Um dia volto pra terrinha
onde o rio abraça o mar
onde energia elétrica é coisa de gente sem imaginação
onde toda nota musical é acústica
e ressoa no coração.
Um dia me perco pra me encontrar
na terrinha
Pra com uma bermuda furada
déiz rear no borso
e uma Havaiana surrada
me sentir de novo um rei.
Saudades do cê, minha Caraívas
De seu Manuel, recém conhecido
oferecendo sua mesa e sua morada
Como o faria um velho amigo.
Do arrepio da esquadrilha da fumaça
Ao dizer que forrávamos com cerveja
pra não ter que almoçar
Da festa na oca do Xuré
E do refrão melódico resultado dela:
"E rola mais uma cerveja...E rola mais uma cerveja..."
Onde a noite é uma criança
E o forró bate forte
até o sol raiar
A minha lembrança vagueia
com os barcos dos pescadores locais
Terra de amores impossíveis
Proibidos...
Saudades do cê, minha amada Caraívas...
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