quinta-feira, março 30, 2006

Sempre sobre o próprio umbigo

O vento
Velho amigo sempre presente
Esse sim saúda
Dá boa noite
E avisa que a noite é uma criança
Mimada, mas um criança
Devemos ceder aos caprichos dela?
Talvez...

Há muito tempo não confio em mais nada
Nem no vento
Não confio nem em mim mesmo
O remédio me mantém em casa
Remédio pra umas coisas
Placebo pra outras
E a bunda coçando pra ouvir o bom e velho rock'n'roll
Fingindo para si que o seu próprio mundinho é o mundo todo
Doce ilusão
Doce ilusão...
Quem pode controlar algo além de seus limites?
Quem acredita que Deus esteja aqui olhando por todos?
Ele tem mais o que fazer...
Talvez por isso nós devemos olhar uns pelos outros
Tenho sete long necks me chamando pelo vidro transparente do frigobar
E não posso ceder aos caprichos delas...
Queria ser frio como uma garrafa de breja trincando
Pra não me importar com pensamentos toscos
E ocupar a cabeça com algo que seja
Além do próprio umbigo
Com certeza cabe coisa bem mais importante nela...

E o turbilhão continua...
Adoro ver que não tem nenhuma mão pra me tirar nele
Ando praticando remo pra sair dele sozinho...
And may you grow to be proud, dignified and true...
Segura que esse ano vai ser o ano mais curto da minha vida
Em um dia, apenas um dia
Casa, trampo, USP, Cachaça etc...
Corta tudo
Muda tudo
Faz acontecer
E mesmo assim vai faltar tempo pra reorganizar a vida
Chega de falar de mim...
Vamos pegar o livro de Durkheim
"Regras do Método Sociológico"
Até pra tentar tirar o paradigma de que tudo que existe
se encontra dentro de mim
O Social contra o Individual
Velho embate que dentro de mim se encontra desequilibrado
Mas que vai encontrar o caminho da balança horizontal
de novo
em breve...

2 comentários:

Anônimo disse...

E de repente ele ouviu um grito. Um grito divertido que dizia: Boooob, I wanna a base!

Anônimo disse...

Saudades desse tempo em que éramos os reis do mundo com um mochilão nas costas, uma sandália havaiana e déiz rear no borso...

Isso era tudo que tinhamos, e éramos imortais sem saber...