quinta-feira, julho 20, 2006

Se te derrubei, me perdoa...

Te ergui
180 kg num só braço
Tamanha a raiva e o desespero
Culpa minha, mas não fiz por mal
Não desconte em mim nos próximos dias
Não tive culpa

Minha religião tem duas rodas
E os anjos gritam comigo quanto mais rápido estou
Sinto o chão correr rápido ao contrário
Enquanto me delicio com a vida no fio dos pneus finos

Pro meio do nada eu vou
Fazer nada
Pensar nada
No nada encontrar o todo
O tudo
Do nada vim
Do não-manifesto
E pra lá eu vou

Mas cuido de você bem, Brutona
Pra você cuidar bem de mim
Se te machuquei, nunca tive intenção
O céu, o vento, o sol e o cerrado são testemunhas
E o asfalto matreiro vai nos tratar bem
Porque ele é o nosso tapete vermelho
Em terras vermelhas onde o destino nobre se esconde
Atrás da teia negra de piche
Ou do chão de terra batida
E pedriscos
Jalapão...sou apenas mais um doido que vai pra lá...

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