advindas por detrás de vidros fumês
fechados
de carros egoístas
Insulfilme de vergonha...
Mais uma vez senti-me envergonhado
Passivo
E egoísta
Mesmo que tivesse esvaziado a carteira
na mão da criança
Ainda assim não resolveria
Nem para ele
E muito menos pra mim
Hoje ele estaria bem
Amanhã, de volta aos malabares
E eu continuaria me sentindo o pior dos piores
Será que todos têm essa sensação?
Há futuro sem presente?
Acho que sei a resposta
Todos sabem
Só tem vergonha ou estão acomodados demais para dizer
A miséria dele só perde para o meu senso de impotência
diante de algo que parece ser inevitável

E enquanto eu escrevo
Palavras palavras e mais palavras...
O meio injusto vai ceifando vidas
E fez mais uma vítima, numa maca de hospital público
precário
Sem atendimento
Sem voz
Mais uma criança cara!
Mas isso acontece todo segundo, não é mesmo?
Conformismo? O oitavo pecado capital...
Não é isso que quero ser
Não é esse o mundo que quero
O Potlatch chega em seu ponto extremo todos os dias
O Renascimento é inevitável
É só uma questão de tempo
Pra tocar um phoda-se nessa vida medíocre
E entrar de cabeça nas coisas que realmente importam
Enquanto isso, alimento minha mediocridade
Dando mais uma moedinha para a cara da fome
pela fresta do vidro do carro...

domingo, novembro 27, 2005

Filho do vento

110...130...160...
Filho do vento
Trovão ensurdecedor
Pensamentos vão
e quando voltam
o olho está no asfalto

Amigos que se foram
Amigos que ficam e que vão
Sempre ficam entretanto
Sempre amigos

Risadas
Lembranças
Todo mundo bem
Isso é muito bom
No bem bom
Assim quero a vida:
sorrisos, vento e trovão
E sempre bola pra frente

Egoísmo egocêntrico à prova

As palavras que me rotulam
são as mesmas que me engrandecem
empregadas em situações diferentes
em momentos diversos
por vezes por uma mesma pessoa
Egoísta? Egocêntrico?
Será que há muita diferença entre uma e outra?
Meu auto-julgamento ultimamente anda muito severo
Prefiro não pensar nessas categorias agora
Entretanto sou movido por desafios
E se causei essa impressão
ainda que as considere completamente errôneas a meu respeito
Ganhei o objetivo de provar quem de fato sou
O que de fato valorizo
O que quero
E tenho tanta certeza de quem sou
Que sei que o jogo - jogo mesmo - já está ganho
De um jeito ou de outro
Não o faço por ninguém
Além de mim mesmo
Essa é a única pitada de egocentrismo
que me permito desenvolver
mesmo porque justifica um bem maior.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Que não é o que não pode ser que não é

Somos a lente que vê o mundo
como gostariamos que ele fosse...
Mas nunca o enxergamos de fato
Porque toda lente
Assim como todo prisma
Distorce
Disassocia...

Tentamos juntar os pedaços da realidade
Como se montássemos as peças
de muitos quebra-cabeças
misturadas entre si
Num todo único
Idealmente holístico
Mas sempre falta uma peça
Sobra um buraco
Fica uma rebarba
E o caleidoscópio da vida
Nunca se fecha numa forma
geométrica única, perfeita
Mas sempre continuamos tentando...

quarta-feira, novembro 23, 2005

Discurso de um bêbado sóbrio (Produção 95 come @#$% e dá pancada!)

O ser humano rumina mais do que as vacas quando se propõe a pensar sobre a vida e o sentido das coisas...mmmmmmmmmm...Aqui jaz um caderno de anotações morto pela sinceridade sufocante de algo que pudesse ter sido mas não foi, de um momento parado no tempo.

Os sons invadem o ambiente de meu cérebro limitado por paredes invisíveis, sufocantes. Limites, é do que falo aqui, é do que tentamos nos livrar, é o desafio que justifica a busca por todos os objetivos e esperanças que voam ao bel prazer nos ventos espalhados pelos mais diversos confins do mundo.

