sexta-feira, outubro 07, 2005

Me me me...me too...

Bombardeio de palavras
Elas querem domar a situação
Já vi esse filme, mas o que fazer?
No fundo sou igual...
Não saem da minha cabeça
Assim como a de uma amiga
Preciso me exorcizar por meio delas
Meus fantasmas...
As palavras...

Quem disse que consigo dormir?
Meu corpo dói, me sinto fraco
Mesmo impotente
Há males que vem para o bem
Talvez seja a minha válvula de escape
Não sei
Mas o fato é que não passo sem...
Mulheres?
NÃO!
Giseldas?
NÃO!
Falo de minhas amigas, as palavras
Que aparecem na minha cabeça
E com toda sua ambiguidade
Tomam conta da situação...
Aqui se faz, aqui se paga
E já dizia Bertold Brecht
"O que é, por ser exatamente tal como é,
não vai ficar tal como está".
Ainda que a conotação fosse outra
Se encaixa perfeitamente à situação
Por mais que eu não queira acreditar
Virei um viciado na simbologia
e na representação do grafismo.
Logo eu, que sempre as neguei
Que procurei não me envolver
Que busquei algo diferente em que me agarrar

Mas nossa missão não é essa
Não é por isso que estamos aqui
Temos que fazer a diferença
Não por nós
mas pela dor que sentimos
e o amargo na boca do estômago
ao vivenciar injustiças diárias
Maquiavel, mais do que mestre,
mais uma vez estava certo
Não dá pra ficar neutro a tudo

E existem coisas muito mais importantes...

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