Foi como um devaneio
Numa tarde de um final de verão
Pôr-do-sol
Chutando o pau na estrada
Primeiro em quatro rodas
Depois em duas
Só pra chegar a tempo no Extremo Oriente
Se aquilo não era a terra das Mil e Uma Noites
Não saberia dizer o que é
A sedução em forma de mulher dançava
E as ondas de Shiva davam vida ao Universo
A cada desenho corporal no espaço
O Yin não se manifesta sem o Yang
São lados inerentes de um mesmo todo
Em pólos inversos
E na vida nem tudo é flores
Aliás, é sim...
Mas há sempre as rosas e as flores de cactos em nossos caminhos
O fato é que há gosto pra tudo
E há claro os que preferem os espinhos...
Comigo não violão!
E vibrando como as cordas dele
Vi seu corpo me enfeitiçar
Mas nem ele era páreo para o seu sorriso...
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