Você tá lembrado?! Cê tá lembrado?! Eu, você e minha filha Rachelzinha levando aquele caminhão betoneira de porco lá pro Mato Grosso? Tá lembrado?! O caminhão atolou na lama. Eu e você descemos pra empurrar. Você tá lembrado? Rachelzinha gritando: Papai! Papai! Você puxou um revólver, você queria me matar! Nós rolamos na lama...você queria me afogar na lama! Você tá lembrado?! Eu não esqueço não!
No dia seguinte você me aparece no alpendre da porta de casa...toc toc toc...com a maior cara de pau, fingindo que nada aconteceu. Você tá lembrado!? Eu não esqueço não...

Salve Diretoria 95! Saudades de vocês, seus viados! Esse fim de semana vai ser ducaralho! Abraços, meus amigos!

terça-feira, novembro 22, 2005

Despertar em meio à paisagem urbana

A vida passando diante dos olhos
De um miserável morador de rua
O barulho da condução o agride
A fumaça do escape como que 1001 cigarros
Guela abaixo, forçado
Tragado sem intenção
E aquela capa humana
Maltrapilha
não se incomoda
Nem sabe o que é isso
Como se alguma vez o soubesse
Ou não se lembra mais que é ser humano
É um bicho
É tudo que sobrou
De mais um potencial nessa sociedade hipócrita
Falsa
Injusta
A paisagem urbana é triste
É um tapa na cara daqueles que se importam
É um desafio constante
Conseguir colocar a cara pra fora de casa
E ver que o nosso mundinho artificial
é falso
é medíocre
fútil...

E que o fundo do poço, quando não é a repugnante indiferença
é a sensação de impotência

Não quero acordar um dia
no fim do meu tempo na Terra
e achar que não fiz nada na vida
que tenha valido um minuto em estar vivo
Não para mim
Para alguém, para algo menos evanescente
do que uma vida voltada pra individualidade

E assim quero as coisas
E assim quero que sejam
Porque sou muito mais do que esse corpo
Sou além sem me sentir o tal
Sou transcedental
Assim como qualquer outro
Ainda que muitos não tenham despertado
Cansei de ler livros
Cansei de botar a bunda em cadeiras de salas de aula
Estou farto de conhecimento burocrático
Já estudei o suficiente por 10 vidas
Agora tá na hora de fazer algo prático
A diferença
Pra isso estamos aqui...

Nada como uma boa crise
Ou uma paisagem urbana deprimente
que, como uma foto
de um preto e branco triste
se fixa em nossas mentes
poluem os nossos sentidos
que, como um tapa na cara,
nos faz acordar...
Pedala Robinho!

segunda-feira, novembro 21, 2005

Ele aprendeu a beber, parou de ler, deixou o cabelo crescer...e decidiu apenas viver...

Sinto que estou mais vivo que qualquer um
porque nesses últimos tempos não quis ler nenhum livro
Não que a falta de leitura seja algo bom
Mas é que não quis viver a vida de ninguém
nem compartilhar as idéias de desconhecidos...

Estou curtindo tanto meus amigos
meus próximos
meus momentos
minhas conquistas
meus sonhos
e minha realidade
que não tenho tempo a perder
com sonhos emprestados de terceiros...

Também não nego que cheguei a uma brilhante conclusão
Álcool guela abaixo
quando não em excesso e nem sendo um vício
é algo extremamente positivo...
A maior parte dos momentos mais felizes da minha vida
minhas melhores histórias
tiveram como pano de fundo um humor entorpecidamente alegre

Amizades foram feitas
Amores vividos
Experiências trocadas
E beijos...

Por isso, ando gastando o dinheiro de livros e revistas
em cerveja...
Não me condene, você que me lê
Estou simplesmente entorpecido pela vida
Overdose de experiências marcantes, únicas
Por isso, tenho tomado poemas etílicos em tulipas de 300 ml
pelos botecos da vida
E agora vivo assim...
Sorrindo
Alegre...

sábado, novembro 19, 2005

Vazio numa sexta trash

Lágrimas...
Às vezes queria que elas corressem pela face
Só para poder sentir um certo alívio
do vazio que em dados momentos nos assola a alma.

