segunda-feira, janeiro 16, 2006

De rosas, espinhos e vinho tinto...

Como não ficar estarrecido?
Yin, Yang e eu no meio
sempre oscilando
me atordoando...
Rosas...
Espinhos...
Como apanhar uma rosa sem tocar nos espinhos?
Antes achava que era possível
Hoje já não sei mais nada...
Acho que estou meio perdido
Mas sei que pelo menos a coragem não perdi
E quero acreditar que não seja só por teimosia
Será que vale à pena?
Sinceramente...
Já não sei mais...

Mundo pequeno?
Que é isso?! Magina...
Pqp! Ainda bem que eu tava com sono, atordoado...
Tudo que eu precisava hoje pra fechar um dia filhodaputa
era uma noite cheia de caras dissimuladas
ou ainda mais provável:
de rosas amputadas à força e de espinhos dilacerados...
Teria sido um jardineiro propositalmente descuidado
teria feito muitos estragos
teria cometido erros
E provavelmente me arrependeria depois por ter sido impulsivo...
mas daí já estaria feito
E sem retorno...

O mundo é de fato pequeno
Mas aquele Ente Superior
Esse ainda é de um tamanho e grandeza infinitos
Enxerga tudo em sua inerente atemporalidade...

Também não sei se rosas têm sonhos
mas eu ainda sonho com elas
Ai(n)da...
Já não sou prepotente em fazer afirmações...
Se vale à pena?
Já não sei mais...
Mas ainda não consigo evitar...
Ainda...
Desce uma garrafa de vinho tinto
pra me entorpecer em sono
pro Sandman me dar seus sábios conselhos
mais uma vez...
Bebe comigo, amigo onírico?
Não?! Você também apanhou uma rosa com espinhos não?!

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