domingo, setembro 25, 2005
Caraívas
Um dia volto pra terrinha
onde o rio abraça o mar
onde energia elétrica é coisa de gente sem imaginação
onde toda nota musical é acústica
e ressoa no coração.
Um dia me perco pra me encontrar
na terrinha
Pra com uma bermuda furada
déiz rear no borso
e uma Havaiana surrada
me sentir de novo um rei.
Saudades do cê, minha Caraívas
De seu Manuel, recém conhecido
oferecendo sua mesa e sua morada
Como o faria um velho amigo.
Do arrepio da esquadrilha da fumaça
Ao dizer que forrávamos com cerveja
pra não ter que almoçar
Da festa na oca do Xuré
E do refrão melódico resultado dela:
"E rola mais uma cerveja...E rola mais uma cerveja..."
Onde a noite é uma criança
E o forró bate forte
até o sol raiar
A minha lembrança vagueia
com os barcos dos pescadores locais
Terra de amores impossíveis
Proibidos...
Saudades do cê, minha amada Caraívas...
onde o rio abraça o mar
onde energia elétrica é coisa de gente sem imaginação
onde toda nota musical é acústica
e ressoa no coração.
Um dia me perco pra me encontrar
na terrinha
Pra com uma bermuda furada
déiz rear no borso
e uma Havaiana surrada
me sentir de novo um rei.
Saudades do cê, minha Caraívas
De seu Manuel, recém conhecido
oferecendo sua mesa e sua morada
Como o faria um velho amigo.
Do arrepio da esquadrilha da fumaça
Ao dizer que forrávamos com cerveja
pra não ter que almoçar
Da festa na oca do Xuré
E do refrão melódico resultado dela:
"E rola mais uma cerveja...E rola mais uma cerveja..."
Onde a noite é uma criança
E o forró bate forte
até o sol raiar
A minha lembrança vagueia
com os barcos dos pescadores locais
Terra de amores impossíveis
Proibidos...
Saudades do cê, minha amada Caraívas...
Explosão de emoções
A roda gira
E a regra, agora, é alegria
Nessa síndrome maníaco-depressiva
Segue a montanha-russa da vida.
O que era para ser um poema
Não consegue se transformar em poesia
Então deixo a mão escrever
Mas só nessas poucas palavras
A cabeça pensa em 1001 versos
Que nascem mortos
E a mão não fez sequer uma grafia
É isso uma explosão de emoções?
Ou serão devaneios irrealistas?
Pega a caneta e escreve
Mão boba
Buscas o domínio da situação
Ou ao menos procura algo
Em que se agarrar.
As suas crenças não te levarão ao fim do dia...
E a regra, agora, é alegria
Nessa síndrome maníaco-depressiva
Segue a montanha-russa da vida.
O que era para ser um poema
Não consegue se transformar em poesia
Então deixo a mão escrever
Mas só nessas poucas palavras
A cabeça pensa em 1001 versos
Que nascem mortos
E a mão não fez sequer uma grafia
É isso uma explosão de emoções?
Ou serão devaneios irrealistas?
Pega a caneta e escreve
Mão boba
Buscas o domínio da situação
Ou ao menos procura algo
Em que se agarrar.
As suas crenças não te levarão ao fim do dia...
De epitáfios e Amores voláteis
"Aqui jaz um cadáver,
morto, defunto, falecido
Último a acreditar que é o amor
Mais do que um conjunto de
estímulos nervosos
Viveu uma vida efêmera, e amou
amores voláteis
Morreu feliz, sem se questionar sobre
as possíveis mentiras que ouvira em vida."
Assim eu queria meu epitáfio.
Inocente, romântico, sonhador
Humano...
PRO INFERNO COM A REALIDADE QUE ME CORRÓI!
ESSA ANGÚSTIA CONTÍNUA DE NÃO VER SENTIDO NAS COISAS
ESSA AUTO-COBRANÇA INSUPORTÁVEL
ESSE EGO QUE ME SUFOCA E VAI TIRANDO AOS POUCOS
A MINHA ESSÊNCIA
Todas as vezes que quis morrer
Me arrependi
E sempre me arrependo
Se arrependimento matasse
Eu ganharia meu tão sonhado epitáfio.
morto, defunto, falecido
Último a acreditar que é o amor
Mais do que um conjunto de
estímulos nervosos
Viveu uma vida efêmera, e amou
amores voláteis
Morreu feliz, sem se questionar sobre
as possíveis mentiras que ouvira em vida."