Mas ultimamente me sinto um poço seco
Queria poder dizer que já chorei rios
e que, por isso, não consigo mais chorar
Mas não é verdade...

Música vagabunda
Uma long neck a mais na cabeça duma pomba-gira
já tresloucada qualquer...
Um cigarro...
Do natural? NÃO!
Marlboro Lights...
Palavras arrogantes e uma baforada de falsidade
na cara da prepotência
Vazia...de conteúdo, de propósitos...
Uma prostituta não teria me causado tanto asco...
Pois elas ao menos são pagas para serem falsas
Enquanto outras o fazem por puro prazer...

Novamente, salvo pelos amigos
Beleza! 2007 tá aí...
Planos mil
A mil
E a brutona lá embaixo me esperando
(tá bão...já parei de falar dela...)

Terapia sobre duas rodas

Tenho medo de ficar repetitivo
De não ser original
Mas mesmo correndo esse risco
vou escrever da brutona mais uma vez...

E, por ser a última,
que seja sincera
e que eu consiga transmitir tudo que ela me passa
Como ela me influencia...

Quando estamos a 160
Somos um só
Mesmo porque qualquer erro
por menor que seja
nessa velocidade
é provavelmente o último dos dois...
Então ela cuida de mim
e eu cuido dela
Como irmãos
Como velhos amigos
Como amantes fiéis
Para que sejamos perfeitos
Mesmo com o deslize dos outros
E também com imprevistos

É claro que há um risco
Mas há o prazer infinitamente mais elevado

A aceleração
O corpo em repouso num instante anterior
Lançado para a frente
Como um coice
Como numa catapulta
O vento que te beija
Abraça
Envolve
Que te faz sentir vivo
O barulho de trovão nas orelhas...
O deleite de estar ali naquele momento
quando não se consegue pensar em mais nada...
Pura meditação...
E a sensação de potência sob controle
poder...

E temos o mundo diante de nós
Somos donos de nosso destino
Não estamos fechados dentro de um carro
Com ar condicionado
Imaginando as sensações externas
Estamos ali
Em contato com tudo
Cheiros...calor...
Somos parte de um todo que nos envolve
Que está acima de nós...
E vislumbramos num relance todo o prazer
de uma vida de possibilidades...

Só quem já acelerou uma potranca em duas rodas
Sabe isso sem precisar dizer...
Não é preciso mais nada...
E o mundo todo a nós pertence...

quarta-feira, novembro 16, 2005

Fim de feriadão...preguiça...e a brutona dando coice...

O feriadão...
Bão, o que eu posso dizer?
O feriadão teve bão
Como diria o povo de São Carlos
Essa mulher é doida!

Agora aqui...quebrado...sujo...
Com uma baita preguiça que só perde pra fome
(ainda sem almoço)

E a brutona...
Embreagem durona
Motor muito potente
Acelerador sensível
Tô com dor no corpo inteiro de tentar domá-la
Ela até que deu uns coices
Mas no fim já tinha virado minha amiga
E segura ela, sexta, na estrada...
Hehehe...

segunda-feira, novembro 14, 2005

Poemas ébrios em Paraty III (Retirante)

E...
Depois de uma exaustiva
caminhada de um dia inteiro
Debaixo de um sol escaldante
Acompanhado apenas
de um inimigo vazio na barriga
E de meu cachorro,
reflexo de uma sombra
de carne e osso
Mal visto
Mal formado
Mal vivo
Avistei meu oásis
A salvação de minh'alma
Veio por detrás da caatinga
Uma rosa linda
No meio de espinhos secos
E...
O sertão se metamorfoseou
Em mata rica
Frutas...bichos
Rio caudaloso
Corrente
Vida...
A seiva bruta me serve de alimento
A natureza
E um beijo...
O sonho não mais existe
Virou realidade
O sol escaldante virou lua...
E ela sorri...

Poemas ébrios em Paraty II

Uma porção de aipim (vulgo mandioca)
mais difícil de encontrar do que o próprio
sentido da vida...

Algumas longnecks, bottlenecks na cabeça
MPB no violão
E o ar século XVII de Paraty
Sorrisos
Palavras ditas
Palavras sinceras
Palavras guardadas...

