quinta-feira, julho 20, 2006

Se te derrubei, me perdoa...

Te ergui
180 kg num só braço
Tamanha a raiva e o desespero
Culpa minha, mas não fiz por mal
Não desconte em mim nos próximos dias
Não tive culpa

Minha religião tem duas rodas
E os anjos gritam comigo quanto mais rápido estou
Sinto o chão correr rápido ao contrário
Enquanto me delicio com a vida no fio dos pneus finos

Pro meio do nada eu vou
Fazer nada
Pensar nada
No nada encontrar o todo
O tudo
Do nada vim
Do não-manifesto
E pra lá eu vou

Mas cuido de você bem, Brutona
Pra você cuidar bem de mim
Se te machuquei, nunca tive intenção
O céu, o vento, o sol e o cerrado são testemunhas
E o asfalto matreiro vai nos tratar bem
Porque ele é o nosso tapete vermelho
Em terras vermelhas onde o destino nobre se esconde
Atrás da teia negra de piche
Ou do chão de terra batida
E pedriscos
Jalapão...sou apenas mais um doido que vai pra lá...

sábado, julho 15, 2006

Pro Jalapão

Pra lá eu vô
Mas a cabeça já tá lá faz tempo
O deserto é maravilhoso
E assim como esconde suas belezas
É perigoso
E nos deixa várias armadilhas

Tô me preparando como se fosse pra uma expedição
E vou tomar todo cuidado do mundo com a Brutona
Pra ela também me amar como a um filho
Assim como a teoria daquele arqueólogo
Tudo: humanos, plantas, bichos, objetos,
coisas inanimadas, uma pedra, uma moto
Tudo tem vida e faz parte de uma cosmovisão

Cuida de mim Brutona
Que eu vou trazer você sem um arranhão
De volta
E vai ser mais uma aula que a vida vai me dar...

terça-feira, julho 04, 2006

Pisando na própria cabeça

Mundo...mundinho
Cabeça de ar
Cabeça no ar
Cabeças ao ar
Acabo de tropeçar em minha própria cabeça

O ócio destrutivo é tudo que vem me restando
Preciso sair dele
Rápido
Nem que seja bem longe
Para bem longe...
Pqp!