domingo, setembro 25, 2005

De epitáfios e Amores voláteis

"Aqui jaz um cadáver,
morto, defunto, falecido
Último a acreditar que é o amor
Mais do que um conjunto de
estímulos nervosos

Viveu uma vida efêmera, e amou
amores voláteis

Morreu feliz, sem se questionar sobre
as possíveis mentiras que ouvira em vida."

Assim eu queria meu epitáfio.
Inocente, romântico, sonhador
Humano...

PRO INFERNO COM A REALIDADE QUE ME CORRÓI!
ESSA ANGÚSTIA CONTÍNUA DE NÃO VER SENTIDO NAS COISAS
ESSA AUTO-COBRANÇA INSUPORTÁVEL
ESSE EGO QUE ME SUFOCA E VAI TIRANDO AOS POUCOS
A MINHA ESSÊNCIA

Todas as vezes que quis morrer
Me arrependi
E sempre me arrependo
Se arrependimento matasse
Eu ganharia meu tão sonhado epitáfio.

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