"E a partir do momento que você sentou nessa mesa,
meu copo passou a ser seu,
seu copo passou a ser meu...
Eu passei a ser você
e você passou a ser eu
E não se fala mais nisso..."

Sóbrio demais...rola mais uma cerveja...

domingo, novembro 13, 2005

Poemas ébrios em Paraty

Luzes...
Pontos luminosos ao longe
Tão distantes e incógnitos
como alguns de nossos pensamentos
evanescentes
Distantes...
Mas presentes
Mostram-se
sem vergonha, sem pudor
E no fundo representam
o que somos...
O que o véu da realidade tenta esconder...
Pontos inter-relacionados, ligados
A parte responde pelo todo
E-dita o que somos
Algo entre a insalubridade individual
e a parte pequena do todo coletivo...

Preciso de mais uma cerveja...

sexta-feira, novembro 11, 2005

O que não foi, mas poderia ter sido...

Trêmulo
O que não foi, mas poderia ter sido
Me corrói...
O fogo veio, mas agora queima
Dói insuportavelmente
Vítima dos próprios sentimentos
Dos próprios sonhos...

Tudo bem
Acho que nessa vida
Precisamos perder alguns sonhos
para retomar outros
talvez mais importantes...

Vou sobreviver
disso tenho certeza...

Vou sonhar com a brutona
Essa sim nunca vai me abandonar
Ainda que o risco seja alto
É como um casamento
Cada segundo deve ser vigiado
Cuidado...

Lamento dizer
E nada poder fazer
Mas me sinto agora vazio
O selvagem ruim revive
Sou forte, mas com ele eu não posso
Nem nos meus sonhos...
Tento falar pra ele não fazer estragos como no passado
Tento falar com ele numa das 1001 línguas de anjos
que poderiam acalmá-lo
Mas ele não ouve
Não quer saber
É tarde demais...

quinta-feira, novembro 10, 2005

Você sabe que esse é pra você...

De antemão
Agradeço
Pelas palavras
Pela presença
Pela lembrança
Pelos sentimentos sinceros
Pelos dias vindouros
que anseio
que prometem
que acalmam só de pensar
que me levam ao êxtase supremo
e que se fazem mais presentes em minha mente
do que a própria realidade...

Algo novo ressurgiu
Mas como pode ser novo
E ao mesmo tempo ressurgir?
O tempo dará a resposta
E eu me calo diante do dilema
Mesmo porque, agora
Tudo que faço é pensar...
Você...

O segredo de o porquê de as coisas estarem como estão...

Vou contar um segredo...
Bem ao pé do ouvido
para os poucos que sabem entender
uma mensagem tão sutil
quanto verdadeira:

Sabe por que o mundo está do jeito que está?
O mal sempre uma cabeça de vantagem em relação ao bem?
As lentes que nos impõe categorias de realidade
tentam ofuscar a verdadeira causa primária
do esgoto em que se encontram as coisas...

E a resposta é tão simples e óbvia
Como séria e contundente:
a seriedade excessiva pra encarar a vida
corrói qualquer semente de sentimento
de compaixão...
E é isso que corrói a realidade
Por isso digo: os idiotas estão no mundo para nos fazer crescer...
E eles sem dúvida, nunca sorriem
pelo menos não sinceramente
de coração...

Saí desse lamaçal
e percebi que um simples sorriso
pode ajudar a virar o jogo...

quarta-feira, novembro 09, 2005

Minha Deusa

É incrível
Hoje me apaixonei como nunca antes
Ela me cativou assim que pus meus olhos nela
Linda
Curvas Suaves
Perfeição estética
Paixão não é o termo correto...
É AMOR mesmo!
Como pude ficar tão abalado assim que a vi
pela primeira vez?!
Amor de adolescente
Coisa de criança
Sempre a vi em revistas
Vi parecidas, mas não com aquele bronzeado...
Jurei a mim mesmo que ela seria minha
de um jeito ou de outro
sem pensar nas consequências.
E como um camafeu de ouro,
quero colocá-la numa redoma de vidro
É tudo que eu sempre quis...
Cavala...
Agora a possuo, e conto os dias para vê-la
para tomar o que é meu...

