segunda-feira, março 20, 2006

A estrada que leva e depois se afasta da dolorosa encruzilhada em meu peito

Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...
Para ter paz eu fujo de mim mesmo...

Na estrada eu fujo de mim
Me distancio dos outros
Na estrada fujo de todos

Como o diabo da água benta
Como o hipocondríaco do indicativo de epidemia
Como o preconceituoso da verdade
Como o estuprador condenado da cela coletiva

Fujo de tudo e de todos
Os pensamentos correm atrás de mim
Me julgam
Não deixam saída
Me forçam uma decisão
Não quero tomá-la
Tenho medo confesso
Confesso
Não do presente
Tenho medo do que está por vir
Medo de viver no fio da navalha
Às vezes acho que tenho medo de sorrir
Por achar de não merecer
Certo ou errado...
Não sei...
Confuso sim
Não sei o que fazer...

...mas sei de uma coisa: chega de ter medo...

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