terça-feira, outubro 04, 2005

E o céu não se conteve e chorou...

Tamanha foi a beleza
A performance do casal
Naquele momento

Que o céu, comovido
Chorou...
Chorou de raiva
De inveja
Por não poder nunca sentir
Nem uma pequena fração do deleite
Daquele instante
Naquela intensidade
No lugar da moça e do rapaz
Que ali trocavam muito mais do que um simples beijo

Trocavam emoções
Trocavam experiências
Tesão
Arrepios
Calor
Frio na espinha

Coisas como essa têm a capacidade de marcar uma vida
Nunca vi ninguém não esquecer um nome ou um rosto
Mas um beijo imprevisto na chuva...
Pobres almas...mal sabem elas que acabaram de gravar em suas memórias
Algo que não pode ser apagado
Quer para o bem
Quer para o mal...
Bem-me-quer ou mal-me-quer?

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