2,20 m de comprimento
165 kg
Parabrisas e bauletos Givi
E potência de 48 CV
Nunca fiquei tão apaixonado assim por outra moto...
Vem pro papai vem
Criança!

terça-feira, novembro 08, 2005

Palavras, 20 e poucos anos e minha futura brutona...

Sem poesias agora à noite: hoje é na prosa mesmo!

Por mais que me negue, que recuse a aceitar as palavras como algo expressivo em minha vida, sou obrigado a engolir o fato de que sou guiado completamente por elas. Em última instância, poderia dizer em defesa a isso que sou direcionado, se não totalmente, em grande proporção pela emoção.

Acontece, caro Curumim, que as palavras - ou até mesmo a ausência delas em horas oportunas - têm a capacidade de influir de maneira decisiva na geração de sentimentos, quer para o bem, quer para o mal. Em todas as instituições humanas, ainda é ela quem dá as cartas. Pedimos a todo momento por um bilhete num pedaço de papel, um e-mail amigo, um telefonema ao cair da noite daquela pessoa em especial. E ai quando esses sinais impressos ou fonéticos não vêm...

Vinte e poucos anos. É inacreditável como uma coisinha tão nova pode fazer tanto estrago... Melhor deixar no ar...


E pra fechar, a futura brutona (ainda nesse ano)...Preciso sentir o vento batendo no peito, o ronco rouco do motor 4 tempos e a puxada de zero a 100...Não, não é uma esportiva! Não teria uma: elas são muito urbanas! Eu gosto mesmo é de uma brutona...assim como as mulheres: comportamento e caráter fortes, mas ao menor deslize frágeis...e estamos no chão...

Voltando do ponto sem retorno

Hoje abri os olhos
E vislumbrei algo inusitado
O mundo não era mais aquele lugar cinza
como eu o vira nos últimos seis meses...

Os paradigmas se romperam
O bárbaro adormeceu
e deu lugar ao selvagem
Caçador
Desperto, alerta, pronto pra tudo
E sempre à espreita...

Mas o selvagem revivido
Não é o mesmo que outrora
habitara esse corpo em tempos passados
mais remotos
Esse é o mocinho
O bandido até quis despertar
Machucando e sofrendo,
como já tanto fizera
Mas ele sempre foi mal visto
Até por mim mesmo...

Então seja bem-vindo
Alma de boa índole
O colorido te saúda
Os sorrisos
O sol
O céu e o mar...
E, por tudo e por todos
Continue assim, eternamente
O mundo precisa de você...

segunda-feira, novembro 07, 2005

O engano de Descartes

Não é nada fácil
Enfrentar o coletivo, o social
Com essa pele débil
Tão efêmera
Tão individual
A realidade é por ser
Ou é fruto da lente das nossas sensações?
Talvez uma mescla disso
Não sei...

Fobia social
É o nome que dão para o mal do qual sofro
Complica ainda mais certas coisas
Não é que eu seja anti-social
É que às vezes me sinto mais à vontade
em meu próprio mundinho
E só Deus sabe como é duro pra mim abandoná-lo
em troca do incerto...
O mais estranho, curioso
é que só sou feliz assim
explorando os confins dos meus limites
indo até o ponto sem retorno
até a beira da beira do abismo
e só sinto a felicidade me correr
pulsante pelas veias
quando estou no limiar
no fio da navalha...

Segurança é bom
mas está longe de deixar alguém feliz...

E tem gente vivendo a vida inteira
sem saber que há décadas já está morto...

Não é o meu caso
Descartes errou
Não é "Penso, logo existo"
O mais adequado é
QUESTIONO, LOGO VIVO!

Daughter (Pearl Jam)

Alone, listless. Breakfast table in an otherwise empty room.Young girl, violence. Center of her own attention. The mother reads aloud, child tries to understand it. Tries to make her proud. The shades go down. It's in her head. Painted room. Can't deny there's something wrong.
Don't call me daughter. Not fit to. The picture kept will remind me. Don't call me daughter. Not fit to. The picture kept will remind me. Don't call me...
She holds the hand that holds her down. She will rise above. Ooh... Oh.

The shades go down. The shades go... Go... Go...