Assim eu queria meu epitáfio.
Inocente, romântico, sonhador
Humano...
PRO INFERNO COM A REALIDADE QUE ME CORRÓI!
ESSA ANGÚSTIA CONTÍNUA DE NÃO VER SENTIDO NAS COISAS
ESSA AUTO-COBRANÇA INSUPORTÁVEL
ESSE EGO QUE ME SUFOCA E VAI TIRANDO AOS POUCOS
A MINHA ESSÊNCIA
Todas as vezes que quis morrer
Me arrependi
E sempre me arrependo
Se arrependimento matasse
Eu ganharia meu tão sonhado epitáfio.
sábado, setembro 24, 2005
Da natureza do Potlatch...
"O potlatch é uma prática das sociedades primitivas que consiste na troca ou destruição de bens pelos chefes do clã ou da tribo. O líder afirma com esse gesto sua independência, mostrando maior capacidade de retribuir do que de receber. (...) desafia assim os chefes de outras tribos a negarem, como ele, a riqueza, recolhendo desse ato de aparente autodestruição um prestígio político imenso, e reforçando sua imagem junto aos seus. (MUGGIATI, 1985, p. 100)"
"A performance do The Who foi o ponto que mais caracterizou o grupo inglês, um dos primeiros a destruir instrumentos no palco (não se esquecendo dos rituais de Hendrix com a guitarra). Este costume, que se tornou comum em muitas bandas de rock que despontariam anos depois, tem explicações antropológicas. Segundo estudiosos das manifestações culturais de antigas tribos, a raiz desta atitude dos artistas de rock está no potlatch. "
A queima é o modus operandi mais fascinante de Potlatch...
E assim eu procedo o potlatch de minh'alma...
Burn baby, burn!
Rumo à Pasargada de trem
Impressão de uma besteira feita
Idéias a mil na cabeça
O que fazer?
Onde o trem tomou os trilhos errados?
Difícil de responder...
O caminho novo é interessante
Os horizontes prometem
Mas eu não páro de me perguntar o tempo todo se
Ao mudar de rumo
Não teria eu perdido o melhor do caminho
O ápice desse passeio a que nós,
Mortais sem imaginação,
Chamamos de vida?
E o que mais me dói é que nunca vou saber...
A paisagem lá fora é triste
O tempo está fechado
Mas lá à frente há raios de sol
E a única certeza é que aqui está escuro
E lá na frente, ainda longe, mas lá na frente,
Há claridade...parece haver beleza...
Não, há beleza!
E o que me intriga agora é
Não estaria eu voltando ao ponto de partida?
Ou estaria eu indo de encontro ao novo?
O trem apita e a viagem continua...
Escrito em abril de 2005
Idéias a mil na cabeça
O que fazer?
Onde o trem tomou os trilhos errados?
Difícil de responder...
O caminho novo é interessante
Os horizontes prometem
Mas eu não páro de me perguntar o tempo todo se
Ao mudar de rumo
Não teria eu perdido o melhor do caminho
O ápice desse passeio a que nós,
Mortais sem imaginação,
Chamamos de vida?
E o que mais me dói é que nunca vou saber...
A paisagem lá fora é triste
O tempo está fechado
Mas lá à frente há raios de sol
E a única certeza é que aqui está escuro
E lá na frente, ainda longe, mas lá na frente,
Há claridade...parece haver beleza...
Não, há beleza!
E o que me intriga agora é
Não estaria eu voltando ao ponto de partida?
Ou estaria eu indo de encontro ao novo?
O trem apita e a viagem continua...
Escrito em abril de 2005
Semente da mudança...
"Sonho porque acredito
Mas antes de tudo porque preciso
Porque antes do nascer do sol e muito depois de virar o dia
Ainda persigo um ideal.
Sonho para me sentir vivo
Para contradizer aqueles que acreditavam que a minha melhor fase já passara
Para mostrar ao mundo que
(sou do tamanho daquilo que vejo
e não do tamanho da minha altura).
Sonho simplesmente por ser um sonhador
Porque busco algo além da realidade
Busco romper os meus limites e as barreiras do mundo.
Sonho porque sei que posso
Sonho para desafiar o meu destino...
...Porque sempre há de existir a esperança...
...E REALIZO..."
O trecho em parênteses é de autoria de Drummond ou Alberto Caeiro (Fernando Pessoa), divergência de fontes...
(escrito há mais de um ano)
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