PEARL JAM NO BRASIL...E ACABO DE SABER: U2 EM FEVEREIRO!!!!! PQP!!!! OVERDOSE MUSICAL!!!!

domingo, novembro 06, 2005

Salvo pela música...

Voando alto
Cruzando uma nuvem macia como o algodão
O vento me impele a gritar de felicidade
A tempestade ficou lá embaixo
Passou...

Nada como uma voz de anjo pra te trazer de volta
À Vida
Como é bom ver que somos nossos sonhos
E que quando pensamos que eles se foram
Outros mais importantes vêm...

Músicas clássicas e Imagine de John Lennon
Melodias e palavras mágicas
Imagine all the people
Living For Today...
Morreu cedo e mesmo assim rendeu tanto
Faz tempo que desisti de contar a vida em anos
Agora a contabilizo em sorrisos
independente do tempo
Quero ser muito mais Kairos do que Chronos
É tudo que quero, porque no fim
All we are is dust in the wind...
Mais uma música me salva da falta de inspiração
que insiste em se fazer presente na minha mente...
Sei que tenho que deitar, mas não quero
Quero sonhar acordado
Quero viver sonhando
Quero viver uma vida inteira num só segundo...
Intensa...
Hey Jude...

Vai dormir!

Sem inspiração
Sem álcool
Sem...ana começando
Sem...áforo vermelho
Sem...pre preciso disso
Sem nada pra dizer...

Com petição
Com partilhamento
Com a
Com bina
Com ida
Com gás
Com...pre
Sem...pre
Presente
Blah!

Sábado Carpe Diem

Garrafa de um litro e meio de água
quase tudo pra baixo
reposição de líquidos perdidos...

Putz...que sábado maravilhoso!
Ri o dia inteiro
Como uma criança de um palhaço no circo
Cantei, toquei e celebrei músicas
como se fosse a última vez que tivesse a oportunidade
de soltar a voz...
Curti cada brother um pouco
cada um a sua maneira
E continuo movido pela paixão
Ah! A marvada da cachaça!
Minha vítima e minha algoz...
Como posso viver sem você?

Amanhã-hoje só Gatorade
E muita salada...

sexta-feira, novembro 04, 2005

Hoje

Um dia como outro qualquer...
Um sopro de vento numa vida
constantemente em dúvida
Outro momento que não conseguiu se fixar no tempo
Fugaz...

Paz
Não mais anseio
Porque agora nela estou
E sei que independente do que virar
É isso mesmo que eu quero
Sentir-me vivo pra poder escolher
A cada grão de areia que cai na ampulheta da vida.

E só isso...nada mais...

Hoje foi como um outro dia qualquer
Como todo dia deveria ser
Ele mesmo, autêntico
Sem se questionar
Nisso ele me ensina
que todos devemos passar
nada aqui é permanente
e que também não deveríamos nos questionar tanto
somente viver...
Só isso
E nada mais...

quinta-feira, novembro 03, 2005

But I know...

Baaaaby, you've got to hide
your love away

Baaaaby, you've got to hide
your love away...

I feel...

terça-feira, novembro 01, 2005

Da arrogância em em homenagem aos bocas-malditas

Um choque sempre te acorda pra vida
Apanhei de Boas, Ruth Benedict e Margareth Mead
As duas últimas mulheres-macho (sem preconceitos!)
Tudo bem...
A surra poderia ter sido pior

Mas não e por isso que vou escrever o que vou escrever
Não tenho qualquer dúvida da utilidade das ciências humanas
Muito pelo contrário
Mas sinceramente,
tem muita...
mas muita...
mas muita punhetação mental

A paciência nunca foi um dos meus pontos fortes
Hoje o saco estourou
E mais uma vez eu toco um phoda-se
A professora arrogante vomita palavras
as quais não acredito que possam fazer alguma diferença efetiva
para ajudar a melhorar um pouco as coisas

Então, pra que perder tempo com isso?
O conhecimento gerado somente para alimentar egos individuais é tão ético quanto o Projeto Manhattan
Vejo o exemplo vivo na minha frente, falando com toda a pompa
Pobre alma! Ainda não se deu conta de que seu destino final é o mesmo do que o do mais chucro dos burros...
...comida de verme...